sábado, 3 de maio de 2008

TSUNAMI, um evento normal da natureza

Autor: Prof. Jorge Paes Rios = Mestre em Recursos Hídricos pela Universidade de Grenoble - França. FONTE: http://www.profrios.kit.net/html/artigos/tsunami.htm

Todos sabem [quem não sabia ficou sabendo agora] que a Tsunami é um fenômeno normal na natureza e essa última de 2004, no Oceano Índico, com apenas 10 metros de altura não foi, nem será, a maior que já aconteceu.

A conhecida erupção do Cracatoa gerou uma tsunami de 50 m de altura.

Alguns dizem que a maior tsunami que deixou algum vestígio na Terra foi aquela causada pelo meteoro que impactou o Golfo do México gerando uma onda de 1.000 m de altura.
Outra onda famosa foi a que resultou da explosão do vulcão existente em Santorini, na Grécia, que partiu a ilha ao meio, e que teria acabado com a antiga cidade de Alexandria e só recentemente estudada pelos arqueólogos e geólogos.

Como todo evento natural [ enchentes, terremotos, furacões, avalanches, tornados, erupções vulcânicas, etc...] a tsunami pode ser estudada estatisticamente pelo homem, que inventou a estatística [depois os políticos aliados aos economistas inventaram como mentir com a estatística] .


Sendo assim, o pior evento está sempre por acontecer ainda que a probabilidade seja pequena.

Assim é que no Pacífico a ocorrência de tsunamis com ondas de 100 m de altura é calculada para um período de recorrência de 1.000 anos e, evidentemente, para ondas maiores diminui a freqüência de ocorrência aumentando a probabilidade para ondas menores.
Eu , particularmente, não sei quais as probabilidades de ocorrência no Oceano Índico, apesar de já ter freqüentado suas praias mas na época não estava nem preocupado com isso.

Por exemplo, um estudo estatístico fixa em 60% a probabilidade de ocorrer o famoso terremoto chamado de "The Big One" na Califórnia nos próximos 40 anos. É lógico [lógica estatística] que quanto mais tempo se passar mais próxima fica a provável data de ocorrência. Assim como é lógico [lógica física] que o número de mortos deverá ser enorme, pois as pessoas sempre acham que não vai ocorrer com elas e por isso [falta de lógica] continuam construindo naquele local condenado "a priori" apesar das probabilidades de ocorrência do evento serem altas. O agricultor sempre volta a habitar as encostas férteis dos vulcões mesmo sabendo que vão ocorrer outras erupções.

Devemos, portanto, distinguir bem entre o fenômeno natural e as conseqüências do mesmo, causadas muitas vezes pelas inconseqüências dos homens. Saturnino de Brito diz em seu livro sobre controle de enchentes: " Todos chamam os rios de violentos mas ninguém acusa de violentos os homens que comprimem suas margens com suas construções."

Recentemente, no verão de 2004, num curso de Hidrologia, no Clube de Engenharia e também no CEFET-RJ, mencionei o fato de que devido a situação das encostas, bastaria uma chuva excepcional para termos desastres com vítimas fatais em Angra dos Reis e em Teresópolis. Na semana seguinte ocorreram chuvas fortes em Angra que mataram cerca de 80 pessoas. Enviei um e-mail para os alunos dizendo que só faltava Teresópolis, pensando em ocorrências anuais. Para azar da população uma chuva forte ocorreu logo na semana seguinte na serra de Teresópolis com mais umas dezenas de mortos. Não é preciso bola de cristal para prever o que vai acontecer toda vez que chover forte na Baixada Fluminense, por exemplo, onde parte da população vive no que eu chamo literalmente de Holíndia, abaixo do nível do mar como na Holanda e com infra-estrutura igual ou pior do que a da Índia. A estudada e conhecida enchente de 1966 tida como a maior dos últimos cem anos que arrasou a Cidade do Rio de Janeiro e causou, além das mortes, graves transtornos e prejuízos à população causaria, nos dias de hoje, efeitos muito mais devastadores devido ao aumento da ocupação desordenada do ambiente urbano. Nesse caso não adianta nem rezar, pois a próxima cheia acontecerá, queiram ou não os políticos, pois se trata de fenômeno normal da natureza. Só nos resta calcular a freqüência e o período de recorrência respectivo.

A tsunami de 2005 que atingiu vários países da Ásia nos remete à famosa polêmica entre Voltaire e Rousseau, após o terremoto de Lisboa, em 1775, que matou cerca de 25% da população da cidade. Isto correspondeu, na época, a cerca de 60.000 a 75.000 mortes numa única onda que invadiu o estuário do rio Tejo. Atualmente, com a ocupação urbana contínua da margem direita do Tejo, de Cascais à Vila Franca de Xira, passando por Lisboa e ainda da margem oposta com Cacilhas e arredores, o desastre em número de mortos seria muito maior para a mesma altura de onda de cerca de 30 metros. Não é à toa que, de vez em quando, eu me assustava mesmo com pequenos tremores de terra quando eu lá morava em Paço d'Arcos, Concelho de Oeiras, próximo ao Estoril, à beira do dito cujo rio. Da mesma forma ficava assustado quando, trabalhando na belíssima República Dominicana, era obrigado a ficar monitorando pela televisão a aproximação e a trajetória de um furacão.

Rousseau, na famosa polêmica com Voltaire, corretamente isenta a mãe natureza, ao dizer que "não foi a natureza que, numa área relativamente exígua, reuniu 20.000 casas de seis ou sete andares no centro de Lisboa".
Como disse um jornalista sobre a natureza: "Podemos imputar vários adjetivos à mãe natureza, mas gentil não é um deles.Termos que a definem melhor são: bruta,amoral e indiferente" .

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Boicote a Dove

Banho anti-ecológico
Enquanto você se ensaboa com um sabonete Dove, a floresta de Borneo e seus orangotangos sofrem do outro lado do mundo.
Juntos podemos fazer muito mais!!!!
Florestas de Borneo estão sendo destruídas para produzir óleo de dendê 23 de Abril de 2008

Orangotangos e outras espécies ameaçadas sofrem com a exploração de plantações de dendê (palma) nas florestas tropicais de Borneo, na Indonésia.

Jacarta/Cingapura, Indonesia -- Fornecedores da Unilever envolvidos com queimadas. Greenpeace pede moratória para conversão de florestas e de solos de turfa.
O Greenpeace lançou nesta semana o relatório Queimando Borneo (arquivo em PDF para baixar, texto em inglês), expondo os impactos negativos da produção de dendê para as florestas da Indonésia e para os orangotangos que vivem na região. De acordo com o relatório, a Unilever, a empresa por trás de algumas das marcas mais conhecidas do mundo, como a Dove, contribui com o panorama de destruição, já que compra dendê - matéria-prima do sabonete Dove - de fornecedores que destroem as florestas alagadas de turfa para cultivar a palmácea. Esses ecossistemas não são importantes apenas para os orangotangos e outras espécies ameaçadas, mas também para a estabilidade do clima, pois estocam grandes quantidades de carbono.

"É uma loucura continuar destruindo nossas florestas para produzir dendê", disse Hapsoro, da campanha de Florestas do Greenpeace no Sudeste da Ásia. "Uma das demandas que temos feito repetidamente é para que o governo da Indonésia declare uma moratória na conversão de florestas e de solos de turfa para o plantio de dendê. Estamos destruindo nosso patrimônio ambiental para fabricar sabonetes e shampoos. Traders e consumidores de óleo de dendê devem parar de comprar matéria-prima de empresas envolvidas com a destruição florestal".

A devastação das florestas na Indonésia está acontecendo em um ritmo muito maior do que em qualquer outro lugar do mundo, tornando o país o terceiro maior emissor de gases do efeito estufa do planeta.
A preparação da terra para novos cultivos de dendê libera grandes quantidades de dióxido de carbono com a drenagem e posterior queima dos solos de turfa. Sozinhas, estas áreas são responsáveis por 4% das emissões globais de gases do efeito estufa.

O relatório também expõe o efeito devastador para a biodiversidade do crescimento da indústria de dendê. O número de orangotangos caiu de forma tão dramática que a espécie está correndo risco de extinção (3). O Greenpeace mapeou áreas controladas por fornecedores importantes da Unilever, mostrando como empresas com relação direta com a multinacional estão derrubando os últimos habitats dos orangotangos.

"É chocante que a Unilever, um dos maiores consumidores de óleo de dendê e presidente da Mesa Redonda do Óleo de Dendê (RSPO, na sigla em inglês) - uma iniciativa da indústria para assegurar a sustentabilidade na produção de óleo de dendê, não está fazendo nada para que seus fornecedores parem de destruir as florestas da Indonésia", disse Sue Connor, do Greenpeace Internacional. "A menos que a Unilever assuma sua responsabilidade, os orangotangos podem desaparecer para sempre em alguns anos, assim como as nossas chances de evitar uma crise climática sem precedentes" .
Para o Greenpeace, a Unilever deve apoiar publicamente o fim da expansão do cultivo de dendê sobre as florestas e áreas de turfa na Indonésia e parar de comercializar com fornecedores envolvidos com a destruição florestal.

O Greenpeace espera que a indústria do dendê declare uma moratória imediata na conversão de florestas e áreas de turfa na Indonésia, de acordo com os seguintes critérios mínimos:

1. Nenhum novo plantio de dendê deve ser feito nas áreas de floresta mapeadas;
2. Nenhum plantio de dendê deve resultar em degradação das áreas de turfa;
3. Nenhum plantio ou expansão de dendê após novembro de 2005 deve resultar em desmatamento ou degradação das áreas de alto valor para a conservação;
4. Nenhum plantio ou expansão de dendê devem ser estabelecidos em terras indígenas ou áreas comunitárias sem o prévio consentimento das populações locais;
5. Sistemas de rastreamento e segregação devem ser implementados para toda a cadeia de custódia para excluir o óleo de dendê que não atenda a estes critérios.

Veja o video abaixo
http://br.youtube. com/watch? v=3dZvzFm72V4

segunda-feira, 28 de abril de 2008

ONGS

O Fundo Nacional de Meio Ambiente passa por momento complexo e ao mesmo
tempo crítico, com mudanças significativas por vir que, por ainda não estarem claras, deixam a
Sociedade Civil sem amparo e submetida a uma burocracia que sempre entende
que as ONGs estão malversando recursos públicos em detrimento da Lei que
cria o FNMA que diz que a PNMA deverá ser executada por ONGs dentre outros
atores.

Enquanto isso, centenas de ONGs sofrem com seus repasses atrasados,
incapacidade de tocar recursos repassados por falta de resposta do FNMA,
exigências descabidas muitas vezes acima da lei, falta de informação por
parte da burocracia, mau atendimento, inexistência de capacitação para gerir
recursos públicos e projetos 'em fase de análise' por meses e, talvez, anos
gerando custos de toda ordem para as Instituições pleiteantes.

Neste mesmo processo , como todos viram em diversas listas, atualmente, há
um embate político entre a representação da Sociedade Civil no Conselho
Deliberativo e a Secretaria Executiva do Ministério do Meio Ambiente.

Assim, estamos solicitando que todas as ONGs e Instituições que possuam
projetos no FNMA, sejam eles encaminhados e ainda não aprovados, aprovados
e sem liberação de recursos, parcelas atrasadas ou pendências de qualquer
ordem, enviem esses dados para as representações da Sociedade Civil da sua região/área de atuação:

Região Norte - ivaneide@kaninde.org.br

Região Nordeste - aspan@aspan.org.br

Região Centro-Oeste - ida@ida.org.br

Região Sudeste -franklin@grude.org.br

Região Sul - gbond_buckup@yahoo.com.br

FBOMS - cintia.barenho@gmail.com

SPBC - msreis@cca.ufsc.br '

Franklin Mattos

GRUDE-RJ

Conselheiro Titular FNMA

Região Sudeste

Aldo Rebouças um visionário

São Paulo (Agência Fapesp) - Em 1962, um quarto de século antes de a
Organização das Nações Unidas publicar o relatório Bruntland - o primeiro
documento a sugerir a inclusão do tema sustentabilidade na agenda de
desenvolvimento dos países -, Aldo da Cunha Rebouças, um jovem geólogo
formado pela Universidade Federal de Pernambuco, já alertava os órgãos
públicos para o fato de que a má gestão e o uso inadequado da água
comprometeriam a qualidade da oferta do produto. Ao longo de mais de 40
anos de pesquisa, ele defendeu obsessivamente a premissa de que "o
conceito de água abundante, inesgotável e gratuita, uma dádiva de Deus ou
de qualquer outra figura cósmica, da igreja ou de políticos, dos coronéis
ou do homem, da natureza", era uma ficção obsoleta.

Necessidade de tratamento especial

Brandiu esse alerta diante de vários governos. No final dos anos 1960 e
início de 1970, foi diretor da Bacia Escola de Hidrologia da
Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
" Constatei que o problema do Nordeste não é de seca, mas de cerca",
lembra. A região tem uma importante fonte de recursos hídricos: a água
subterrânea. Boa parte dessa água está protegida da evaporação e poderia
abastecer o dobro da população do Polígono das Secas, que compreende nove
estados do Nordeste e o norte de Minas Gerais.

"A água subterrânea está presente nos terrenos sedimentares e não precisa
de nenhum tratamento especial, exceto a cloração", explicou em entrevista
à Radiobrás, em 1999. Esse potencial, no entanto, é subaproveitado, apesar
de as tecnologias de retirada dessa água serem relativamente simples e de
baixo custo: basta uma bomba manual ou cata-ventos movidos a energia
eólica que custam entre R$ 200 e R$ 400.

Um inventário recente dos poços já perfurados revelou, no entanto, que
cerca de 30 mil deles não estavam equipados para a extração de água.

Aldo Rebouças é uma referência mundial no estudo das águas
Tese de pós-doutorado

A água foi objeto de suas teses de mestrado e doutorado, na Universidade
de Strasbourg, na França; e de pós-doutorado, na Universidade Stanford,
nos Estados Unidos. Assistiu ao primeiro seminário patrocinado pela
Unesco, em 1965, em Washington, que resultou num programa mundial de
estudos sobre as águas subterrâneas. "Foi feito um balanço hidrológico e
constatou-se que 30% da água do planeta era subterrânea. O homem já tinha
pisado na Lua e ainda não sabia o que havia sob os seus pés...".

No início dos anos 1970, a nova descoberta fez a geologia "explodir" como
a ciência do futuro, tendo como Meca a França. Rebouças estava lá,
desenvolvendo a tese de doutorado sobre a bacia Potiguar. "Mostrei que o
projeto de desenvolvimento patrocinado pelo Banco Mundial estava instalado
na região mais cara da bacia, sem nenhuma importância do ponto de vista
hidrológico. A região correta, e mais barata, era a Serra do Mel e de
Serra Azul, onde estavam os minifúndios", lembra.

Em meados de 1970 o Nordeste "não lhe coube mais". Já casado com dona
Suzana e com três filhos, Rebouças transferiu-se para a USP, onde fez o
que considera sua maior contribuição para a hidrologia: descreveu o
aqüífero Guarani, um manancial de água doce subterrânea de proporções
gigantescas, localizado na região centro-leste da América do Sul, que se
estende pelo Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina. "Descobri que o
cristalino tem muita água", resume, modesto. Até então a ciência descrevia
só parte dessa imensa formação, o aqüífero Botucatu. A descoberta de
Rebouças foi batizada pelo uruguaio Danilo Anton, em memória dos povos
indígenas da região.

Poços com inclinação

Uma das soluções para o Nordeste, na sua avaliação, estaria na construção
de poços artesianos inclinados, já que a região está localizada sobre uma
fratura de rochas antigas, pré-cambrianas, de muito movimento. A outra, e
a regra vale para todo o país, está na educação. "O cidadão brasileiro
precisa ser informado ao máximo para utilizar, de forma cada vez mais
eficiente, cada gota d`água disponível, reduzindo-se os desperdícios nas
grandes cidades onde ainda se utilizam bacias sanitárias que necessitam de
descargas que consomem de 18 a 20 litros, quando se tem modelos no
comércio que necessitam de apenas 6 litros", afirmou.

Transposição: "um absurdo"

Hoje Rebouças assiste perplexo ao debate sobre a transposição do rio São
Francisco. "Um absurdo", como ele qualifica o projeto, movido por
interesses políticos e pela velha rixa entre engenheiros - "que só se
preocupam com a água que está acima do solo" - e geólogos - "que só se
preocupam com a água subterrânea". Sugere reiteradamente que é preciso
investir mais no homem e menos em obras: "Não adianta construir barragens
se os homens não sabem usa-las", argumenta. Cita o exemplo de regiões em
Israel e nos Estados Unidos, com o mesmo clima, e que são bastante
prósperas. Para ele, a seca do Nordeste deveria ser encarada como uma
oportunidade. "Tudo que se planta no Semi-árido dá, ele não é um solo pior
para o cultivo que os outros".

História da humanidade

Rebouças tem fundamentado suas teses sobre hidrologia na história da
humanidade. Em 2003 recorreu a esses dois argumentos para criticar o
governo de Luiz Inácio Lula da Silva que elegeu o programa Fome Zero como
política prioritária de governo, em detrimento de ações de democratização
do saneamento e acesso à água potável. "Há 25 mil anos a.C., já se sabia
que o uso cada vez mais eficiente da gota d`água disponível era a
alternativa mais barata de combate à fome. Parece, todavia, que esta lição
não foi aprendida até agora, à medida que ainda se procura combater a fome
com a distribuição de alimentos, como fez a Coroa portuguesa nas suas
tentativas iniciais de colonização do Brasil", escreveu na época.

PV Global Greens

Como é do conhecimento de todos, o Brasil estará sediando o Segundo Global Greens onde estarão reunidos lideranças verdes provenientes de todos os quadrantes do planeta. Já temos inscrições de 84 países confirmadas. As informações complementares estão nas paginas www.globalgreens.org e www.globalgreens.org.br .
Nesta semana iniciamos as inscrições (obrigatória) para os filiados do Brasil.O número de vagas é limitado e a Executiva Nacional tem por objetivo garantir a representatividade de todos os estados. Terão prioridade os membros do Conselho e Executiva Nacional, bem como parlamentares, Prefeitos e membros das Executivas
Estaduais. As inscrições obrigatórias serão permitidas somente até o dia 25 de Abril e não será permitida a entrada de não inscritos ao local.
A inscrição para os brasileiros poderá ser feita nos sítios web acima e custará R$160,00 e dará direito ao ingresso ao recinto,4 almoços, 7 coffee brakes e "kit participante". A inscrição deverá ser aprovada pelas Executivas Estaduais do partido.
As reservas de Hotel também poderão ser feitas pela internet. O Hotel Jaraguá é o oficial do evento e a maioria dos nossos visitantes estrangeiros lá estarão hospedados.
Há a oferta de outros meios de hospedagem e que também estão á disposição. Sugerimos reservar o quanto antes possível.
As demais informações sobre os eventos pararalelos, principal e encontro nacional também estão disponíveis pela internet e as contribuições programáticas que foram colhidas nos encontros regionais preparatórios já foram incorporadas ao documento principal "21 pontos para o Século 21" que será o documento oficial do encontro.
A Secretaria Executiva do evento esta a disposição de todos para os esclarecimentos que se fizerem necessários pelo e-mail contato@globalgreens.org.br e telefone 55 11 3083 1722.
Esperamos que os verdes planetários possam desfrutar momentos inesquecíveis e construir juntos um caminho institucional e político para uma sociedade planetária
que tenha a possibilidade de garantir a vida na terra para as presentes e futuras gerações.
Marco Antonio Mroz
Secretaria Executiva do Segundo Global Greens

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Órgão de regulamentação publicitária acatou denúncia de órgãos públicos e de organizações da sociedade civil, entre elas o Movimento Nossa São Paulo

Em sessão histórica, o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (CONAR) decidiu nesta quinta (17/04) suspender dois anúncios da Petrobras por divulgarem a idéia falsa de que a estatal tem contribuído para a qualidade ambiental e o desenvolvimento sustentável do país. O Conar julgou ação movida por entidades governamentais e não-governamentais, como as secretarias estaduais de meio ambiente de São Paulo e Minas Gerais, do Verde e Meio Ambiente do Município de São Paulo, o Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o Greenpeace, a ONG Amigos da terra – Amazônia Brasileira, o Instituto Akatu, o Movimento Nossa São Paulo, a SOS Mata Atlântica, a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável – FBDS, e o IBAP – Instituto Brasileiro de Advocacia Pública.

O julgamento do Conar ocorreu em sessão fechada, da qual participaram o Secretário Adjunto da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Pedro Ubiratan Escorel de Azevedo, o Secretário Municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, o médico e professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, Paulo Saldiva, o representante do Movimento Nossa São Paulo, Oded Grajew, e o diretor de campanhas do Greenpeace, Marcelo Furtado.

A decisão, inédita, abre precedente para uma mudança no comportamento do mercado publicitário. "O resultado do julgamento é um marco na história do Conar, que optou por não compactuar com a morte de 3 mil pessoas por ano só na capital paulista", comemorou Oded Grajew. "É a escolha entre a vida e a morte. A empresa não pode provocar confusão na cabeça das pessoas com uma publicidade que distorce a realidade", completou Marcelo Furtado.

Em sua defesa, os representantes da agência DPZ e da própria Petrobras argumentaram que a resolução do Conama não determina a diminuição da quantidade de enxofre no diesel comercializado no País, afirmaram que a empresa atua de forma "lícita e regulamentada" e que o "diesel não é o único responsável pela poluição veicular". Sérgio Fontes, da área de abastecimento da Petrobrás, chegou a dizer que a qualidade do ar em São Paulo "é aceitável e que as mortes são de outra natureza".

A declaração foi contestada pelo médico Paulo Saldiva: "Para nós, médicos, a qualidade do ar não é aceitável. Nosso estudo segue a metodologia recomendada pela Organização Mundial de Saúde, que é taxativa ao declarar a morte de dois milhões de pessoas em todo o mundo por causa da poluição atmosférica".

(Confira no final do texto as peças cuja exibição na mídia fica suspensa a partir da decisão do Conar).

Entenda o caso:

De acordo com a ação apresentada pelas entidades, a Petrobras "afirma recorrentemente em suas campanhas e anúncios publicitários seu compromisso com a qualidade ambiental, com o desenvolvimento sustentável e a responsabilidade social. Entretanto, essa postura que é transmitida por meio da publicidade não condiz com os esforços para uma atuação social e ambientalmente correta". Isso porque o óleo diesel produzido pela estatal é um dos piores do mundo e contribui para piorar a qualidade de vida dos brasileiros.

Além de não ter fornecido o combustível de referência para testes já em 2006, a empresa, pela ausência de investimentos e planejamento e pelas suas reiteradas declarações, ao que tudo indica vai deixar de cumprir a legislação ambiental e não reduzirá a partir de 2009 o teor de enxofre no combustível.

A resolução 315/2002 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) determina que, a partir de 1º de janeiro de 2009, o diesel comercializado no Brasil contenha, no máximo, 50 partes por milhão de enxofre (ppm S). A proporção hoje é de 500 ppm S nas regiões metropolitanas e de 2000 ppm S no interior. A substância, altamente cancerígena, é responsável pela morte de 3 mil pessoas por ano somente na capital paulista.

Diversas foram as iniciativas, tais como audiências públicas na Câmara dos Deputados e na Câmara Municipal de São Paulo e Representações nos ministérios públicos Federal e Estadual. Em setembro do ano passado, dezenas de organizações assinaram uma representação no Ministério Público para que a Resolução do Conama não sofra alterações nem adiamentos. Três semanas depois, a ANP divulgou as especificações técnicas para o diesel 50 ppm S.

E, no final de novembro, após repercussão das iniciativas e o questionamento de sua permanência no Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa (ISE), a Petrobras anunciou que colocará à disposição no mercado o novo combustível – seja ele importado ou nacional – mas condicionou sua disponibilidade à entrada no mercado de veículos equipados com motores Euro IV. Estudos indicam que a utilização do diesel 50 ppmS mesmo em veículos antigos gera uma redução significativa das emissões de poluentes, variando de acordo com seu ano e modelo . Em suma, a comercialização do combustível mais limpo pode evitar a morte de milhares de pessoas independentemente da indústria automotiva estar ou não adaptada.

Suspensas as seguintes campanhas da Petrobras, que incluem mídia impressa e eletrônica, a partir da decisão do Conar:

"Petrobras - Sonhar pode valer muito"

Locutor: "Quanto vale seu sonho? O investimento em ações de uma empresa séria e com credibilidade internacional pode transformar seu sonho em realidade, com altos índices de crescimento, a Petrobras trata todos os seus acionistas e investidores de forma transparente..."

Lettering: "Transparência"

Locutor: "...pensa no seu futuro e naqueles que você ama, preservando o meio ambiente e buscando novas fontes de energia, invista em uma empresa que tem energia de sobra pra pensar no futuro"

Lettering: "Empresa que respeita o meio ambiente / Energia renovável: vento, sol, bio combustível / Logo da Petrobras - O desafio é a nossa energia"


"Petrobras - Estar no meio ambiente sem ser notada"

Cena 1: Lagarto se camufla numa árvore;

Cena 2: Borboleta se camufla em uma folha;

Cena 3: Peixe se camufla em uma pedra debaixo d'água.

Lettering: "Esse também é o desafio da Petrobras. Estar no meio ambiente sem ser notada."

Sobre o Movimento Nossa São Paulo: Outra Cidade

O Movimento Nossa São Paulo: Outra Cidade nasceu em 2007 com o desafio de repensar a cidade, a partir da participação de todos os segmentos da sociedade, propondo ações capazes de promover o desenvolvimento justo, sustentável além de recuperar os valores éticos e a democracia participativa. Inspirado na bem-sucedida experiência empreendida pela sociedade civil de Bogotá, o Movimento é absolutamente apartidário e inter-religioso, congrega muitas lideranças, mas não tem presidente nem diretoria, é aberto à participação de organizações e empresas, e se constitui e se expande na forma de rede. http://www.nossasaopaulo.org.br


(Envolverde/Movimento Nossa São Paulo)

terça-feira, 15 de abril de 2008

Comissão aprova criação da Semana de Educação Ambiental

Por Newton Araújo Jr, da Agência Câmara

A Comissão de Educação e Cultura aprovou o Projeto de Lei 1960/07, do deputado Maurício Rands (PT-PE), que institui a Semana de Educação Ambiental nas instituições de educação infantil e de ensino fundamental e médio das redes pública e privada. As comemorações da semana serão realizadas anualmente, na primeiro quinzena de junho, com atividades planejadas de modo integrado e desenvolvidas em todos os componentes curriculares. Em 5 de junho, já é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente e a Semana Nacional do Meio Ambiente.

O relator do projeto, deputado Iran Barbosa (PT-SE), afirma que a Semana de Educação Ambiental será um marco para reflexão e ação em torno de atividades relacionadas ao tema, tanto da parte dos alunos como dos professores e de toda a comunidade escolar. A proposta altera a Lei da Política Nacional de Educação Ambiental (Lei 9.795/99).

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo* e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.


* Caráter conclusivo
Rito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações:
- se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra);
- se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total).
Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário.

domingo, 6 de abril de 2008

COMO PREVENIR E CURAR A DENGUE: O USO DA PRÓPOLIS

Basta tomar algumas gotas diárias de própolis para que o mosquito não se aproxime – essa foi a dica do pesquisador Gilvan Barbosa Gama, de Florianópolis. Ninguém divulga porquê não há interesse, a própolis é barata e as indústrias farmacêuticas ganham fortunas com remédios para amenizar os sintomas da dengue, a Johnson ganha fortunas vendendo o Off, que é repelente de insetos...

Biólogo explica como usar Própolis contra Dengue - Publicado em 02/04/07

O biólogo Gilvan Barbosa Gama, de Florianópolis, explica como usar a própolis contra a dengue. Segundo ele, a própolis exala na sudorese dois dos seus princípios ativos (flavona e vitamina B) que repelem os insetos.

Composição da Própolis: A própolis é uma cera produzida pelas abelhas a partir cascas, resinas e botões de flores. Sua composição: além das vitaminas do complexo B, C, H e O, a própolis também possui em sua composição a Flavonóides, galangia, resinas com bálsamo, cera e pólen.

Uso Preventivo: A tintura de Própolis na prevenção aos mosquitos da dengue,

deve ser ingerida da seguinte forma:

Adultos: de 30 a 40 gotas diluídas em água (ausente de cloro). Um copo a cada 6hs.
Crianças: crianças de 0 a 10 anos deverão tomar a metade do peso corporal em gotas diluídas em água sem cloro (quantidade a critério).

Uso com a Dengue Instalada (TRATAMENTO RADICAL)


Adultos: tomar 7,5ml do extrato de própolis diluído em água (sem cloro).

1/2 copo na crise febril, ou seja, quando a febre se mostrar mais elevada. A partir daí, repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2hs.

Crianças:
- crianças de 0 a 3 anos: 1,5 ml do extrato de própolis diluído em água sem cloro (quantidade da água a critério) quando
a febre se mostrar mais severa.

A partir daí repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2hs.

- crianças de 3 a 6 anos: 3,0 ml do extrato de própolis diluído em água sem cloro (quantidade de água a critério) quando a febre se mostrar mais severa.

A partir daí repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2hs.
- crianças de 6 a 10 anos: 5,0ml do extrato de própolis diluído em água sem cloro (quantidade de água a critério) quando a febre se mostrar mais severa. A partir daí repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2hs.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTÍSSIMAS

Gilvan alerta, para não esquecer de fazer o teste ALÉRGICO para ver se quem vai tomar a própolis não é alérgico a ela. É muito rara esta sensibilidade mas pode ocorrer. Caso queira trocar a água sem cloro pela água de coco,



Deborah Munhoz

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Ibama cria grupo de trabalho para Educação Ambiental

(Brasília - 25/02/2008) Foi assinada no ultimo dia 22 de fevereiro
pelo presidente do Ibama, Bazileu Margarido, a Portaria nº 147, que
institui um Grupo de Trabalho (GT) com a finalidade de propor as
medidas necessárias à institucionalização e execução das diretrizes de
educação ambiental (EA) no âmbito das ações do Ibama.

Os trabalhos do GT contribuirão para a definição do modelo
institucional que propiciará a transversalidade da educação ambiental
nas ações do Ibama. Isto visa garantir que a EA esteja presente em
todas as áreas do instituto por meio de núcleos de educação ambiental
em cada uma das Diretorias e, também, nas unidades descentralizadas,
sendo coordenadas pela administração central.

Historicamente, o Ibama vem contribuindo para a construção de
políticas públicas de EA desde o inicio da década de 1990. Portanto,
os trabalhos do GT são relevantes no sentido de apresentar subsídios
para reestruturar a EA no Ibama e, desta forma, propiciar a
continuidade da contribuição do instituto no subsídio para a
construção de políticas públicas de EA em
todo o país.

O GT tem 30 dias, prorrogáveis por igual período, a contar da data de
publicação da portaria, para concluir os trabalhos e apresentar o
relatório final.

Fazem parte do GT tanto pessoas que já trabalham com educação
ambiental no instituto quanto servidores recém ingressados na carreira
de analista ambiental, mas que possuem histórico de trabalho com
educação ambiental. Essa heterogeneidade é o diferencial para o
fortalecimento da EA no Ibama.

Os titulares do GT são: João Paulo Sotero (Diqua), coordenador do GT;
Helena Araújo (Diplan); Elizabeth Uema (Dilic); Genebaldo Freire
(Dipro); Elizabete Fonseca (Dbflor). Os suplentes são: Erismar Rocha
(Diqua); Liceros dos Reis (Diplan); Giuliana Barriguelli (Dilic);
Maria Magnólia Lins (Dipro); Ricardo Lopes (Dbflor).

Ascom
Ibama sede



--
Heitor Queiroz de Medeiros

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

COTIA - Novo aeroporto coloca 789 espécies de animais em risco

A construção de um aeroporto na reserva florestal do Morro Grande, em Cotia, vai colocar 789 espécies de animais em risco. O alerta é da advogada ambientalista Renata de Freitas Martins, que escreveu um artigo sobre o tema.

A área está entre as 8 cotadas pela Anac (Agência Nacional de Aviação Comercial) para receber mais um aeroporto no Estado de São Paulo, como forma de contornar a crise aérea.

Em seu artigo, enviado à imprensa, a advogada afirma que o local escolhido integra uma área de 10.600,11 hectares recoberta por florestas, principalmente de mata Matântica, e é protegida pela lei estadual n.º 1.949/79, por corresponder à cabeceira do rio Cotia.

No local, existem hoje 108 espécie de abelhas, 461 espécies de borboletas, 18 espécies de sapos, 4 de largos e 198 de aves, além de mamíferos, ainda não quantificados, como gambá, tatu-galinha, sagüi, mico-estrela, bugio,
cachorro-do-mato, gato-do-mato, coati, mão-pelada, irara, veado, preá,
capivara, esquilo, ouriço-caixeiro, tapiti e lebrão, dentre outros. Algumas delas, incluindo 13 tipos de aves, já correm risco de extinção.

Ela ressalta ainda que o rio Cotia, que corta a área, faz parte do Sistema Produtor Alto Cotia, responsável pelo abastecimento de cerca de meio milhão de pessoas na região, segundo dados da Sabesp.

A região também foi tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio
Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo)pois representa uma das últimas massas florestais nativas da região metropolitana de São Paulo

Neblina e Orkut

A advogada ressalta ainda que a região tem um alto índice de incidência de neblina, o que pode inviabilizar vôos durante partes do dia.

Opositores ao aeroporto de Cotia também criaram uma comunidade no Orkut (site de relacionamentos da Internet) para ressaltar a importância da reserva do Morro Grande. O endereço é
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=44366840

domingo, 27 de janeiro de 2008

O consumo de produtos animais, que deverá aumentar em 50% até 2020

PARIS (AFP) - O consumo de produtos animais, que deverá aumentar em 50% até 2020, segundo a Organização Mundial para a Saúde Animal (OIE), acarreta grandes riscos sanitários e coloca em perigo os ecossistemas, ressaltaram especialistas.

O aumento do consumo de carne em escala planetária ocorre sobretudo nas economias emergentes, tendo China e Índia como principais consumidores, e se traduz pelo comércio cada vez maior de produtos animais.

"Há riscos sanitários complementares, porque os produtos circularão mais rapidamente que o tempo de incubação das doenças", constata Jean-Luc Angot, diretor-geral adjunto da OIE.

Entre os fatores de surgimento ou ressurgimento de novas patologias, há também o aquecimento global, a modificação dos ecossistemas ou a mudança de hábitos alimentares.

"A febre catarral ovina (ou doença da língua azul) surgida em regiões onde não era conhecida anteriormente, como no norte da Europa, era considerada até então tropical", lembra Angot.

A destruição dos ecossistemas expõe o homem e os animais ao surgimento de novos agentes patogênicos. No final dos anos 90, o desmatamento na Malásia fez sair das florestas os morcegos frugívoros que contaminaram os porcos, levando à erradicação de muitas varas de porcos e provocando 300 mortes humanas.

As febres hemorrágicas como o Ebola também estão ligadas aos contatos entre o macaco e o homem devido ao desmatamento na África.

Em relação aos hábitos alimentares, o vírus da Aids poderia ter contaminado o homem ao cruzar a barreira da espécie por causa do consumo de carne de macaco, segundo uma hipótese que ainda não foi cientificamente provada.

O aumento do número de aves aumenta o risco de um vírus da gripe aviária passar por mutações para ser transmitido eficazmente de homem para homem, o que não parece felizmente ser o caso da cepa H5N1.

De maneira geral, "o desenvolvimento de criações industriais no Sudeste Asiático, na China e na Índia, nas portas das cidades cria problemas de hiperconcentração, de não-gestão de dejetos, de riscos sanitários", constata André Pfimlin, diretor de pesquisa e desenvolvimento do Instituto de Criações em Paris.

No final de 2006 a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) calculou em um relatório que os bovinos produzem mais gases causadores do efeito estufa que os carros. O metano que expelem e o protóxido de nitrogênio de seus dejetos são muito mais nocivos para o meio ambiente que o CO2.

Este relatório também colocou em evidência que grande parte dessas emissões provinham de criações pastoris, praticadas por populações muito pobres do Sahel ou da Ásia Central que dependem do gado para sobreviver.

A margem de manobra é pequena para que se possa reduzir as emissões de metano, mas "se todos os sistemas de criação otimizarem seus dejetos, seus adubos, ganharão em dinheiro e reduzirão o risco de poluição para a água e para o ar", segundo Pfimlin.

Nas zonas tropicais, a produção de carne reduz também os "poços de carbono" (que reúnem CO2 na vegetação). "Quando queimamos a floresta, no Brasil, na América Central, e também na Indonésia, o fazemos muito freqüentemente para criações de gado e também para plantações de soja" que servem para alimentar os porcos e as aves, explica este especialista.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Artigo - Como alienar o povo sobre ecologia e economia

Artigo - Como alienar o povo sobre ecologia e economia

Fonte Newsletter ambiente já

Como o Paulo Henrique Amorim gosta de enfatizar em seu blog Conversa Afiada: "Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil". A Rede Globo mantém o trono não só pela qualidade técnica de sua produções de entretenimento, como pela ligação que mantém com os donos do poder ao não informar o povo das discussões e polêmicas por trás das notícias, ou ao informar, fazendo-o quase sempre de maneira superficial e tendenciosa.

A TV Cultura, por exemplo, apresenta o programa Roda Viva, que abriga discussões entre intelectuais e jornalistas a respeito de questões que faríamos bem em debater ao menos de vez em quando, se não fôssemos uma sociedade de analfabetos funcionais que não lêem livros por falta de tempo, já que não dá para perder o capítulo de hoje da novela.

Infelizmente, o alcance da Cultura não chega perto da vasta maioria do eleitorado alcançado pela Globo e filiais. Ao contrário, a líder incontestável de audiência mantém no ar, durante o chamado horário nobre, um telejornal que divulga as notícias com o mesmo descompromisso com que um funcionário do rei afixaria uma notícia de aumento de impostos do lado de fora do castelo e voltaria andando para o interior dos altos muros, rodeados de guardas, impune e em silêncio. Ou, quem sabe, talvez até assobiasse, indiferente aos gritos de indignação.

"Crescimento robusto e sustentável"

A edição de 12 de dezembro do Jornal Nacional trouxe ao ar, logo no primeiro bloco, uma seguida da outra, duas notícias típicas da falta de reflexão daquilo a que a Globo se habituou chamar de informação - uma notícia supostamente positiva, sobre o alto crescimento da economia, e outra claramente negativa, sobre a previsão do derretimento da calota polar para logo agora, em 2012.

Na primeira notícia, o crescimento da economia é, como sempre, recebido com otimismo, ao menos até certo ponto. As pessoas estão consumindo mais, as indústrias estão se expandindo, produzindo e vendendo mais. Na lógica global do capitalismo, poucas notícias poderiam ser melhores. Mas ao mesmo tempo, para que se mantenha um crescimento sustentado (ou seria sustentável? A reportagem não deixa claro), o país precisa se equipar com infra-estrutura (leia-se Angra 3 e novas hidrelétricas) para evitar um apagão como o de 2001.

Talvez o mais interessante na reportagem nem seja a forma como a Globo é incapaz de estimular uma discussão sobre os limites que deveríamos nos impor quando falamos sobre crescimento. Que as taxas atuais de crescimento são insustentáveis a longo e médio prazo (e até a curto prazo, como mostra a segunda reportagem), disso já estamos conscientes... não estamos? Mas a fala da repórter, explicando como um maior crescimento da economia permitiria um crescimento sem inflação para o país, "sem sobressaltos, de maneira sustentada, como dizem os economistas", apenas nos confunde sobre o que a economista Zeina Latif tem a dizer logo a seguir:

"Para que a gente não tenha surpresas lá adiante, de ter problemas do tipo de 2001, que foi um apagão de energia, é muito importante a agenda do governo estar focada para evitar esses gargalos de infra-estrutura, que é para que a gente realmente tenha um crescimento robusto e sustentável."

"Amazônia será destruída"

Das duas, uma: ou a economista em questão, como aliás a própria Globo, não entendeu ainda o conceito de sustentabilidade (que, a propósito, significa vivermos de maneira tal que os recursos renováveis do planeta, como a água, os solos e as florestas, não se esgotem), ou estão fazendo de propósito para confundir o telespectador a respeito de um termo que já devia estar claro há muito tempo.

Na segunda notícia, cientistas da Nasa afirmam que as previsões de derretimento da calota polar, no Pólo Norte, estavam equivocadas. A previsão anterior colocava o degelo total entre os anos 2040 e 2100, longe demais dos olhos e corações dos capitalistas de hoje. Agora, os cientistas chegaram à conclusão de que a calota inteira deverá desaparecer ainda no verão de 2012, ou seja, em meros quatro anos e meio.

Contudo, talvez não haja razão para pânico, já que o Brasil reduziu em 60% o desmatamento nos últimos três anos, o que equivale a meio bilhão de toneladas de CO2, ou 14% de tudo que teria que ser reduzido pelos países "desenvolvidos" até 2012. (Alguma vez a mídia brasileira questionou o conceito de desenvolvimento? Ou citou o Nobel da Paz Amartya Sen, para quem o desenvolvimento deve ser a ampliação das liberdades, e não das indústrias?) A boa notícia parece dar esperanças aos telespectadores, mas a emoção dura pouco.

Em seguida a repórter esclarece que o Brasil ainda derruba o equivalente ao estado de Sergipe a cada dois anos, e que salvar a floresta e o planeta depende não só do Brasil, mas também dos países ricos. Não é mentira, mas também é verdade que a nossa imprensa majoritária adora depreciar o mérito de países que tentam uma realidade mais independente daquela ditada pela elite financeira mundial. E se ficarmos esperando que eles dêem o exemplo, talvez seja melhor mesmo abrir mão de qualquer tentativa.

No final da reportagem, um entrevistado, gaguejando, afirma que não adianta salvarmos a floresta se países como Estados Unidos, Japão e Arábia Saudita não aderirem ao protocolo de Kyoto. Segundo ele, "se o aquecimento global continuar, a Amazônia será destruída".

Afirmação temerária

O crescimento da nossa economia deve, pelos parâmetros globais, ser recebido com festas, mas com um alerta: para continuar, precisamos não economizar nossos recursos (a WWF previu que poderíamos economizar até 40% de energia, caso a utilizássemos racionalmente), mas melhorar nossa infra-estrutura, construir mais hidrelétricas, consumir mais, de preferência jogando fora e trocando toda a mobília e utensílios domésticos o mais rápido que pudermos, já que é assim que os norte-americanos fazem. Pensando bem, é isso mesmo que nossas indústrias também fazem, ao produzir produtos cada vez mais descartáveis. E, de fato, o desperdício aquece mesmo a economia, e não apenas as calotas polares.

O Pólo Norte está derretendo, os países ricos não dão a mínima, de forma que o aquecimento global sozinho destruirá o que tiver sobrado da floresta Amazônica. Como ouvi o jornal pelo rádio (tenho a felicidade de não possuir um aparelho de TV), não pude saber quem foi o "especialista" que chegou a tão fantástica conclusão e, ainda que ela não possa ser descartada de antemão, não creio que saibamos o bastante para mantermos uma afirmação tão temerária.

Economistas e ecologistas

Uma entrevistada generaliza dizendo que "o Brasil" tem um plano de combate ao desmatamento. É verdade que o valor da floresta em pé, com sua biodiversidade de valor inestimável até para a indústria - a tradicional vilã do ambientalismo - motivou o governo brasileiro a criar e manter o projeto Zona Franca de Manaus, que mantém preservadas mais de 98% das florestas do estado do Amazonas. E que o desmatamento tem mesmo diminuído nos últimos anos, segundo fontes oficiais. Mas, ao mesmo tempo, vemos as Forças Armadas, por exemplo, fazendo treinamentos diários ao lado de crimes ambientais, como se a preservação das florestas fosse responsabilidade apenas do Ibama. Ou quando o governo divide o Ibama em dois, da noite para o dia, sem o conhecimento de figuras importantes dentro do próprio Ministério do Meio Ambiente, como foi largamente divulgado à época. Ou ainda quando o governo mantém projetos de asfaltar rodovias existentes e abrir novas, em várias regiões da floresta amazônica, parecendo ignorar que a abertura de estradas, sozinha, é a maior determinante do desmatamento.

A verdade está lá fora e é dolorosa, seja pelo bem ou pelo mal. Ou continuaremos a trilhar o caminho do capitalismo consumista e irresponsável, de recordes sucessivos na economia e da conversão das riquezas naturais em números imediatos para apresentar nas boas notícias dos telejornais, ou reduziremos imediatamente nossa necessidade desse tipo de notícia. Em outras palavras, ou paramos de crescer além do estritamente necessário, dado o aumento populacional (e começamos logo a desestimular até este), ou pagaremos pelas conseqüências cedo ou tarde. Segundo os cientistas da Nasa, cedo.

Passou da hora de economistas e ecologistas começarem a se entender. E que a mídia, políticos e profissionais façam seus mais persistentes esforços nesse sentido. Será tão difícil assim?

Abaixo a transcrição da reportagem:

Jornal Nacional, 12 de dezembro de 2007

O crescimento da economia

William Bonner:

Os números do PIB divulgados hoje pelo IBGE (mostram) que as famílias brasileiras estão consumindo mais.

Repórter:

Nos supermercados os consumidores investem numa mesa mais farta.

Entrevistadas (consumidoras):

- Eu vim comprar tomate (...) o que estou levando. Eu vim comprar tomate e pepino e estou levando muita coisa. Quanto mais a gente vê, mais quer comprar, né?

Repórter:

O entusiasmo na hora das compras explica os números divulgados hoje pelo IBGE. A economia do país está aquecida, impulsionada pelo mercado interno. O crescimento do consumo das famílias brasileiras em julho, agosto e setembro de 2007 foi o maior em 10 anos: 6%, comparado ao mesmo período do ano passado.

Entrevistada (consumidora):

- Por onde você passa, as pessoas dizem: Quer cartão?, Quer cartão?, Quer cartão? A pessoa se empolga, só aí eu tenho milhões de cartões.

Repórter:

Além do crédito, o aumento na renda também ajudou, segundo o IBGE. O PIB, soma de tudo que é produzido pela economia do país, passou de 645 bilhões de reais no terceiro semestre deste ano. Desse total, 93,5 bilhões foram recolhidos de impostos. O crescimento do PIB foi de 5,7% em relação ao mesmo período de 2006. O resultado do trimestre este ano é o melhor desde 2004.

Entrevistada (economista):

- Nesse ano, muito baseado na demanda interna, né, tanto de investimento como consumo das famílias, e naquele ano de 2004 também era muito baseado no setor externo com as exportações de bens e serviços crescendo muito mais que a importação.

Repórter:

Na comparação com o segundo trimestre de 2007 o PIB aumento 1,7%. As boas colheitas da cana-de-açúcar e do trigo garantiram o maior destaque para a agropecuária. A indústria e o setor de serviços também tiveram bons desempenhos. Motivo de alegria para Maria Aparecida, que conseguiu emprego de gerente numa empresa. Com o salário, já comprou DVD, som e um computador, e agora pode explorar as belezas do Rio em viagens de fim de semana.

Entrevistada (gerente):

- É importante perceber que eu sou capaz. Com o meu trabalho, consigo realizar essas coisas e muito mais. Certamente vem mais consumo, me aguardem...

Fátima Bernardes:

Para esse crescimento ser duradouro, os economistas alertam que é preciso melhorar muito as condições de infra-estrutura do Brasil. Mas já existe um sinal importante: o aumento dos investimentos privados na indústria.

Repórter:

Os principais clientes desta fábrica são montadoras e indústrias de autopeças. As encomendas aqui cresceram tanto que foi preciso contratar mais funcionários. Um prédio inteiro foi inaugurado para dar conta do aumento de produção e abrigar as novas máquinas compradas este ano.

Entrevistado (industriário):

Nós vamos expandir uma outra fábrica que nós temos aqui e a nossa expectativa é que com esses investimentos a gente possa crescer 20% em um curto espaço de tempo.

Repórter:

Segundo o IBGE, desde outubro de 2003 as empresas têm investido na compra de máquinas e equipamentos novos e isso é um bom sinal pra economia. Com a indústria tendo a capacidade de produzir mais, o país pode crescer com inflação baixa, sem sobressaltos, de maneira sustentada, como dizem os economistas.

Repórter:

Ao contrário do que ocorria no passado, desta vez os investimentos acontecem em vários setores, inclusive na construção civil, uma área que amargou resultados ruins por muito tempo. No terceiro trimestre do ano, os investimentos no geral subiram quase 15%, se comparados ao mesmo período do ano passado. Um cenário positivo, diz esta economista. Mas é preciso garantir que a infra-estrutura do país não atrapalhe este ritmo de crescimento no longo prazo.

Entrevistada (economista):

Para que a gente não tenha surpresas lá adiante, de ter problemas do tipo de 2001, que foi um apagão de energia, é muito importante a agenda do governo estar focada pra evitar esses gargalos de infra-estrutura, que é pra que a gente realmente tenha um crescimento robusto e sustentável.

O aquecimento global

William Bonner:

A Nasa, agência espacial americana, anunciou hoje que as geleiras do pólo norte vão durar menos do que se esperava.

Repórter:

A imensidão de neve no Ártico parece inesgotável, mas basta mudar o ângulo para notar a ameaça no ponto extremo do planeta. Cientistas da Nasa reexaminaram fotos de satélite e dados, e concluíram que o gelo da calota polar pode derreter totalmente no verão de 2012. A última previsão era de que o degelo total da calota polar aconteceria entre os anos de 2040 e 2100. Segundo os cientistas da Nasa, a nova previsão já é resultado do aquecimento global, que provoca reações muito mais rápidas do que se esperava.

Repórter:

Esta animação da Nasa mostra a velocidade com que o gelo derreteu em 2007 - num recorde de área derretida. A calota diminuiu 22% em relação ao recorde anterior, de 2005. O degelo abriu um canal que liga o Oceano Pacífico ao Oceano Atlântico, possibilitando até a passagem de navios. Esta outra animação dá a dimensão do problema. O mapa da esquerda mostra a variação do degelo nos meses mais quentes entre 1979 e 2006, muito menor se comparada ao verão de 2007.

Fátima Bernardes:

Na Indonésia, na conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, os representantes do Brasil alertaram para o perigo que o aquecimento global representa para a Amazônia. A reportagem é dos enviados especiais Sônia Bridi e Paulo Zero.

Repórter:

O protesto pode ser solitário, mas o secretário-geral da ONU lembrou os ministros que vieram a Bali que o mundo espera um compromisso. Nem a festa pela adesão da Austrália ao protocolo de Kyoto comoveu os americanos, japoneses e sauditas. Eles continuam a rejeitar a meta de redução de 25 a 40% dos gases que provocam o efeito-estufa até 2020, como querem a União Européia e o Brasil.

Repórter:

A delegação brasileira fez hoje um esforço para que o país volte a ter votos fortes nas negociações. Por um lado, tentando agrupar os países que têm os mesmos interesses. Por outro, mostrando que o Brasil já reduziu, e muito, as emissões, ao diminuir em 60% o desmatamento nos últimos três anos.

Entrevistada:

O Brasil está com um plano de combate ao desmatamento que reduziu meio bilhão de toneladas de CO2 nos últimos três anos. Isso representa 14% de tudo que teria que ser reduzido pelos países desenvolvidos até 2012. É significativo.

Repórter:

Mas o Brasil ainda derruba o equivalente ao estado do Sergipe a cada dois anos. 70% das emissões do Brasil são provocadas por desmatamento. Mas salvar a floresta e o planeta depende também dos países ricos.

Entrevistado:

Mesmo que a gente procure reduzindo chegue a zero [sic], mas as emissões do mundo rico continuem a ocorrer, né? Ah, e o aquecimento, é, e a, e a Terra continue a se aquecer, continue o aquecimento global, a Amazônia será destruída.

[Mesmo que a gente continue reduzindo e chegue a zero, mas as emissões no mundo rico continuem a ocorrer e continue o aquecimento global, a Amazônia será destruída]

Os trechos foram copiados do site do JN.

(Por Rodrigo de Loyola Dias, Envolverde/Observatório da Imprensa, 07/01/2008)

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Gustavo Belic Cherubine

ONG Ecosurfi lança a campanha "Onda Limpa" no litoral paulista

Com o slogan "Educação Ambiental é a Nossa Praia", a ONG Ecosurfi lançou no último sábado (12), a campanha Onda Limpa nas praias do município de Itanhaém no litoral sul do estado de São Paulo.

Tradicionalmente realizada desde o ano de 2005 no município durante os meses do verão, a campanha recebeu em seu primeiro final de semana a presença de mais de 300 visitantes, que passaram pelas tendas colocadas na areia da Praia do Sonho em busca de conhecimentos e praticas ambientalmente sustentáveis.

Devido ao grande fluxo de turistas que buscam descontração no litoral, o fornecimento de atividades de educação e sensibilização ambiental na praia é mais uma opção de lazer e entretenimento para o publico que se interessa pelo tema.

Através de uma estrutura de 120 a campanha Onda Limpa é um espaço de interação e socialização de informações sobre meio ambiente, além de ser referência no combate à poluição das praias na Baixada Santista, uma vez que através de banners, faixas e o museu do lixo, servem de instrumentos para alertar a população sobre o problema que a poluição causa no ambiente marinho.

Com uma equipe formada por 08 monitores fornecidos pela parceria da ONG junto ao Governo Municipal de Itanhaém e 04 estagiários fruto do convênio da Ecosurfi com a PUC/Minas, a campanha oferece exposições monitoradas, oficinas de artesanato com material reutilizado e reciclável, além da disponibilização de sacolinhas retornáveis para o acondicionamento do lixo gerado pelos visitantes na praia.

Nesse ano a campanha Onda Limpa estará funcionado de terça a domingo das 09:00h às 17:00h na Praia do Sonho em Itanhaém. Informações: (13) 97510332 - 9116 3403 - 971818 72.

Apoio: Governo Municipal de Itanhaém através das Secretárias de Habitação e Meio Ambiente, Secretaria de Turismo e Secretaria de Educação, Cultura e Esportes, Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo / SMA e CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental).


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A Natureza nos Saúda...

João Malavolta
ONG ECOSURFI
CJ Caiçara | REABS | REPEA
Depto: Meio Ambiente / Itanhaém-SP
Organização Clean Up The World / Itanhaém-SP
Membro: CBH-BS / Comdema-Itanhaém-SP / CC-PESM-Núcleo Curucutu

TEL: (13) 9751 0332
SITE: www.ecosurfi.org
MSN: joaoricardoecosurfi@hotmail.com
GALERIA PÚBLICA: http://picasaweb.google.com/joaomalavolta

Visitem o Blog:
www.ecobservatorio.blogspot.com

"Sendo Homens do Mar os Surfistas devem compactuar na busca incessante pela preservação das praias, mares e oceanos em todo o nosso Planeta" (ECOSURFI).

NATUREZA SIM - PORTO NÃO !!!
Movimento em Defesa da Costa da Mata Atlântica

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Assembléia de São Paulo aprovou 249 propostas de parlamentares no ano passado, mas governador barrou 62

Silvia Amorim

Um em cada quatro projetos de deputados aprovados no ano passado pela Assembléia Legislativa de São Paulo acabou vetado pelo governador José Serra (PSDB). Foram deliberadas em plenário 249 propostas de autoria dos parlamentares entre 1º de janeiro e 15 de dezembro. Mas 62 (24,9%) Serra não aceitou que virassem leis. O governo alega que a maioria tem falhas constitucionais.

Além de arranhar a imagem do maior Legislativo estadual do País e colocar sob suspeita a competência dos deputados, o grande número de vetos traz outro efeito perverso. Eles ajudam a entupir ainda mais a pauta de votações da Assembléia. Isso porque todo projeto vetado retorna à Casa para apreciação dos parlamentares, que podem derrubar ou manter o veto. E essa revisão tem sido feita a passos lentos.

Na cesta de projetos não autorizados pelo governador há de tudo um pouco. Um deles, de autoria do tucano Bruno Covas, obrigava o Estado a realizar anualmente a Virada Cultural na Avenida Paulista, evento promovido nos dois últimos anos. Outro determinava que as operadoras de telefonia instalassem e mantivessem, na área de suas respectivas concessões, telefones de emergência para atendimentos de saúde e para comunicação de ocorrências policiais nas rodovias em operação no Estado, estaduais e federais. A obrigatoriedade do uso de embalagens ambientalmente corretas - oxibiodegradáveis - pelos órgãos do governo reforça a lista dos projetos que foram vetados, assim como o que incluía o evento evangélico Marcha para Jesus no calendário turístico de São Paulo.

VICE-LÍDER

Por tantos vetos, Serra entrou para o grupo dos governadores paulistas mais rigorosos com projetos do Legislativo. Ele é o segundo colocado nesse ranking, feito desde 1994. Só perde para Geraldo Alckmin (PSDB), que em 2001 vetou 139 propostas. Serra devolveu à Assembléia 117 projetos em 2007 - 62 aprovados no ano passado mesmo e 55 que vinham de anos anteriores e esperavam sanção.

Esse número ainda pode aumentar. Problemas no sistema de informações da Assembléia impediram que fossem computados no balanço os vetos decididos por Serra na segunda quinzena de dezembro.

A situação tem provocado chiadeira na Casa. Nos últimos dias de trabalho antes do recesso até deputados da base do governo cobraram mais autonomia do Legislativo. "Me senti uma peça decorativa nesta Casa. Acho que no ano que vem temos que começar a pautar nossos projetos", queixou-se Afonso Lobato (PV).

Serra evitou polemizar sobre o assunto e afirmou que a avaliação de cada projeto obedece a critérios técnicos. "Não olhamos o partido do deputado na hora de vetar ou sancionar o projeto. Os que são vetados têm vícios na origem, a maioria tem problemas constitucionais."

Por lei, deputados não podem apresentar projetos que provoquem despesas ou perda de receita para o governo.

O presidente da Assembléia, Vaz de Lima (PSDB), não vê problemas no volume de vetos. "É direito constitucional do governador vetar e da Assembléia votar. Faz parte do sistema democrático." O líder do governo,Barros Munhoz (PSDB), discorda: "É má qualidade dos projetos. Existe aqui um hábito de usar projetos como moeda de troca nas negociações com o governo. Deputado quer aprovar projeto mesmo que seja inconstitucional para ter o que mostrar à sua base."

ALIADOS DE PESO

Apesar dos vetos, Serra teve um bom ano em relação ao Legislativo. A insatisfação de deputados com a devolução de projetos não contaminou sua base de sustentação. Com maioria absoluta na Casa - cerca de 70 dos 94 deputados -, o governador aprovou tudo o que pretendia no ano passado.

Foram 51 projetos de autoria do Executivo aprovados até 15 de dezembro, que permitiram a Serra, entre outras medidas, contrair cerca de R$ 5 bilhões em empréstimos, reformar a Previdência paulista e criar secretarias e cargos. Ao todo, foram aprovados 302 projetos na Assembléia no ano passado.

Depois de dois anos, os deputados saíram de recesso tendo aprovado o Orçamento e as contas do Executivo. Por lei, só podem entrar em férias se esses dois itens tiverem sido votados. Eles retornarão ao trabalho depois do carnaval.

Outra novidade na Assembléia paulista foi a instalação de cinco comissões parlamentares de inquérito (CPIs) simultaneamente. Depois de muita polêmica - o assunto foi parar na Justiça - , elas foram criadas em agosto e tiveram suas investigações prorrogadas por mais 90 dias na semana passada.

Poluentes provocam mortandade de peixes

A chuva dos últimos dois dias "despertou" os poluentes lançados no Rio Atibaia e causou mortandade de peixes no Reservatório de Salto Grande, em Americana. Pelos 17 quilômetros de extensão do reservatório era possível ver piranhas, tucunarés, tilápias e lambaris mortos neste sábado.
De acordo com o Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura), da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), a descarga d'água da chuva de anteontem chegou a 6,8 milímetros por metro quadrado. A previsão do tempo para hoje é de pancadas de chuvas, mas com tendência de diminuição das chuvas mais contínuas e retorno de tempo parcialmente nublado em alguns períodos.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Relatório sobre a Conferência de Bali

1 - A Conferência da ONU sobre Mudança do Clima
realizada em Bali nos primeiros dias de dezembro, teve um resultado
acima da expectativa, dado o pessimismo com que foi instalada.


2 - Entretanto, este resultado ficou abaixo do julgado
necessário, com base nas previsões do IPCC relativas às emissões de
gases que agravam o efeito estufa, ao aumento da temperatura global da
Terra e às mudanças climáticas, com risco para o futuro da humanidade.


3 - Terminou acima da expectativa porque os EUA na última
hora concordaram, sob grande pressão, a assumir o compromisso de
reduzir suas emissões, juntando-se aos demais países desenvolvidos,
após 2012. Neste ano terminará o prazo dado pelo Protocolo de Kioto
para os países ricos e ex-comunistas reduzirem suas emissões, como um
todo, abaixo do valor que tinham em 1990. Estes países foram
enquadrados no Anexo I da Convenção do Clima da ONU por terem alto
consumo de energia per capita, em especial de combustíveis fósseis
cuja queima produz o CO2.


4 - Bali superou o pessimismo também porque os países em
desenvolvimento, especialmente China, Índia, Brasil e África do Sul,
concordaram em tomar medidas para conter o aumento das emissões de
maneira voluntária, porém ?quantificáveis e verificáveis?. Assim,
entraram todos no mesmo barco para chegar em 2012.


5 - Mas, ao contrário do desejo de alguns, manteve-se o
princípio formulado na Conferência do Rio, em 1992, da
?responsabilidade comum, porém diferenciada? entre países do Anexo I e
os países em desenvolvimento, que têm baixo consumo de energia per
capita. Assim, enquanto os primeiros se obrigam a reduzir emissões, os
últimos deverão conter o aumento delas por metas voluntárias, mas
verificáveis. De certo modo resgata a antiga proposta de contração e
convergência para diminuir a distância entre o consumo de energia dos
países ricos e o dos países em desenvolvimento.


6 - Essas deliberações se consubstanciaram no chamado ?Road
Map?, que mapeará o caminho para se chegar aos novos compromissos para
o período que começará em 2012. Essa expressão foi cunhada com forte
participação dos negociadores brasileiros em uma reunião prévia à de
Bali. Foi convidado XXXXX Figueiredo, do Itamarati, para presidir a
Comissão criada em Bali pela ONU para dar curso às decisões da
Conferência.


Isso reflete a importância do Brasil, ao lado da China, nas negociações


7 - Além dos negociadores oficiais do Itamarati e dos
Ministérios do Meio Ambiente e de Ciência e Tecnologia, houve uma
intensa atividade de membros da sociedade civil brasileira presente em
Bali, participando de diferentes seminários e reuniões paralelas às
negociações.


8 - O Fórum Brasileiro de Mudança Climática apresentou a
proposta de um Plano de Ação para o Brasil, colocando a necessidade de
metas para redução do desmatamento, no seminário que o governo do
Estado do Rio de Janeiro, através da Secretaria do Ambiente /
Superintendência de Mudança Climática, organizou em Bali para discutir
as medidas tomadas no Estado e no Brasil para mitigar emissões.


9 - Um ponto específico de caráter técnico, acompanhado pela
Petrobrás em Bali, foi a discussão sobre o seqüestro geológico do CO2,
sobre o qual a posição do Brasil, expressa pelo chefe do Grupo de
Mudança Global do MCT, José Miguez, é contrária à sua inclusão no
Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, mas favorável a estudos e
pesquisas nessa área.


10 - O Fórum realizou uma importante reunião em Bali com a
presença da ministra Marina Silva e do embaixador Sérgio Serra, além
de outros membros do governo, da qual participaram maciçamente pessoas
das ONG?s, de universidades e de empresas. Nesta reunião, diversas
críticas dos participantes foram abertamente discutidas e algumas
sugestões foram acolhidas pelos representantes do governo.


11 - Um ponto debatido na reunião do Fórum, além dos já
abordados acima, foi o do desmatamento, maior responsável pelas
emissões brasileiras. Houve dificuldade nas negociações na Conferência
neste ponto.


12 - O governo brasileiro defendia desde a Conferência
anterior, de Nairobi, um mecanismo para compensar financeiramente os
países que reduzirem seu desmatamento, como ocorreu no Brasil nos
últimos três anos. O desmatamento também é um grave problema na
Indonésia, país sede da Conferência. A Índia se colocou contra a
posição do Brasil, o qual se recusou a deixar a questão da preservação
da floresta a cargo do mercado internacional de carbono.


13 - O ministro Celso Amorim foi claro neste ponto na sua
coletiva à imprensa, enfatizando a necessidade de políticas públicas
dos governos nacionais contra o desmatamento. Ao fim, graças ao
esforço da delegação, especificamente das negociações feitas pelo
embaixador Everton Vargas e pela secretária de Mudança Climática do
MMA, Thelma Krugg, se chegou a um termo comum razoável na Conferência,
que ainda terá de ser trabalhado.


14- Em seguimento a Bali, deve-se cobrar no Brasil a
instalação da Comissão Interministerial, criada por ato do Presidente
da República pouco antes de Bali, para elaborar o Plano de Ação sobre
Mudança Climática, sugerido pelo Fórum.


15 - A lamentar em Bali foi a pouca importância dada na
Conferência em geral às advertências do IPCC.



Rio, Luiz Pingueli Rosa

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

São Paulo ganha Política Estadual de Educação Ambiental

O estado de São Paulo agora tem a sua Política Estadual de Educação Ambiental que, na prática, vai ajudar a organizar as estratégias de educação ambiental que forem organizadas no território paulista. A Lei Estadual 12.780/2007 (que você pode acessar pelo site da Assembléia, que institui a política, foi aprovada no começo de dezembro, com alguns vetos dos artigos considerados “insconstitucionais ou que ferem a autonomia dos poderes” (leia sobre os vetos no final da matéria).
A política conceitua a educação ambiental de maneira mais ampla, preocupada não apenas com o meio ambiente e a natureza, mas ligada à qualidade de vida e a questões sociais. No texto, a definição de EA engloba "os processos permanentes de aprendizagem e formação individual e coletiva para reflexão e construção de valores, saberes, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências, visando a melhoria da qualidade de vida e uma relação sustentável da sociedade humana com o ambiente que integra".
A lei de educação ambiental no estado reforça também o conceito de transversalidade na educação formal, orientando sua abordagem interdisciplinar e a exploração do tema nos diferentes graus do Ensino – reconhecendo que EA não deve ser uma disciplina específica, mas inserida no dia-a-dia da escola. E dispõe sobre a “educação através da comunicação” no artigo 7: cabe “aos meios de comunicação de massa de todos os setores promover, disseminar e democratizar as informações e a formação por meio da educomunicação, de maneira ativa e permanente na construção de práticas socioambientais”.
A educomunicação também entra no capítulo que se refere à educação não-formal, isto é, fora do ambiente escolar. No artigo 22, cabe ao poder público criar instrumentos para viabilizar, entre outros, “a promoção de ações educativas, por meio da comunicação, utilizando recursos midiáticos e tecnológicos em produções dos próprios educandos para informar, mobilizar e difundir a educação ambiental”..
O mais interessante nisso tudo é que o processo que culminou com a lei aconteceu fora da Assembléia Legislativa e movimentou a sociedade civil. A Rede Brasileira de Educação Ambiental, que envolve indivíduos e entidades que trabalham com EA, foi quem iniciou as discussões sobre o texto para uma lei sobre o tema no estado. Muitas dessas discussões foram feitas no mundo virtual, utilizando uma rede que funciona há alguns anos para discutir educação ambiental.
O texto foi ganhando corpo e, durante o III Encontro Estadual de Educação Ambiental, realizado no final de julho de 2007, em São José do Rio Preto (leia mais clicando no arquivo da revista Nova Escola), grupos de trabalho se reuniram para dar sugestões e amarrar a política final para ser enviada à Assembléia Legislativa. Vale lembrar que o Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema), que reúne governo e sociedade civil, deu total apoio à iniciativa e participou da elaboração do texto, assim como representantes diretos das secretarias Municipais de Educação e de Meio Ambiente.
E os vetos?
A Repea envia esta semana, ao secretário de meio ambiente Xico Graziano, uma carta de repúdio aos vetos da lei que instituiu a Política Estadual de Educação Ambiental. O que mais desagradou aos participantes da Repea foi o veto ao artigo que tratava da “obrigatoriedade da inclusão da educação ambiental como disciplina ou atividade curricular nos cursos superiores de licenciatura. Segundo a carta do grupo, esse esforço seria importante para avançar nas questões ambientais dentro da educação superior, o que posteriormente se reflete no ambiente escolar.
Também foi vetada a criação da CIEA – Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental, que já existe no Paraná e no Distrito Federal. Essa comissão uniria esforços não só do governo estadual para promover ações de EA, mas também o governo federal e terceiro setor.
Apesar dos vetos (que poderão, a princípio, serem revistos), a votação recorde da lei é uma vitória. O texto da lei é objetivo, com uma proposta moderna para encarar a educação ambiental como parte inerente da cidadania. E para quem acha que “leis não servem para nada”, vale lembrar: leis legitimizam processos e conceitos, e a PEEA servirá para organizar – e incentivar – ainda mais a educação ambiental.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

História da Sustentabilidade

Leonardo Boff


Fonte: Jornal do Meio Ambiente - 28/11/07

A categoria sustentabilidade é central para a cosmovisão ecológica e, possivelmente, constitui um dos fundamentos do novo paradigma civilizatório que procura harmonizar ser humano, desenvolvimento e Terra entendida como Gaia. Comumente a sustentabilidade vem acoplada ao desenvolvimento. Oficialmente o conceito desenvolvimento sustentável foi usado pela primeira vez na Assembléia Geral das Nações Unidas em 1979. Foi assumido pelos governos e pelos organismos multilaterais a partir de 1987 quando, depois de quase mil dias de reuniões de especialistas convocados pela ONU sob a coordenação da primeira ministra da Noruega Gro Brundland se publicou o documento Nosso Futuro Comum. É lá que aparece a definição tornada clássica:"sustentá vel é o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades" .

Na verdade, o conceito possui uma pré-história de quase três séculos. Ele surgiu da percepção da escassez. As potencias coloniais e industriais européias desflorestaram vastamente seus territórios para alimentar com lenha a incipiente produção industrial e a construção de seus navios com os quais transportavam suas mercadorias e submetiam militarmente grande parte dos povos da Terra. Então surgiu a questão: como administrar a escassez? Carl von Carlowitz respondeu em 1713 com um tratado que vinha com o título latino de Sylvicultura Oeconomica. Ai ele usou a expressão nachhaltendes wirtschaften que traduzido significa: administração sustentável. Os ingleses traduziram por sustainable yield que quer dizer produção sustentável.

De imediato surgiu a questão, válida até os dias de hoje: como produzir sustentavelmente? Apresentavam- se para o autor quatro estratégias. A primeira era política: cabe ao poder público e não às empresas e aos consumidores regular a produção e o consumo e assim garantir a sustentabilidade em função do bem comum. A segunda era a colonial: para resolver a carência de sustentabilidade nacional impunha-se buscar os recursos faltantes fora, conquistando e colonizando outros paises e povos. A terceira era a liberal: o mercado aberto e o livre comércio vão regular a demanda e o consumo, resultando então a sustentabilidade que será melhor assegurada se for apoiada por unidades de produção nos paises onde há abundância de recursos necessários para a produção. A quarta era técnica: para superar a escassez e garantir a sustentabilidade buscar-se-á a inovação tecnológica ou a substituição dos recurso escassos: em vez de madeira usar carvão e mais tarde, em vez de carvão, o petróleo.

Hoje com a distância temporal podemos dizer: se houvesse triunfado a estratégia política em razão do bem comum, a história econômica e social do Ocidente e do mundo teria seguido o caminho da sustentabilidade. Haveria seguramente mais eqüidade (os custos e os benefícios seriam mais igualmente distribuidos) , viver-se-ia melhor com menos e havera mais preservação dos ecossistemas.

Mas não foi este o caminho escolhido. Foi o do colonialismo, do imperialismo, do globalismo ecômico-financeiro e da economia política de mercado que gerou a grande transformação (Polanyi) com a mercantilizaçã o de todas as coisas e o submetimento da política e da ética à economia. A crise ecológica atual deriva deste percurso que, mantido, poderá ameaçar o futuro da vida humana. Agora é tempo de revisões e de buscas de alternativas paradigmáticas.

Leonardo Boff - Teólogo