terça-feira, 24 de julho de 2007

País reduz desmatamento em 52%


A redução do desmatamento na Amazônia em 52% nos últimos quatro anos e a previsão de que essa redução continue são bons motivos para o Brasil comemorar o Dia de Proteção às Florestas, de acordo com o diretor do Programa Nacional de Florestas, do Ministério do Meio Ambiente, Leonel Pereira.
Para Leonel, a aprovação da Lei de Gestão de Florestas Públicas foi o maior resultado alcançado nos últimos anos contra o desmatamento das florestas. Leonel ressaltou como outra ação de preservação florestal, o reflorestamento de áreas devastadas para atender a demanda das indústrias de celulose.
Hoje no país quase 50% do território ainda é coberto por florestas naturais, sendo que 80% dessas florestas são públicas. Nos últimos quatro anos aumentou quase 20 milhões de hectares as áreas florestais protegidas.
Outro projeto para preservação das florestas, de acordo com Leonel Pereira, o Pensaf - Plano Nacional de Silvicultura com Espécies Nativas e Sistemas Agroflorestais, que pretende usar as espécies nativas como o principal componente na recuperação das áreas que foram desmatadas e estão improdutivas.


Fonte: Ecopress / Agência Brasil



Fonte: Ecopress
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Ação humana ''mudou regime de chuvas'', diz estudo


Esta é a 1º vez que cientistas acharam indícios concretos da influência do homem.

- Cientistas de quatro países anunciaram ter descoberto os primeiros indícios concretos de que a ação humana causou mudanças nos padrões pluviométricos do mundo durante o século 20. Na pesquisa, os especialistas de Canadá, Japão, Grã-Bretanha e Estados Unidos compararam as precipitações mensais registradas de 1925 a 1999 com modelos criados por computador, para determinar se a atividade humana poderia estar mudando o regime de chuvas. A conclusão foi que apenas a influência do homem poderia explicar o aumento anual das precipitações anuais em latitudes médias no hemisfério norte, e a diminuição das chuvas na Índia e em partes da África. "Nós mostramos que a influência humana tem tido uma influência detectável em mudanças observadas na precipitação média em faixas de latitude", diz o estudo. "Essas mudanças não podem ser explicadas pela variação climáticas interna ou por influência natural." Eles acrescentaram que fatores naturais, como erupções vulcânicas, contribuíram para mudanças no padrão pluviométrico global - mas muito menos que a influência humana. Há vários anos, estudos sugerem que atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis, levaram a mudanças na distribuição das chuvas e da neve no planeta. No entanto, modelos feitos por computador nunca foram capazes de determinar a extensão da influência do homem nessas mudanças, em parte porque, na média, a estiagem mais prolongada em algumas áreas é compensada pelo aumento das chuvas em outras. O estudo será divulgado na próxima edição da revista Nature, que será publicada na quinta-feira. Fonte: Estadão Online / BBC Brasil - Todos os direitos reservados.

Ibama autua madeireira em mais de um milhão de reais em Santarém


Brasília (24/07/07) - Ação de fiscalização realizada entre os dias 3 e 10 de julho, coordenada pela Divisão de Controle e Fiscalização da Gerência do IBAMA em Santarém, no oeste do Pará, autuou a empresa Madeireira MADEVI Ltda em um R$ 1.116.718,25, referentes a seis Autos de Infração lavrados. As vistorias de empresas madeireiras ocorrem no âmbito do Plano de Prevenção e Combate ao Desmatamento na Amazônia, ação interministerial que busca conter o desmatamento na região e combater outros crimes ambientais.
Ao realizar a vistoria nos documentos e no pátio da empresa, a equipe de Fiscalização do IBAMA encontrou uma série de irregularidades. A maior das multas, no valor de R$951.736,00, foi devido à venda de 3806,944 m3 de madeira em toras de diversas espécies sem autorização; o cálculo foi baseado na diferença entre o volume de madeira em toras medido no pátio da empresa e o saldo no SISFLORA, sistema de controle da Secretaria Executiva de Ciência Tecnologia e Meio Ambiente (SECTAM) do Pará.
A empresa apresentou Licença de Operação vencida, e protocolo de pedido de renovação fora do prazo legal. Devido à alegação de que a nova Licença está em vias de ser concedida, a empresa foi notificada para apresentá-la até hoje (24), caso contrário, terá suas atividades embargadas.
Também houve venda sem autorização de madeira serrada, e espécies de madeiras serradas e em toras com volumetria acima do saldo, fatos que geraram outras multas, e apreensão do produto florestal. Ficaram apreendidos 174,167 de madeira das espécies Pequiá e Maçaranduba.
Esta foi a segunda vistoria em empresa madeireira realizada na região de Santarém este ano, no âmbito do Plano de Prevenção e Combate ao Desmatamento na Amazônia, que integra 14 Ministérios no intuito de conter o desmatamento e outros crimes ambientais na região. Na primeira, a madeireira Rancho da Cabocla foi multada em cerca de 1,7 milhão de reais. As vistorias em empresas que exploram recursos florestais continuam para coibir irregularidades na exploração, industrialização e comércio de madeiras.

Christian Dietrich
Ibama/PA

segunda-feira, 23 de julho de 2007

FOGÃO A LENHA AGORA TAMBÉM GERA ENERGIA ELÉTRICA

O fogão a lenha ainda é um dos mais comuns "geradores de energia" utilizados no interior do Brasil e de vários outros países em desenvolvimento, principalmente na zona rural. De concepção milenar e construção simples, o fogão a lenha é utilizado basicamente no preparo de alimentos.
Mas o pesquisador brasileiro Ronaldo Sato acreditou que poderia melhorar o projeto do milenar fogão, tornando-o mais ambientalmente amigável e, sobretudo, utilizando-o para gerar energia elétrica.
Agora ele apresentou o protótipo que resultou dos seus sete anos de pesquisas - um novo conceito de fogão a lenha/gerador de eletricidade, batizado de GERALUX. Apesar de ter sido inteiramente construído com recursos próprios, o novo fogão já chamou a atenção da ELETRONORTE, que está estudando a possibilidade de utilizar a nova tecnologia no Acre, na regi~~ao do Xapuri.
na mesma queima de biomassa utilizada para o preparo dos alimentos, o fogão GERALUX produz energia suficiente para acender cinco lâmpadas e ligar uma televisão ou outros equipamentos de baixo consumo de eletricidade, como rádios ou até um computador pessoal.
O Geralux é também mais ambientalmente correto do que os fogão tradicionais. Ele economiza até 5% da biomassa hoje empregada, além de reter toda a fuligem no próprio fogão - a inalação de fuligem é apontada pela OMS como a 8ª causa de morte no mundo.
O fogão não utiliza caldeira, o que simplifica sua construção e reduz riscos de acidentes. O vapor gerado no trocador de calor é transformado e energia mecânica, e a seguir, elétrica. A energia é armazenada em uma bateria comum de automóvel - cerca de 30% de sua carga é suficiente para a iluminação da residência em um período de 4 a 5 horas.
"Para recarregar a bateria utiliza-se o calor produzido no fogão durante o cozimento de alimentos. A tecnologia poderá ser dimensionada conforme a demanda como, por exemplo, para as 30.000 escolas na Amazônia, enquanto se faz a merenda", afirma Sato.
Sato agora espera receber apoio de entidades governamentais ou privadas para viabilizar a adoção de sua tecnologia em benefício de populações que, em pleno século XXI, ainda estudam à luz de velas. O protótipo do Geralux está em exposição na Fundação de Tecnologia dp Acre.

Museu defende menos filhos contra aquecimento


O novo diretor de um dos principais museus britânicos, o Museu da Ciência, defende uma nova arma no combate ao aquecimento global: o controle de natalidade.
Em reportagem publicada no domingo (22) pelo jornal The Observer, Chris Rapley argumenta que uma população menor no futuro significará "menos dióxido de carbono jogado na atmosfera, porque haverá menos pessoas para usar carros e eletricidade".
Rapley, que assume oficialmente o cargo no dia 1º de setembro, alega que "para atingir esse objetivo você só precisa gastar uma fração do dinheiro que seria necessário para desenvolver soluções tecnológicas, novas usinas nucleares ou produzir combustíveis renováveis".
"Porém, todos decidiram ignorar o assunto silenciosamente", afirma Rapley, que antes de ser escolhido diretor do museu era o chefe da missão britânica na Antártida.
Para ele, é importante uma ação para evitar que a população mundial se aproxime dos 10 bilhões.

Crescimento populacional - Segundo dados recentes do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a população mundial deve crescer dos atuais 6,6 bilhões para cerca de 9 bilhões em 2050.
Agumento semelhante ao de Rapley já havia sido defendido recentemente pela organização não-governamental britânica Optimum Population Trust (OPT), dedicada a defender o controle de natalidade.
Em maio, a ONG lançou um relatório afirmando que, mesmo com uma redução de 60% nos níveis de emissões de CO2 até 2050 em relação aos níveis de 1990, seguindo a recomendação do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU), isso seria praticamente anulado pelo crescimento populacional no período. (Redação Terra)

Desempenho Ambiental e Sustentabilidade


Autor: Dra. Marta R L. Tocchetto e Dr. Lauro C Pereira

A crescente preocupação com a qualidade ambiental tem levado as indústrias brasileiras a buscarem alternativas tecnológicas mais limpas e matérias primas menos tóxicas, a fim de reduzir o impacto e a degradação ambientais. A conscientização da sociedade e a legislação ambiental têm induzido as empresas a uma relação mais sustentável com o meio ambiente. Não há mais lugar para a exacerbação do lucro obtido às custas do comprometimento do meio ambiente. Diante disso, a indústria tem sido forçada a investir em modificações de processo, aperfeiçoamento de mão-de-obra, substituição de insumos, redução de geração de resíduos e racionalização de consumo de recursos naturais. A busca por alternativas que minimizem os impactos negativos da atividade produtiva tem motivado o setor industrial em investir em soluções, que também se refletem em economia e melhoria da competitividade. A adoção de estratégias de prevenção apresenta-se como a alternativa mais adequada, porém importantes padrões, modelos de comportamento, crenças e práticas institucionalizadas devem ser modificados, assim como muitos paradigmas consolidados na estrutura das empresas devem ser substituídos. A avaliação ambiental torna-se cada vez mais valiosa e importante, pois fornece bases para a formulação de políticas, planos e projetos que permitem o manejo dos riscos e impactos das atividades produtivas aumentando a ecoeficiência da organização. O diagnóstico da situação ambiental consiste em uma análise profunda de todos os impactos dos processos, serviços e produtos. A falta de registros, na maioria das empresas, no que tange às entradas e saídas de insumos, do consumo de água, de matérias primas, de energia, de geração de efluentes e resíduos, por exemplo, também dificulta a implantação de medidas que poderiam melhorar o desempenho ambiental das mesmas. A ausência de informações, desta natureza, contribui para conhecimentos precários sobre os custos ambientais, alimentando a visão distorcida de que investimentos em medidas de proteção não significam ganhos, mas sim em aumento de custos operacionais e redução de competitividade. Em estudo realizado em um grupo de empresas com atividade galvânica, verificou-se que a identificação dos impactos ambientais significativos relaciona-se mais fortemente com questões econômicas e legais, do que com os aspectos técnicos e ambientais. O planejamento de ações, baseado em critérios técnicos e ambientais, contribui para a implantação de medidas mais efetivas, no que diz respeito à melhoria da qualidade ambiental. Um maior conhecimento sobre os impactos ocasionados pelas atividades produtivas, possibilita a seleção mais adequada de indicadores que podem ser utilizados para o processo de melhoria contínua do SGA (sistema de gestão ambiental). A dificuldade para o estabelecimento desses indicadores é um dos principias problemas das indústrias, tanto ao nível nacional quanto internacional. A escolha equivocada de indicadores irá refletir-se de igual forma na avaliação do desempenho ambiental das empresas, trazendo como conseqüência: adoção de medidas inócuas, implantação desnecessária de equipamentos e/ou outras intervenções inadequadas para um bom sistema de gestão. Acredita-se que grande parte das empresas ainda desconhece os benefícios do uso de indicadores de desempenho, como ferramenta para o planejamento ambiental. Com isso é possível que elas estejam deixando de aproveitar oportunidades, como: aumento da produtividade, melhoria da competitividade e da qualidade ambiental, além de atingir efetivamente a sustentabilidade produtiva.

domingo, 22 de julho de 2007

Capital natural e desenvolvimento sustentável


Augusto Marcos Carvalho de Sena É fato conhecido que as atividades econômicas atuais têm imposto pesada carga ao nosso planeta e que isso tem levado a um interesse crescente por questões vinculadas ao processo de desenvolvimento sustentável. Tem-se enfatizado que o processo de crescimento econômico acelerado está intrinsecamente ligado à destruição de recursos naturais e que, mais cedo ou mais tarde, tal processo encontrará sérios limites a sua capacidade de expansão. Apesar do argumento otimista que concede ao progresso tecnológico o status de ‘salvador’ de todos os males - no sentido de que inovações tecnológicas eliminariam todas as restrições, no que concerne ao uso de recursos naturais em prol do crescimento econômico acelerado – a proximidade de exaustão da capacidade de absorção da terra é uma realidade inquestionável1. Ações imediatas estão sendo reclamadas, e várias propostas, tanto na esfera política como na acadêmica, têm sido formuladas com o objetivo de atacar tal problema. Apesar da importância de tais questões, a literatura sobre desenvolvimento sustentável não está ainda suficientemente desenvolvida, para oferecer suporte ao desenho e implementação de políticas econômicas. A dificuldade básica se resume na grande complexidade envolvida na definição de ‘sustentabilidade’ e ‘capital natural’, dois conceitos-chave ligados a questões envolvendo recursos naturais e meio ambiente. Tendo-se em vista tal insuficiência, o presente ensaio propõe oferecer uma definição clara de ‘capital natural’ e ‘desenvolvimento sustentável’, atentando-se para a conexão lógica existente entre os dois conceitos. Adicionalmente, uma breve lista é apresentada, enumerando algumas mudanças que nossa aludida ‘moderna sociedade ocidental’ deveria administrar, se sustentabilidade é vista como prioritária.
1 Definição de capital natural e desenvolvimento sustentável De início, o uso de uma definição geral de capital é de suma importância para claramente se entender o conceito de capital natural. Nesse contexto, capital deve ser entendido como um estoque que gera um fluxo de bens e serviços num futuro imediato, não importando se tal estoque é físico (uma máquina, por exemplo) ou natural. Se tal estoque é dito natural (por exemplo, uma população de árvores ou peixes), o fluxo sustentável ou a produção anual de novas árvores ou peixes é chamado de renda sustentável, e o estoque de capital que a produz é definido como capital natural. Outra qualificação necessária refere-se à interrelação existente entre três importantes conceitos: capital natural, renda natural e recursos naturais. Capital natural e renda natural são, respectivamente, os componentes estoque e fluxo dos recursos naturais. Em geral, existem dois tipos de estoques de capital natural: i) renovável (CNR) ou ativo e; ii) não-renovável (CNNR) ou inativo. Exemplos do primeiro tipo são os ecossistemas – fauna, flora, etc. – enquanto depósitos minerais e combustíveis fósseis (petróleo) são exemplos do segundo tipo. Existe uma interessante analogia entre ‘capital natural renovável/capital natural nãorenovável’ e ‘máquinas/estoques’. Capital natural renovável é análogo a uma máquina e está sujeito à depreciação; capital natural não-renovável, por outro lado, é similar a um estoque qualquer e está assim sujeito à liquidação. Tendo-se definido capital natural, uma definição precisa de desenvolvimento sustentável é necessária, a fim de se estabelecer uma conecção lógica entre os dois conceitos. Em primeiro lugar, é importante se ressaltar que a soma dos estoques de capital natural renovável (CNR) e capital natural não-renovável (CNNR) é igual ao estoque de capital natural total (CNT), isto é, CNT = CNR + CNNR. O conceito de sustentabilidade se refere à preservação do estoque de capital natural total (CNT). Portanto, manutenção do patamar corrente do estoque de capital natural total (ou elevação desse nível) é a idéia-chave ligada à definição do conceito de desenvolvimento sustentável. Visto que o estoque de CNNR pode ser exaurido com o uso, uma maneira lógica de manter o estoque de CNT constante é reinvestir parte dos prospectos advindos do consumo do CNNR em CNR. Essa idéia-chave é de vital importância, visto que o conceito de desenvolvimento sustentável, implicitamente, incorpora a noção de eqüidade entre gerações, ou eqüidade intergeracional. De acordo com os preceitos da Comissão Brundtland2, a implicação maior relacionada ao desenvolvimento sustentável é que gerações futuras devem herdar um estoque de ativos de qualidade de vida não inferior ao da geração presente. Esse amplo estoque de ativos pode ser interpretado de três maneiras: i) como incluindo tanto bens e serviços produzidos pelo homem ou pelo meio ambiente; ii) como referindo-se apenas aos ativos produzidos pelo meio ambiente; ou iii) como incluindo os dois citados, mais os ativos de capital humano (escolaridade, inteligência, destreza, habilidade). A noção de eqüidade intergeracional é central na definição de desenvolvimento sustentável. E apesar da falta de uma definição sólida e mais prática para esse conceito, qualquer processo de desenvolvimento que não satisfaça o critério de equidade entre gerações deve ser taxado de desenvolvimento precário.Claramente, deve-se admitir que o item iii) acima é o mais relevante no contexto do processo de desenvolvimento sustentável. Capital produzido pelo homem, capital natural renovável e não-renovável, fluxos de serviços advindos de ecossistemas diversos, todos interagem com capital humano e com o processo econômico de oferta-demanda para determinação dos níveis de produção de bens e serviços de uma economia. A forma específica desse processo de interação é de importância crucial para a sustentabilidade. Interligando tal processo à equação do estoque de capital natural total (CNT = CNR + CNNR) e atentando-se para a questão da eqüidade intergeracional, o suporte analítico detalhado até aqui é vital, para uma definição apropriada do processo de desenvolvimento sustentável. Nesse ponto, já se pode detectar as interrelações entre capital natural e desenvolvimento sustentável.A definição de capital natural é necessária para a definição de desenvolvimento sustentável, e, para se alcançar a condição mínima necessária à sustentabilidade, a manutenção do nível corrente do estoque de capital natural total é condição essencial. Uma outra questão paralela, mais ligada à esfera econômica, refere-se à maneira padrão como crescimento econômico é tradicionalmente concebido e mensurado. Sabe-se que a medida comumente usada na avaliação do bem-estar de um país – o produto interno bruto (PIB) per capita – ignora o conceito de capital natural, apesar de sua significância no que se refere àprodução geral de bens e serviços. Para sanar tal impropriedade, esforço recente tem sido direcionado à construção de agregados alternativos de mensuração do PIB, como forma de levar em conta eventuais subtrações no estoque de capital natural, assim como introduzir correções em variáveis-chave, que mensuram o bem-estar de uma sociedade. Por exemplo, um novo índice de medida de bem-estar já se encontra em uso nos EUA – o ISEW, Index of Sustainable Economic Welfare3, ou Índice de Bem-Estar Econômico Sustentável – com melhoras substanciais, se comparado com o índice tradicional, advindas da contabilização de reduções de recursos naturais não-renováveis e eventuais perdas ambientais de longo prazo. Em cálculos realizados, usando-se o novo índice, enquanto o produto nacional bruto americano cresceu substancialmente, no intervalo de 1950 a 1985 (medido pela via tradicional), o índice ISEW tem permanecido relativamente constante, desde 1970. Segundo Daly & Coob Jr [1989], à medida que degradação do estoque de capital natural, custos decorrentes de poluição e efeitos perversos ligados à má distribuição de renda são contabilizados, a economia americana não é vista como obtendo melhoras substanciais de bem-estar. Essa evidência é crucial, não só para os EUA, mas para qualquer país que tenha preocupação com as incorreções vinculadas à contabilidade do crescimento, quando feita exclusivamente em termos econômicos, isto é, não levando em conta degradação do meio ambiente. Na circunstância de certo país ignorar subtrações em seu estoque de capital natural, seria até possível se estar incorrendo em perdas substanciais de bem-estar, ao mesmo tempo em que as medidas tradicionais apontam para substanciais melhoras. Tendo-se chegado às definições relevantes de capital natural e desenvolvimento sustentável, assim como, tecido comentários sobre o interrelacionamento existente entre tais conceitos, a apreciação dos ajustamentos necessários que uma sociedade deve administrar, se desenvolvimento sustentável for o objetivo, é vislumbrada a seguir.
2 Mudanças sociais desejáveis e necessárias ao desenvolvimento sustentável Três mudanças fundamentais que devem ser empreendidas no desafio de qualquer sociedade, em busca de sustentabilidade, são as seguintes: i) Controle populacional, via planejamento familiar, ii) Ajustamento dos padrões de consumo, via mudanças no estilo dos gastos individuais, e iii) Observância à redistribuição de renda. Esses três desafios mostram que o modo de crescimento econômico abraçado pelas sociedades ocidentais capitalistas não tem satisfeito o critério de eqüidade intergeracional e de melhora no bem-estar social. Para se alcançar um padrão de desenvolvimento sustentável, como uma melhor alternativa ao modo de crescimento tradicional, questões populacionais devem ser repensadas, tanto em nível familiar como em nível de sociedade. Existe evidência de que a taxa de crescimento populacional mundial continuará sua tendência de ascensão no futuro próximo4, e isso é indicativo de carga ainda mais pesada, com relação à já limitada capacidade de absorção, do planeta, a um número crescente de atividades e pessoas. Dado os muitos problemas de pobreza em áreas densamente povoadas em países subdesenvolvidos, somados ao fato de que em tais países as taxas de exaustão de recursos naturais são elevadíssimas, crescimento populacional é um evento que, com certeza, trará pioras consideráveis ao bem-estar social em nível mundial. Conseqüência imediata é a restrição que tal problema impõe à possibilidade de desenvolvimento sustentável, principalmente em países em vias de desenvolvimento. Portanto, é imperativa a mudança de comportamento dos indivíduos e de comprometimento governamental no que diz respeito aos padrões de crescimento populacional. A segunda mudança refere-se aos estilos de consumo em países ricos ocidentais e o efeito ‘demonstração’ que ocorre em países subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento. A maneira atual de se medir bem-estar através dos níveis de utilidade, advindos do consumo incremental de bens e serviços, tem dado forma insustentável ao comportamento dos indivíduos em direção ao consumismo desenfreado. Os padrões de consumo de países ricos estão muito além das necessidades dos indivíduos e os países em desenvolvimento, ao copiarem tais padrões, contribuem pesadamente para o aumento das pressões aos limites desse processo. O processo de rápido crescimento econômico está intrinsecamente ligado ao processo explosivo de demandaconsumo, conduzindo a uma situação insustentável, em nossa definição, em nível mundial. Como conseqüência, degradação ambiental, pobreza, desigualdade social e outras seqüelas advindas de nossa ansiedade por crescimento econômico a todo custo, têm imposto um obstáculo visível à continuação dessa tendência. Ambientalistas e economistas (infelizmente, tardiamente!) estão conscientes agora de que existe grande diferença entre crescimento-desenvolvimento econômico convencional e desenvolvimento sustentável. A terceira mudança elucidada como crucial à sustentabilidade se refere à desigualdade na distribuição de renda. É importante se ressaltar que crescimento econômico não necessariamente se traduz em distribuição dos frutos advindos da elevação do PIB. Jones [2000] evidencia que o comportamento dos índices de distribuição de renda em nível mundial, têm desfavorecido os países em desenvolvimento, durante o processo de crescimento econômico que a economia mundial tem experimentado no pós-guerra, isto é, a distância entre países ricos e pobres tem aumentado nesse período. Este fato é indicativo do caráter insustentável do estilo presente que norteia a busca ao bem-estar. Ações urgentes são necessárias para que a tendência de concentração de rendaentre países (e também dentro dos países) seja revertida.
Conclusão Em suma, é visível a situação insustentável que ora prevalece em nível mundial. O estilo tradicional , que norteia as atividades econômicas atuais, já se encontra em nível insustentável, à medida que se reconhece a degradação envolvida no consumo dos recursos naturais. Por outro lado, o padrão de consumo de bens e serviços tradicionais se destitui de sentido, a partir do reconhecimento dos limites do processo de crescimento econômico puro e de seu impacto na capacidade de absorção do planeta. Além disso, melhorar as condições econômicas dos pobres, sem que políticas importantes sejam consideradas – por exemplo, controle populacional e redistribuição de renda – parece ser tarefa de extrema dificuldade. Os desafios estão à mesa e as conseqüências de não se levar em conta tais questões, podem ser extremamente danosas em futuro próximo. Uma sociedade consciente, incluindo-se aí suas instituições, pode e deve vislumbrar mecanismos, para concretizar mudanças necessárias, em seu trajeto em direção à experiência de desenvolvimento sustentável. Além disso, para que tal fim seja alcançado, políticas devem ser formuladas e implementadas, tendo como suporte definições precisas de capital natural e desenvolvimento sustentável, como as propostas nesse estudo. Apesar da importância de políticas mais genéricas (esfera macro) como às ligadas a controle populacional e distribuição de renda, políticas específicas de controle do uso de recursos naturais, principalmente focando atividades empresárias particulares (esfera micro), devem se revestir de importância ímpar, no que diz respeito à manutenção (ou elevação) do estoque de capital natural total, condição primária à possibilidade de garantia de eqüidade intergeracional e, conseqüentemente, sustentabilidade.

Os males da poluição aquática


Por Ernesto

No princípio era apenas uma pequena cidade com uma pequena população. Havia um rio principal e seus afluentes. Seus habitantes acreditavam que o esgoto que lançavam no curso d'água não comprometeria a qualidade de suas águas. De certa forma eles estavam corretos, pois, naquela época, o rio apresentava uma elevada capacidade para se auto-depurar, ou seja, ele possuia uma grande vazão para uma pequena quantidade de matéria orgânica proveniente de esgotos. Realizavam-se atividades esportivas, eventos, recreação, etc. A água do rio também era utilizada para regar hortas e abastecer algumas residências. Como passar do tempo, a população aumentou, o peso do progresso começou a ser sentido com a chegada das indústrias, laticínios e frigoríficos, entre outros. Não havia nenhum controle quanto aos rejeitos gerados, nem da população, tão pouco das indústrias. Não bastou muito para aparecer as primeiras mudanças. A água do rio, que antes era utilizada para consumo, começou a apresentar odor forte, gosto ruim e, quem no rio se banhava ou de sua água bebia, começou a adoecer. Suas águas tornaram-se escuras e impróprias para quaisquer atividades. A quantidade de matéria orgânica e inorgânica tornou-se enorme. Os peixes, na luta pela sobrevivência subiam até a superfície para conseguir o pouco de oxigênio que restava. As algas, antes em quantidade controlada, se esbaldavam com a matéria orgânica que havia no rio aumentando sua quantidade consideravelmente, e estas também consumiam o oxigênio, num processo conhecido como eutrofização. Pouquíssimas pessoas pareciam se preocupar com agonia daquele célebre personagem que a tantos deu alegria ou matou a sede. Invasores começaram a habitar a margem do rio e retiraram toda sua vegetação. O rio se tornou mais raso, devido à quantidade de terra e areia que descia de seus barrancos, pois já não haviam os vegetais para contê-los. O tempo foi passando e nenhuma ação foi tomada por parte da sociedade e de seus governantes. O oxigênio da água acabou, ou se tornou insuficiente, os seres aeróbicos (que precisam do oxigênio para viverem) não mais existiam, as bactérias anaeróbias (que não necessitam do oxigênio) tornaram-se os seres reinantes do ambiente e passaram a exalar, em escala ainda maior o gás sulfídrico, com seu conhecido odor de "ovo podre". A população, sem conhecimento da situação, contribuía ainda mais para a degradação do rio, jogando todo tipo de lixo em seu leito, desde plásticos, vidros e garrafas pet, até móveis e outros objetos de grande porte. Os gastos com a saúde tornaram-se ainda mais elevados, enchentes constantes tornavam o trânsito caótico, destruíam casas, matavam pessoas. Pernilongos tornaram-se pragas incontroláveis. A situação tornou-se tão crítica que formaram-se conselhos para decidir sobre a melhor forma de controlar aquela situação. Eram projetos daqui e dali, que sempre ficavam apenas no papel. Levou muito tempo para perceberem o grande erro que haviam sido cometido, muitos anos seriam necessários para recuperar o rio, além da grande quantidade de dinheiro que teria que ser gasto. Somente quando o problema se tornou grave demais, evidente demais é que soluções caras e demasiadamente longas foram tomadas. Este pequeno texto pode ser aplicado à maioria de nossas cidades. Infelizmente, grande parte da população ainda joga esgoto "in natura" nos cursos d'água, não possuem programas de Educação Ambiental para sua população e insistem em não enxergar esses problemas ambientais, o que seria muito mais barato. Investir em saneamento básico, ou seja, na prevenção de certas doenças ligadas à falta de higiene, do que na cura destas, na proteção de áreas de matas ciliares, do que no pagamento de indenizações às famílias que habitam esses locais, ainda é a melhor solução. Só com um planejamento sério, um trabalho de educação das pessoas e o cumprimento das leis ambientais é que se chegará a um convívio harmônico entre seres humanos e natureza, garantindo um futuro melhor para as próximas gerações.

Os Dez Mandamentos do Amigo do Planeta


1. Só Jogue Lixo no Lugar Certo
O lixo que jogamos em qualquer lugar volta para nossa casa através de ratos, moscas, mosquitos que trazem doenças, além de tornar onde vivemos um lugar feio e desagradável. Cada pessoa produz por dia cerca de meio quilo de lixo. Multiplique isso pela população de sua cidade para ter ideia do tamanho do problema. Custa muito dinheiro de impostos para limpar as ruas, praças, praias, dar destino final ao lixo. Dinheiro que podia estar sendo usado para outras obras e serviços para a melhoria da cidade. A cidade, a escola, a casa mais limpa não é a que mais se varre, é a que menos se suja! Um Amigo do Planeta só joga seu lixo nos locais apropriados, ou guarda no bolso e traz para colocar na lixeira ou reciclagem da própria casa.

2. Poupe Água e Energia
Escolha consumir o necessário. Resista ao modismo que nos obriga a trocar de carro, roupa, bens. Além de gastar dinheiro desnecessariamente, desperdiçamos recursos naturais, poluímos o Planeta. Diga não a produtos supérfluos ou feitos para durar pouco; ou que gastem muita energia ou água; ou que contaminem o meio ambiente; ou descartáveis cujas embalagens não retornam aos fabricantes. Escolha usar sacolas de pano e caixas para suas compras. Evite as sacolas de plástico. Escolha alimentos e produtos naturais e evite os industrializados

4. Cuide dos Animais e Plantas
Os animais – assim como as plantas (“A Vida Secreta das Plantas”) - sentem dor, têm emoções, sofrem. Eles tem tanto direito à vida, à liberdade, ao bem estar quanto nós. Seja responsável com os animais e as plantas sob sua responsabilidade. Não deixe que sofram desnecessariamente, cuide para que tenham água, alimento, conforto. Recuse a se divertir em rodeios e circos com a dor e o sofrimento dos animais. Recuse produtos e alimentos que não respeitam a dor e o sofrimentos dos animais. Empreste sua voz às plantas e animais que sofrem por que eles não tem como se defender.

5. Cuide das Árvores
Ajude a defender as árvores e florestas existentes. Denuncie as agressões. Plante novas árvores e cuide delas com carinho e respeito. Recuse comprar madeiras e móveis que não comprove a origem ecologicamente correta e legal. Utilize os dois lados da folha de papel. Faça coleta seletiva em sua casa e encaminhe o papel para reciclagem.

6. Não Polua
Use o menos possível o automóvel, programando suas saídas. Ele provoca poluição do ar, gasta combustível, agrava o efeito estufa, engarrafa o trânsito. Acostume-se a ouvir música sem aumentar muito o volume do som. Som alto provoca poluição sonora. Reveja seu comportamento, suas atitudes em casa, no trabalho, na comunidade e mude o que estiver provocando poluição ou degradação ambiental. Não espere que alguém venha fazer isso por você. Faça você mesmo.

7. Coleta seletiva de lixo
Lixo não existe. O que chamamos de lixo é matéria prima e recursos naturais misturados e fora do lugar. A reciclagem devolve estes recursos para fabricar novos produtos retirando menos da natureza, além de economizar mais água e energia, e aumentar a vida útil dos aterros sanitários. Mantenha duas vasilhas em sua cozinha, uma para o MATERIAL SECO (inorgânico: papel, plástico, metal, vidro) e outro para MATERIAL ‘MOLHADO’ (orgânico: restos de comida, cascas de frutas etc.). Acumule o material seco numa vasilha maior e regularmente encaminhe à reciclagem. Se não houver coleta de lixo seletivo em sua comunidade encaminhe um abaixo-assinado às autoridades. Enquanto isso, procure doar seu material para quem faz reciclagem O material ‘úmido’ pode virar adubo e servir para alimentar animais. Cultive uma horta mesmo que em vasos e caixas e faça uma composteira mesmo que pequena, numa caixa.

8. Conheça e conviva com a natureza
Mantenha o contato com a natureza. Faça passeios na floresta, tome banho de cachoeira, vá à praia, contemple o por-de-sol, a lua cheia. Coloque os pés no chão. Cultive uma horta, um jardim. Estude e leia mais sobre a natureza, mesmo que não seja tarefa da escola. Quanto mais você souber, melhor poderá agir em sua defesa. Procure no dicionário palavras como saúde do trabalhador, reciclagem, reaproveitamento, habitat, biodegradáveis etc. Faça um álbum de recortes com figuras de animais e plantas.

9. A natureza não vota e nem se defende. Faça você por ela!
Mesmo sozinho você pode denunciar as agressões ambientais. Escreva às autoridades, ao SAC – Serviço de Atendimento ao Consumidor de empresas, às autoridades, aos políticos, à imprensa. Participe de campanhas pela internet ou pessoalmente. Na hora de votar, escolha representantes comprometidos com a causa ambiental e acompanhe o mandato. Escreva a ele com sugestões e críticas que melhore a atuação na defesa do meio ambiente. Participe de atividades voluntárias e de alguma organização da sociedade civil sem fins lucrativos em sua comunidade.

10. Crie um clube de amigos do planeta na escola, ou associação!
A escola ou associação de moradores pode oferecer aos alunos e cidadãos a possibilidade de atuarem de forma organizada, assumindo, no mínimo, UMA AÇÃO CONCRETA POR MÊS PARA A MELHORIA AMBIENTAL DA COMUNIDADE como plantar e cuidar das novas árvores, fazer coletas de sementes e produzir novas mudas, denunciar agressões ambientais, ajudar a implantar a coleta seletiva de lixo na escola, etc. Faça um PLANEJAMENTO COOPERATIVO envolvendo a todos para que tomem conhecimento da situação, proponham substituições de materiais e comportamentos, estabelecem metas quantitativas e períodos de tempo para promover as mudanças pretendidas.


sábado, 21 de julho de 2007

Cientista vê interesse político em conclusões sobre aquecimento global

Além de questionar as conclusões do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês), o professor Luiz Molion, PhD em meteorologia, afirma que as projeções podem ter sofrido pressões políticas de governos de países desenvolvidos, como Alemanha e Inglaterra, preocupados com o crescimento de países em desenvolvimento, como o Brasil, que dispõem de maiores reservas naturais para geração de energia, por exemplo. Por isso, teriam interesse em superdimensionar o problema climático.

A quem interessa o aquecimento global?

"A quem interessa o aquecimento global? É uma pergunta que tem de ser feita. É difícil responder, mas pode estar embutido um esquema urdido pelos países ricos para impedir o crescimento dos países em desenvolvimento", sugere.

O pesquisador Carlos Nobre, integrante do IPCC, responde de forma direta. "Os governos indicam vários nomes de cientistas, mas o painel é independente, não tem representantes de governos. E só entram no IPCC cientistas com muita credibilidade e que sejam atuantes na área de mudanças climáticas. Não existe ?achismo? no IPCC, tudo está muito bem embasado e não entramos em aspectos políticos".

Aprovação política ou científica?

No entanto, ele diz também que cada documento "[...] passa por uma revisão da comunidade científica mundial, além de uma sessão final em que os representantes de governos aprovam o texto final."

A secretária nacional de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, Thelma Krug, acha impossível um relatório elaborado por "500 pessoas" ter esse viés político. Ela afirma que todos os governos tiveram o mesmo peso e que as discussões foram "muito intensas".

Conhecimento global

Krug reconhece que o IPCC não faz pesquisa, apenas "aglutina conhecimento já existente". E que esse conhecimento é produzido majoritariamente nos Estados Unidos e na Europa. E que o próprio relatório menciona que a questão da coleta de dados é mais limitada nos países em desenvolvimento. Mas diz haver mecanismos para compensar o degrau científico e tecnológico entre os países ricos e os demais.

O IPCC, diz ela, procura assegurar o equilíbrio geográfico e regional através do processo de seleção de cientistas. "Não que o número seja igual de país para país, mas tenta-se fazer um balanço". Além disso, custeia a participação de cientistas dos países mais pobres através do trust fund, enquanto aqueles dos países ricos pagam a própria fatura. E o fato de serem "convidados" não provoca neles uma sensação de inferioridade e submissão? "Os cientistas não fazem normalmente esse discernimento, são de bom nível".

Carne é grande contribuinte do aquecimento global, diz estudo

Produzir 1kg de carne emite mais gases do efeito estufa que dirigir por 3 horas, concluíram pesquisadores japoneses.
Na hora de se deliciar com um farto rodízio em uma churrascaria, ninguém se pergunta o quanto o meio ambiente foi atingido para que aquele pedaço de picanha chegasse ao seu prato. Um grupo de cientistas japoneses, no entanto, teve a curiosidade de avaliar o quanto vale para o meio ambiente se tornar um vegetariano.
“Todo mundo está tentando diferentes métodos para reduzir a pegada de carbono. Mas um dos jeitos mais fáceis de fazer isso é parar de comer carne”, disse Su Taylor, da Sociedade Vegetariana do Reino Unido.

Liderados por Akifumi Ogino, os pesquisadores do Instituto Nacional de Livestock e Grassland Science, em Tsukuba, descobriram que produzir um quilo de carne emite mais gases do efeito estufa que dirigir por três horas. A maioria destes gases é liberada na forma de metano, pela flatulência do gado.

“As emissões de metano vindas da criação confinada estão diminuindo, graças a inovações nas práticas de alimentação”, disse Karen Batra, da Associação de Criadores de Gado em Confinamento de Centennial, Colorado.

Este processo produz o equivalente a 36,4 quilos de dióxido de carbono (CO2), a mesma quantidade de CO2 emitida por um carro europeu a cada 250 quilômetros percorridos.

Tendo o gerenciamento de animais e os efeitos da produção como foco, o grupo calculou os custos ambientais do aumento de criação em confinamento, do sacrifício de animais e da distribuição de carnes, segundo uma reportagem da revista New Scientist. Os dados mostram quais os efeitos para o aquecimento global, para os mananciais de água e com relação ao consumo energético.

Através do cruzamento de informações com dados anteriores, os pesquisadores conseguiram calcular o peso ambiental de uma porção de bife. Os cálculos, baseados nos métodos padrões industriais de produção de carne no Japão, não incluem os impactos da infra-estrutura e transporte da carne. Diante disso, o grupo sugere que o peso ambiental deve ser ainda maior.

A alimentação dos rebanhos também foi considerada. Para a surpresa dos cientistas, é necessária energia equivalente a manter uma lâmpada acesa por 20 dias para a produção e transporte do alimento dos bovinos. Além disso, são usados fertilizantes compostos por 340 quilogramas de dióxido sulfúrico e 59 gramas de fosfato.

Um estudo sueco de 2003 sugere que a carne orgânica emite 40% menos gases do efeito estufa e consome 85% menos energia porque o animal é criado ao ar livre e não confinado.

Fonte: Texto de Paula Scheidt, CarbonoBrasil com agências internacionais.


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Fonte: EcoAgência
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Fiscalização do Ibama multa circo por maus-tratos em Itajaí/SC



Itajaí (20/07/07) – Equipe de fiscalização do Escritório Regional do Ibama em Itajaí apreendeu, na última quarta-feira, 18, sete tigres, um chimpanzé, um urso e um elefante durante vistoria no Circo Stankovich, instalado no município. O proprietário do circo foi multado em R$ 4 mil por maus-tratos aos animais silvestres. Os fiscais interditaram a apresentação dos animais durante os espetáculos do circo.

Os animais foram encontrados em situação degradante. O elefante estava acorrentado por um dos pés com uma corrente de cinqüenta centímetros, que impedia que o animal pudesse se locomover adequadamente. Os outros bichos estavam abrigados em compartimentos com tamanhos inadequados para a movimentação Um compartimento de apenas quatro metros quadrados abrigava um urso marrom com cicatrizes na testa. Esse recinto estava infectado com fezes do felino. Sete tigres eram mantidos num espaço suficiente para abrigar apenas um deles. A pata de um dos tigres não tem garras, o que comprova a mutilação.

Na jaula onde havia um chimpanzé adulto não estava iluminada o suficiente e em seu piso foi encontrado muito lixo: restos de papéis, plásticos, garrafas de pet, copinhos (vazios) de yogurte, copos descartáveis. Os fiscais presenciaram o chimpanzé comer uma bala, alimentação inadequada com a qual o circo vinha mantendo o animal. Eles constataram, com a ajuda do sítio da Associação Protetora de Animais São Francisco de Assis (APASFA), que a situação desse animal já vem se arrastando ao longo dos tempos, pois o relato fotográfico encontrado na internet era idêntico às condições observadas durante a inspeção ao circo.

Kézia Macedo

Ibama/Sede


Que bom que a justiça desses animais foi feita.


A ideologia como forma de mecanismo para degradaçao ambiental.

A ideologia criada em volta do consumo,e na produção material,relacionando com a degradação do meio ambiente.

Estruturar toda construção ideológica,apontando todos suas bases dentro do sistema capitalista de produção e de consumo,idealizado pela alienação da produção de trabalho e o fetiche do consumo inadequado da mercadoria.

Com isso entender como se chegando a um colapso ambiental,com a produção material e o consumo descontrolado de mercadorias,matéria-prima e do ecossistema.Analisando as causas deixadas por esse consumo do ecossistema,que esta desestruturando a vida das sociedades da Terra.Delimitando suas causas e suas consequências,ligando as idealizações criadas pelo sistema capitalismo de produção e de consumo.Mostrando comparações de estruturas sócias antigas ou actuais que contem o controle e seguem o ciclo ideal do ecossistema.

Por que da forma em que esta estruturada as sociedades não terá mais o controle das vidas integradas as sociedade e fora delas.Com o consumo errado da natureza esta se caminhado para a destruição da vida na Terra.Aumentando cada vês mais o descongelamento das geléiras causado pelo buraco da camada de ozónio causado pela poluição causada nas grandes cidades.O desmatamento nas florestas,assim não a natureza não tendo a mesma força para purificação do ar e a transformação de carbono em oxigénio.O aumento do efeito estufa que não a só mais nas grandes cidades causando poluição maior do ar e tempestades mais forte e chuvas fora de época e com uma força maior da convencional.Poluição dos rios e mares ,o consumo errado do lençóis freáticos,a quebra da recuperação dos lençóis pela construções civis.São todos os problemas causados pelo desequilíbrio ambiental causado pelo descontrole dos meios de produção e o consumo errado da natureza,assim correndo o risco de todo ciclo normal do ecossistema se quebrar e gerando a destruição do meio-ambiente.

Isso resultado de uma construção ideológica de uma construção de um ideal a ser seguido para todos os membros da sociedade,a padronização de certos e errados.A delimitações de consumo delimitando divisões de classes e padrões,idealizando controle da forma de ação das pessoas dentro de cada sistema participante de cada sociedade.Padronização de sistema de produção a ser seguido para geração de mais capital,não analisando o ideal de cada região.

Para entender isso utilizando de analises históricas gerando comparações do cotidiano de varias sociedades,analisado os controles de produção e consumo.Utilizando de pesquisas que aponte os grãos de produção,consumo,população e da degradação do meio-ambiente na região.Estudar as ideologias construídas,mitos ao o redor das ideologia,o papel das propagadas na criação do fetiche e da alienação do consumo e da produção material.

Procurando entender então,o processo evolutivo das sociedades,dos primórdios e indígenas,analisando as sociedades medievais,acompanhando todo o processo de mudanças no sistemas de produção para conectamos com os sistemas contemporâneos,para chegar na essência do problema real que levou ao descontrole do ecossistema.

Assim é de se pensar que tem que haver todo uma mudança o possesso evolutivo e começar a quebrar ideologias existentes.É importante notar que todos os elementos da natureza possa ter suas diferenças,mas tudo isso faz parte de um mesmo ciclo e um mesmo sistema.O homem não tem o dom e nem a capacidade de se comunicar com nenhum outro ser profundamente,e por ter capacidade de medir suas ações age com o direito de fazer o que quiser com o meio-ambiente.Podendo se pensar então se realmente o homem tem capacidade de medir suas ações,por que o avanço sem limites da tecnologias e do consumo só aumenta a degradação do meio-ambiente.Esquecendo totalmente do intuito verdadeiro da ciências que é gerar melhor condições de vida para a sociedades.Tem então que se inverter o papel desses avanços para realmente gerar condições melhores de vida.Tem que mudar a concepção de que não pode se alterar a natureza para proveito somente das sociedades,e haver um controle melhor do consumo da natureza.Ou seja o valor agregado para a natureza se alterou,antes as sociedades se incluirão dentro da natureza, hoje já não as sociedades fazem dela um obstáculo para maior geração de lucros.Por isso ambientalistas que lutam contar a degradação ambiental e pro recuperação,buscam formas para industrias investirem na recuperação e no mantimento do mio-ambiente gerando lucros maiores que com a degradação.Então teria a sociedade uma nova troca de papel com a natureza em sua vidas.

Primeiro pos, Homem e a natureza


Para iniciar um texto de minha autoria, sobre o Homem e a natureza.

Homem e a natureza.

Com um progresso inovador da natureza foi se formando o mundo e tudo que faz parte dele,e dentro desse progresso se formou o homem de uma forma natural.

E também de forma natural foi havendo um progresso desse homem que foi descobrindo formas de suprir suas necessidades utilizando para isso seu local de vida.

Desde o principio da vida humana havia o consumo do meio-ambiente,mas isso de forma natural e controlada.Ou seja todo o ecossistema e tudo o ciclo que faz parte dele estava seguindo sua forma natural,havendo tempo de reestruturação após o consumo do meio-ambiente.

Isso era facilitado pela forma de vida das sociedades da época que não tinham um grande avanço tecnológico e eram sociedades nômades.Assim essas sociedades tinham um mecanismo de total respeito com a natureza,que era,consumir o necessário para saciar suas necessidades básicas em uma região,após um tempo eles deixavam essa certa região e se deslocavam para uma outra região.Portanto dando tempo para o ciclo natural da natureza se reestruture pos cada região deixada.

Isso foi alterado após o homem começar a ter o domínio da agricultura,deixando assim de ser nômade,mas ainda respeitando o controle natural do ecossistema.Formando assim as primeiras sociedade sustentáveis.

Mas coma evolução humana foram se formando novos sistemas de consumo do meio-ambiente,ate chegarmos no capitalismo que tem uns dos seus fatores o acumulo de capital.Assim começando o consumo errado do ecossistema,por que um sistema que tenha o acumulo de capital em uma sociedade agrícola.começa a acumular produção desnecessária para geração de capital.Consumindo então de forma desnecessária os recursos naturais.

Mas seria mais interessante avançar para os avanços tecnológicos assim chegando as produções industriais,que é nada mais nada menos que a forma que foi criada para gerar mais capital.perdendo o controle de capitação dos recursos naturais que é a matéria-prima essencial para a produção.

O consumo então passa a ser o fator de restauração do trabalho.O trabalhador que produz o produto tem que consumir os produtos necessários para sua sobrevivência.O proprietário do meio de produção também consome,produtos substanciais para sua existência e produtos de luxo,desnecessários a sua necessidades.A fabrica por sua vês consome a matéria-prima para produção do produto,e a matéria-prima pára construir o corpo estrutural de uma fabrica,e isso retirado da natureza.E com o avanço tecnológico,no estudo de novas formas de produção ou de novas maquinas,se forma o consumo intelectual que é provido do homem sobre o próprio homem.E de forma que não se pode esquecer,é de inevitável importância que se tenha o controle da produção,ou seja da força de trabalho.Para assim se analisar a estratificação dos recursos naturais,entrando em sincronia com o processo natural de recuperação que o ecossistema precisa.Então assim se discutir o processo de produção palpado na produção material do produto viabilizando a própria produção humana.Assim se possibilitando um estudo da produção material da sociedade para a existência verdadeira da própria sociedade.Extinguindo assim a alienação da produção material,tendo o controle da compreensão real da produção,se quebrando assim o consumo errado da matéria-prima que vem da natureza.Construindo assim uma contradição inevitável do capitalismo, "O capital é, ele próprio, a contradição em processo (porque) procura reduzir o tempo de trabalho a um mínimo, ao mesmo tempo em que, de outro lado, dispõe o tempo de trabalho como única medida e fonte da riqueza (...) Por um lado conclama à vida todos os poderes da ciência e da natureza, bem como da combinação social e do intercâmbio social para tornar a criação da riqueza (relativamente) independente do tempo de trabalho neles aplicado. De outro lado pretende medir as enormes forças sociais assim criadas pelo tempo de trabalho, e aprisioná-las nos limites exigidos para conservar como valor o valor já criado."(K.Marx Grundrisse, 1983 pg. 594)

Com o sistema capitalista se vigora uma alienação do convívio da sociedade com a natureza,fazendo desse contato somente um consumo destruidor.Mas isso tudo se faz presente pela construção de ideologias dentro da sociedade e do seu convívio,o homem precisa do convívio social,porque sem ele não aprende as coisas,sendo assim ele se abitua a seguir os hábitos da sociedade que ele vive.Portando se ele fizer parte de uma sociedade de sistema de consumo ele ira se habitua a consumir.Ações padronizadas e intervenções de alguém sobe o outro,poderia ser tudo para interesses particulares ou manobras para manter um sistema,padronizando ações para que não haja alterações.Gerando uma importante preocupação,uma intervenção de alguém sobre outras,se trata de dominação do agente social ”toda relação social supõe ações sociais,atos recíprocos e padronizados intervenções de alguém sobre outro ou sobre algo.As pessoas em função disso,nada mais é que um homen-em-sociedade,um agente social.”(R.H.Srour,Classes,regime e ideologias p.38).

A vida humana faz parte da natureza,tanto nas necessidades individuais,como também na padronização de conceitos no consumo dessa natureza.Portanto não significa que haja somente uma alternativa em relação ao consumo da natureza.Mas com a padronização em vigor na sociedade quem não se encaixar nos padrões ideais de consumo estará isolado da sociedade,mas não por ser diferente mas por não seguir a forma ideal de padronização.Necessidades primaria sobre vivencia de qualquer sociedades é clara e comum há qualquer uma,mas não pode haver a padronização dessas necessidades por suas diferenças existentes.Os seres humanos só formam concepções de vida,,cultura,trabalho e de divisão das relações entre homens.E com isso o homem depende de condições naturais,para haver suas própria existência,ou sua concepção cultural-ideologia.Se percebe que toda ideologia presente no cotidiano das pessoas,uma ideologia burguesa,mas não por elas quererem ,talvez elas nem percebam que praticam dessa ideologia e ate mesmo não sejam burguesas ou ainda nem sabem o que é burguesia.Mas o que pode se entender dessa burguesia,o distanciamento da ideologia burguesa com a natureza causado com a separação de classes dentro da sociedades lá no inicio da burguesia.Onde ocorreu o distanciamento dos lideres da sociedades com o possesso de produção,onde se tem o elo principal do convívio homem natureza.E com a formação de uma ideologia burguesa de produção e acumulação de capital,produzindo a degradação de um fator essencial do meio de produção que é a matéria prima.Assim também esta a produção intelectual que se encontra distante do meio d produção material,e mais distante ainda da natureza.assim se construindo conceitos sem analise real da realidade que esta na natureza,que é o habitat natural da sociedade,e é importante não esquecer que é sociedade e a natureza é um só,ou seja os dois formam uma única coisa junto com tudo que esta em volta.Mas por um lado quem esta incluído na produção material,não esta incluído na produção intelectual,não tendo acesso a cultura e educação.Portanto perdendo também o valor do convívio com a natureza,não percebendo o consumo errado que o meio de produção faz dela.

E hoje se tem uma ilusão do que fazer para o crescimento e desenvolvimento da economia e do pais,para isso aumentado a produção e estimulação do consumo.Porem isso causa mais desigualdade,fome,e não estimula o crescimento da economia.Por outro lado prejudica ainda mais,junto com aumento de juros e impostos que gera mais desigualdade.Sendo assim se perde mais o controle da degradação do meio-ambiente,tem que se controlar os meios de produção e de consumo das mercadorias.Seria viável a sociedade sustentável para haver o controle imediato do consumo da biosfera e das nossas vidas.Por que o caminho que se tem tomado e para um desequilíbrio total do ecossistema,entrando na era do caos ecológico. Com to a construção criada em volta do consumismo,de que você tem que ter produtos novos ou adquiri novas compras sempre é preocupante,mas o mais preocupante é a troca de valores que se faz com a compra desse produtos,para alivio pessoal,para aliviar problemas do cotidiano.E gerando uma quebra de controle pessoal na compra de produtos,ate mesmo na hipnotize de não ter condições financeiras que são geradas por contas bancarias com benefícios de aquisição de credito que depois possa a te dobrar o preço do produto,tudo para satisfação temporária que é gerada no tempo da compra ou ate o surgimento de um novo problema ou o produto não mas satisfazer a pessoa.E é inevitável dizer que esse consumo sem controle pessoal pode ser que não haja nenhuma necessidade da compra do produto para a pessoa.Portanto pode ate se dizer que a compra não é para cumprir a necessidade de ter o produto,mas de suprimir a necessidade de compra. Todo o consumo então passa a ser um mero controle de status para integração na sociedade.Assim correndo risco de perda do controle,por que se houver algum impedimento na aquisição de novo produtos,essa pessoa ira se sentir fora de seus status e perdendo o controle consome sem poder ou causando uma destruição pessoal e cooperando com a degradação mais rápida do meio-ambiente.

Tem que se mudar toda o sistema para que voltemos a ter o controle do consumo do meio-ambiente,e entender que todas as propostas de reestruturação vibialisa mais lucro e menos gastos económicos.


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