quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Agropecuária vira vilã das emissões de gases no Brasil

EDUARDO GERAQUE
da Folha de S.Paulo

O peso do setor agropecuário nas emissões de gases de efeito estufa do Brasil é muito mais relevante do que os dados oficiais mostram. Entre 1994 --ano do último inventário oficial de emissões brasileiras-- e 2005, o peso da agricultura e da pecuária aumentou 26,6%.

No mesmo período, a importância relativa do desmatamento, sempre considerado o grande vilão nacional quando o assunto é piora do efeito estufa, cresceu apenas 11%.
Rogério Cassimiro -10.jan.08/Folha Imagem
Peso do setor agropecuário nas emissões de gases de efeito estufa do Brasil é muito mais relevante do que os dados oficiais mostram
Peso do setor agropecuário nas emissões de gases poluentes do Brasil é muito mais relevante do que os dados oficiais mostram

"O Brasil está mudando seu perfil de emissões. Neste contexto, a pecuária começa a se tornar uma grande vilã", afirma Marcelo Galdos, do Cena (Centro de Energia Nuclear na Agricultura), instituição ligada à Universidade de São Paulo.

Os dados de um estudo ainda inédito, que será publicado na edição de novembro da revista científica "Scientia Agrícola", foram apresentados na última sexta-feira em São Paulo. O grupo do Cena atualizou os dados setoriais apresentados em 1994. O governo federal está atualizando esse inventário, tendo como ano-base 2000, mas a publicação do material ficou só para o ano que vem.

Em termos relativos, o setor de "processos industriais" foi o que mais cresceu. Entre 1994 e 2005, a taxa é de 73,6%. "Mas cuidado com os números", diz Galdos. "Mesmo com o crescimento, em termos absolutos, o peso industrial ainda é baixo."

Ignorada

A importância do peso da agropecuária nas emissões brasileiras é ignorada até pelo Ministério do Meio Ambiente.

Na apresentação feita ao presidente Lula na terça-feira, para tentar alinhavar uma proposta para a reunião do clima em Copenhague (Dinamarca) em dezembro, a importância da agropecuária é considerada praticamente estável no período que vai de 1994 a 2020.

Nenhuma medida foi proposta para diminuir de forma efetiva as emissões da pecuária e da agricultura. Os alvos foram o desmatamento e o setor energético. Pelo estudo da USP, esse último, no mesmo período, cresceu apenas 4,3%.

Nas estimativas feitas pelo grupo da USP, a fermentação que ocorre no estômago dos bois é uma das maiores responsáveis pela emissão dos gases do efeito estufa do setor. O gado emite metano, gás-estufa 21 vezes mais potente que o dióxido de carbono (CO2) na capacidade de reter na atmosfera o calor irradiado pelo planeta. Mas o manejo errado dos solos, sempre muito revolvidos, tem impacto quase tão grande quanto o dos bois.

"No caso da pecuária, muitas vezes se fala na questão do confinamento [dos animais], mas nem é muito isso", avalia Galdos. Segundo o pesquisador, o caminho para o setor diminuir suas emissões está muito mais no campo técnico.

Pelos estudos da equipe da USP, por exemplo, plantar cana-de-açúcar em áreas de pastagens degradadas é uma boa forma de reter mais carbono no solo. "Mas isso tem de ser muito bem feito. Não adianta nada trocar o pasto por cana e, ao mesmo tempo, empurrar o gado para a floresta e provocar mais desmatamento."

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

ECO4PLANET


NOVIDADE: A partir de agora suas pesquisas no eco4planet se transformarão em árvores de verdade!

Mais e mais arvores! O nome originado em “Ecology for planet” faz cada vez mais sentido

Com o entusiasmo de um jovem de pouco mais de 1 ano de vida e a experiência de milhões de pesquisas e usuários, o eco4planet tem o prazer de anunciar que acaba de entrar em nova fase: a partir de hoje, suas pesquisas na Internet se transformarão em árvores (de verdade!).

E o que você precisa fazer? Apenas continuar pesquisando através do eco e compartilhar essa novidade com o maior número de pessoas, pois a cada 50 mil pesquisas uma muda vai pra terra.

Queremos deixar tudo claro (apesar do fundo escuro e do péssimo trocadilho) e por isso já respondemos às perguntas que você teria toda a razão em fazer:

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Por que plantar árvores?

Nossas ações diárias geram emissão de gás carbônico (dióxido de carbono ou CO2), seja na geração da energia elétrica que usamos em casa, no combustível do carro e também de forma indireta por todos os bens que consumimos cuja fabricação, transporte e armazenamento geram mais uma boa quantidade dos chamados “gases do efeito estufa”.

Plantar árvores tem como função neutralizar essas emissões pois em sua fase de desenvolvimento a árvore absorve CO2 da atmosfera e libera O2 (oxigênio) através da soma das atividades de fotossíntese e quimiossíntese. Ou seja, nossas amigas verdes são verdadeiros filtros de ar, tão necessários para a atmosfera.

E não para por aí, árvores servem de moradia e sombra para diversos animais, evitam o deslizamento de terras, controlam a salinidade do solo e são extremamente importantes para o controle da umidade e temperatura do planeta.

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Quantas árvores serão plantadas?

Como foi dito, uma árvore a cada 50 mil pesquisas totais, ou seja, não apenas pesquisas suas, mas de todos os visitantes. A quantidade então varia de acordo com o número de pesquisas registradas no site, número esse que você pode acompanhar no rodapé da página principal e dos resultados de pesquisas. Quanto mais pesquisas, mais árvores, então se ainda não o faz, passe a usar o eco4planet como seu mecanismo de buscas padrão, página inicial e divulgue a quantas pessoas puder para que esse número aumente cada vez mais!

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Onde as árvores serão plantadas?

Os plantios ocorrerão inicialmente no interior do Estado de São Paulo, principalmente na cidade de Ribeirão Preto, e poderão se expandir para outras regiões em uma segunda etapa conforme surgirem parcerias e convites.

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Quem efetuará o plantio e quando?

Nós! Sim, colocaremos a mão na terra massa com o apoio de estudantes e biólogos para a escolha das mudas, locais e para o plantio propriamente dito, que deverá ocorrer mensalmente sempre em quantidade referente às pesquisas do mês anterior.

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Como terei certeza de que as árvores estão sendo plantadas?

Informaremos por Twitter a data, hora e local de cada plantio e você está convidado a vir conosco, e é claro, faremos fotos e se possível vídeos para postar aqui no Blog.

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Posso criar um programa para pesquisar muitas vezes e assim plantar mais árvores?

Isso não daria resultado pois nosso sistema de contagem ignora pesquisas repetidas ou em quantidade anormal. Lembre-se, a melhor forma de colaborar e usando sempre o eco4planet quando for realizar uma pesquisa e principalmente indicando ao máximo possível de pessoas.

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Como posso contatar a administração do eco4planet?

Para você ou sua empresa contatar-nos a fim de realizar parcerias, enviar sugestões, ou outros interesses em contato (que não sejam dúvidas já que para isso basta usar os comentários aqui do blog), acesse o formulário.

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Desta forma, somando à economia de energia ao buscar com o eco4planet por apresentar fundo preto no lugar do tradicional fundo branco, aos wallpapers com temática escura e a todas as dicas, informações e notícias trazidas por este blog, esta iniciativa complementa nosso compromisso de apresentar a solução de buscas mais ecologicamente completa, e nos orgulhamos disso e você que faz parte dessa história, deve se orgulhar também.

E como sempre: boas pesquisas!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ecofont

Está disponível para todos os usuários da rede interna da Advocacia-Geral da União a EcoFont, estilo de fonte desenvolvida especialmente para economizar tinta nas impressões (o nome completo da fonte é [WINDOWS-1252?]“Spranq eco [WINDOWS-1252?]sans”).

Proposta pela Comissão A3P-AGU (Agenda Ambiental da Administração Pública), a utilização da fonte foi viabilizada em larga escala pela Gerência de Tecnologia da Informação (GTI), mediante ferramenta que já a inseriu em todos os computadores do país.

A iniciativa está descrita no sítio www.ecofont.eu. Trata-se de fonte Open Source, sem restrições comerciais de uso. Pode ser usada em [WINDOWS-1252?]PC’s e [WINDOWS-1252?]MAC’s.

A idéia foi a de incluir pequenos círculos dentro dos traços que formam as letras, que não são preenchidos com tinta quando impresso o documento. A fonte tem uma proporção diferenciada (o tamanho 10 da EcoFont equivale ao tamanho 12 da Times New Roman).

Testes conduzidos pela GTI demonstraram que na impressão praticamente não há perda de qualidade, embora na tela as diferenças sejam perceptíveis. Aferições precisas indicaram os seguintes resultados:

tabela

Nota-se que, em relação à Times New Roman, tamanho 12, a EcoFont, tamanho 10 (dimensões equivalentes), utiliza aproximadamente 12% a menos de tinta. Em comparação com a fonte Arial, tamanho 11, a economia aumenta para 26%.

O gasto anual da AGU com tonners somou aproximadamente R$ 4 milhões em 2008. A economia de 12% acima referida significaria economia de meio milhão de reais, além de minorar efeitos nocivos ao meio ambiente.

Se você deseja tornar a EcoFont sua fonte padrão, veja os tutoriais constantes do endereço www.agu.gov.br/ecofont. No mesmo local é possível baixar a fonte para uso em outros computadores.

Dúvidas podem ser esclarecidas por meio do endereço tecnologia@agu.gov.br ou pelo telefone (61) 3105-8001.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Ser sustentável é economicamente rentável

Por Cristina R. Wolter Sabino de Freitas


Observa-se hoje em dia que o tema Sustentabilidade Ambiental está em voga, estando as grandes empresas cada vez mais engajadas e interessadas em manter uma conduta ambientalmente correta, não obstante serem algumas delas extremamente degradadoras em seus segmentos.

Primeiramente devemos esclarecer que é impossível o desenvolvimento econômico sem atividades que deixem o meio ambiente completamente intacto, respeitando seu status quo ante. O que se busca na verdade é a geração do menor impacto possível ou a adoção de meios que possibilitem mitigar os danos inevitavelmente causados ao meio ambiente. Nessa linha, uma preocupação inicial é o retorno financeiro da adoção de “social e ambientalmente corretos”.

No entanto, devemos esclarecer que atualmente, as empresas que têm adotado os critérios de desenvolvimento sustentável estão começando a perceber que poderão, em médio prazo, ser economicamente mais bem-sucedidas. Estudos feitos comprovam que a movimentação de valor de mercado de empresas recomendadas por investimentos de sustentabilidade tem superado o valor de mercado de empresas que não possuem essa visão.

Conforme a área de sustentabilidade da Phillips, “Uma boa performance em sustentabilidade resulta em melhor desempenho financeiro”(1) . Empresas de lucratividade podem ter incorporado padrões ambientais, individuais e sociais elevados e beneficiar a comunidade em que estão inseridas. Baseado nessa nova ideia, o mercado mundial criou alguns índices que medem o grau de comprometimento das empresas com a sociedade.

Estes índices garantem aos investidores que as empresas podem gerar valor de longo prazo, pois têm mais possibilidades de enfrentar riscos gerados por problemas ambientais, econômicos e sociais, entre outros. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Bolsa de Nova York, Dow Jones, criou em 1999, o Índice Mundial Sustentabilidade Dow Jones - DJWSI – Dow Jones World Sustainability Índex. Na Inglaterra a Bolsa de Londres criou, em 2001, o FTSE4Good. Em dezembro de 2005, a Bolsa de Valores do Estado de São Paulo (Bovespa) apresentou o Índice Bovespa de Sustentabilidade Empresarial — ISE. O ISE, como os demais índices de sustentabilidade internacionais, tem por objetivo a criação de um ambiente de investimento que se preocupe com as necessidades atuais voltadas ao desenvolvimento político, econômico, social e ambientalmente sustentável.

Referidos índices servirão para dar suporte aos stakeholders para melhor entender e distinguir as empresas que estejam comprometidas com a sustentabilidade, diferenciando- as em termos de qualidade, nível de compromisso, transparência, desempenho dentre outros fatores relevantes para investidores com preocupações éticas. (2)

Esses índices ainda poderão auxiliar os grupos empresariais a evitarem desperdícios nos seus sistemas de produção e ter maior proteção aos direitos socioambientais, gerando, ao mesmo tempo, mais valor, mais riqueza e mais lucro. Igualmente, os índices que medem os critérios de sustentabilidade podem servir como sinalizadores, guiando os grupos empresariais a respeito das novas tendências para a construção de uma economia mais eficiente, com melhor utilização dos recursos naturais, que gerem menos impacto ao meio ambiente, bem como à sociedade. Essa é mais uma prova de que, ao contrário do que se pensava antigamente, preservar o meio ambiente pode ser uma atividade economicamente rentável.



Referência

1. www.sustentabilidad e.philips. com.br
2. http://www.institut oatkwhh.org. br/compendio/ ?q=node/43


Cristina R. Wolter Sabino de Freitas é advogada no escritório Miguel Neto Advogados Associados
Revista Consultor Jurídico, 22 de agosto de 2009

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Disque Ambiente tem aumento de 58% no número de ligações

Foram mais de 4 mil ligações em junho; saiba como ajudar a combater crimes ambientais

Atualizado em 27 de julho às 16h15

Todo cidadão que presenciar crimes ambientais, como desmatamentos, queimadas, tráfico de animais silvestres, poluição do ar e emergências químicas, deve ligar para o Disque Ambiente (0800-113560) - o canal de denúncias e informações da Secretaria do Meio Ambiente.

Criado há mais de 10 anos, a média de atendimentos é de 3 mil ligações por mês. Com a campanha de divulgação realizada durante a Semana do Meio Ambiente (entre os dias 2 a 5 de junho), o número de ligações cresceu 58% na comparação com o mês de maio. Em junho, foram registradas 4.686 ligações.

A maior parte delas (51%), foram solicitações de informações sobre o meio ambiente. Na sequência, ficaram denúncias por emissão de fumaça (17,4%), supressão da vegetação, tráfico ilegal de animais silvestres e ocupações irregulares em área de proteção (6,3%) e poluição (4%).

Atendimento 24 horas

O Disque Ambiente foi aperfeiçoado em setembro do ano passado. Agora, o 0800 funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. O atendimento é feito por especialistas da área ambiental e com um menu simplificado, para não confundir a pessoa que faz a denúncia.

Atualmente, 25 funcionários atendem às ligações. O denunciante que quiser se identificar pode acompanhar o caso. Ele recebe em casa uma correspondência esclarecendo os resultados da denúncia, que é encaminhada para os órgãos vinculados à Secretaria, como a Polícia Militar Ambiental, a Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) e o Departamento Estadual de Proteção dos Recursos Naturais (DEPRN).

Um dos objetivos da Secretaria é ampliar a divulgação do canal de denúncias e, com isso, aumentar a participação da sociedade para combater os crimes ambientais. Com a atual infraestrutura, o Disque Ambiente tem capacidade operacional para atender até 12 mil ligações todos os dias.

Da Secretaria do Meio Ambiente

sexta-feira, 10 de julho de 2009

SP estuda importar água do Paraíba do Sul

Comitê começa a debater hoje proposta de construir adutora que comporia o abastecimento na Grande SP

JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
DA REPORTAGEM LOCAL

Com disponibilidade de água comprometida na região metropolitana de sua capital, São Paulo estuda importar água do rio Paraíba do Sul, que abastece ainda Rio e Minas. O comitê paulista da bacia começa a debater oficialmente hoje a proposta de transferir água do rio, a partir da região de Jacareí.
A transposição, conforme estudos em andamento, é possível com a construção de uma adutora até a represa do Jaguari, que compõe o sistema Canteira, o principal da Grande SP.
O comitê, composto por Estado, prefeituras e sociedade civil, é o primeiro órgão a discutir a transposição, com volume mínimo de 5.000 litros por segundo, suficiente para abastecer 2,5 milhões de pessoas por dia.
Hoje, o Paraíba do Sul -que cruza SP, MG e RJ- já sofre uma transposição de 40% de suas águas, que depois chegam ao rio Guandu, principal manancial da região metropolitana do Rio. Cerca de 14,2 milhões de pessoas, somados os 8,7 milhões de habitantes do Grande Rio, servem-se do rio.
São Paulo já importa da bacia do Piracicaba metade da água que usa e, diante da queda da oferta das fontes disponíveis, o governo contratou uma empresa para estudar a exploração de outros mananciais.
A secretária Dilma Pena (Energia e Saneamento, pasta que tem assento no comitê) diz considerar o início da discussão "precipitado" porque o estudo não terminou. "O Paraíba do Sul existe dentro de um rol de alternativas. Nem sei de quanto [volume de transposição] poderia ser. É uma especulação."
A questão da transposição -a mais conhecida no Brasil envolve o rio São Francisco- é polêmica, ainda mais por envolver três Estados, avalia Benedito Braga, presidente do International Hydrologic Programme da Unesco e diretor da ANA (Agência Nacional de Águas).
"Toda transposição é problemática e essa suscitará muito debate. Mas, em situação de escassez, deve-se ter uma visão compartilhada." A polêmica se dá, diz, porque se retira água de uma bacia para levar a outra, baixando o volume do rio.
Para a secretária de Meio Ambiente fluminense, Marilene Ramos, a medida só é viável se não comprometer a qualidade da água retirada para abastecer o Grande Rio, que tem grande dependência do manancial.
A água perde qualidade após o ponto de transposição porque, com menos volume, fica difícil a dispersão de esgoto. "O que não pode é afetar a transposição para o [rio] Gandu, vital para o Rio", disse Ramos, que ainda preside o Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul.
Para que a Sabesp faça a transposição, o pedido terá de passar pelo aval da ANA.
O estudo envolve ainda ao menos três regiões: mananciais no Vale do Ribeira; o rio Tietê (represa de Barra Bonita); e o aquífero Guarani, em Botucatu.
Essas outras opções têm desvantagens, em razão da distância e da necessidade de bombeamento de enorme volume de água até a Grande São Paulo.
Já a represa do Jaguari fica a poucos quilômetros do Paraíba do Sul, que hoje tem água de sobra, conforme a ANA.

terça-feira, 30 de junho de 2009

BNDES agora refloresta

O DIA
(http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/html/2009/6/bndes_agora_refloresta_20438.html)

Banco de fomento investe pela primeira vez na área ambiental em ações
de restauração da Mata Atlântica. Fundo destina R$ 15 milhões a
projetos de flora, fauna e populações

Rio - Extremamente reduzida, especialmente por ações de desmatamento a
partir do Século XX, a Mata Atlântica — floresta tropical entre as
mais ameaçadas do globo e com ecossistema abrigando uma das maiores
biodiversidades do planeta — ganhou aliado de peso, ao menos no
Brasil. Pela primeira vez em sua história, o Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai investir em projetos de
reflorestamento dessas áreas — iniciativa que inaugura a intervenção
da instituição na área ambiental.

Inicialmente, serão concedidos R$ 15 milhões, a título de fundo
perdido, a projetos de recuperação dessas faixas verdes em todo o
País. Os recursos são originários do Fundo Social do banco (composto
por parte do lucro da instituição), criado há 13 anos para ser
aplicado em ações sociais e, agora, também no meio ambiente. “É um
projeto bastante ambicioso, que vai ao encontro da política de
promoção da sustentabilidade socioambiental do banco”, destaca Eduardo
Bandeira de Mello, chefe do Departamento de Gestão do Fundo Amazônia e
da área de Meio Ambiente.


Bromeliaceae Endêmica: Mata Atlântica no Estado do Rio de Janeiro.
Foto: Carlos Moraes / Agência O DiaAs inscrições prévias estão abertas
e vão até 1º de julho. Podem participar da seleção instituições de
direito público ou privado sem fins lucrativos. Segundo Bandeira de
Mello, para entrar na concorrência, é preciso que o projeto apresente
condições de sustentabilidade e viabilidade econômica compatível com
os resultados possíveis de serem alcançados no sítio a ser restaurado.

O objetivo é fomentar a proteção, conservação e utilização do Bioma
Mata Atlântica, com valorização da biodiversidade — especificamente,
vegetação e fauna, com casos de espécies ameaçadas, e regime hídrico.
E pretende ainda estimular pesquisas; difundir tecnologias de manejo
sustentável da vegetação; conscientizar sobre a preservação e
recuperação; e incentivar atividades compatíveis com o equilíbrio
ecológico e formas sustentáveis de ocupação rural e urbana.

Os principais alvos são matas ciliares (ao redor dos rios) em áreas de
preservação permanente, em terras públicas ou privadas e de regiões em
Unidades de Conservação da Natureza de posse e domínio públicos. A
extensão das áreas, por projeto, deve ser de, no mínimo, 50 hectares e
máximo de 500. A meta é que sejam reflorestados mil hectares na
primeira fase do programa, implementada neste ano.
Para mais informações: www.bndes.gov.br/linhas/mata_atlantica.asp.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Mês da Mobilização da Juventude pelo Meio Ambiente





O Mês da Mobilização da Juventude pelo Meio Ambiente é uma ação conjunta dos Ministérios da Educação, do Meio Ambiente e da Secretaria Nacional de Juventude, juntamente com a REJUMA (Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade) e os Coletivos Jovens de Meio Ambiente.

Visa o envolvimento de jovens de todo o Brasil na elaboração coletiva de diretrizes para as Políticas Públicas de Juventude e Meio Ambiente por meio de um processo amplo de aprendizagem e intervenção. Objetiva gerar um processo de participação com vistas à mobilização, fortalecimento e instrumentalização de jovens em todo o Brasil para o enfrentamento da crise socioambiental local e planetária.

A melhor forma encontrada para isso foi estimular e apoiar a realização de eventos de diversas naturezas, mas com a mesma temática, em todo o território nacional. Eventos de pequeno, médio e grande porte. De pequenas reuniões, mutirões, grupos de estudo até Encontros Estaduais e Nacionais de Juventude e Meio Ambiente. O importante é que as ações e os produtos alcançados sejam amplamente comunicados com grande fluxo de troca de informações.

O Mês da Mobilização tem como base a espontaneidade de participação dos jovens interessados e envolvidos com as questões socioambientais, de modo que, em aspectos metodológicos, pretende ser o mais livre possível, adquirindo diversas identidades locais e temáticas.

Para tal, esta participação é alinhada por perguntas estimuladoras e orientadoras, bem como por um sistema virtual de compartilhamento de informações: o website http://www.juventudepelomeioambiente.org.br/

As etapas para a participação no Mês da Mobilização da Juventude pelo Meio Ambiente são:

1 - Auto-declaração e Identificação – Na página virtual (http://www.juventudepelomeioambiente.org.br/) o indivíduo ou grupo inscreve sua ação no Calendário do Mês da Mobilização.

2 – Mobilização – Organização e realização de encontros e ações orientadas pelo texto base e perguntas estimuladoras.

3 – Compartilhamento e encaminhamento dos produtos – Os participantes sistematizam e enviam seus relatos, que ficarão acessíveis a todos os participantes.

Estes produtos serão as bases para a construção das diretrizes para o Programa Nacional de Juventude e Meio Ambiente.

Ao final do Mês da Mobilização, teremos um mapa de todos os trabalhos cadastrados e portanto um retrato da juventude que trabalha pelo meio ambiente no Brasil.

Assim, convidamos as Agendas 21 Locais a visitar o site e participar deste movimento uma vez que congregam as juventudes locais e possuem saberes de extrema relevância para o processo em curso: a elaboração de diretrizes para políticas de juventude e meio ambiente para a construção de sociedades sustentáveis.

Contamos com a participação de sua Agenda 21 Local e nos colocamos à disposição em caso de quaisquer dúvidas que possam surgir.

Atenciosamente,

Adriane Goldoni
Agenda 21/DCRS/SAIC/MMA
(61) 3317-1462

sábado, 13 de junho de 2009

Sete em cada dez brasileiros consideram madeireiros e fazendeiros os ma

Opinião Pública - 05/06/2009

Os madeireiros e os fazendeiros são os maiores responsáveis pelo desmatamento da Amazônia, segundo a opinião de 72% e 68%, respectivamente, dos brasileiros com 16 anos ou mais. É o que revela pesquisa Datafolha realizada entre os dias 26 a 28 de maio de 2009, e que ouviu 5.129 pessoas.

A margem de erro para o total da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Os políticos, na estância do governo federal (63%), e o Congresso Nacional – deputados e senadores (61%), também têm muita responsabilidade.

Entre os que atribuem muita responsabilidade aos madeireiros, destacam-se os brasileiros com renda mensal entre cinco e dez salários mínimos e os que residem em Porto Alegre (81% de cada), os mais escolarizados (85%) e os que declaram intenção de votar em Dilma Roussef para presidente em 2010, com taxas entre 77% e 79%. Fica acima da média entre os moradores da região Sul do país os que responsabilizam principalmente os fazendeiros (75%).

Já, entre os que atribuem muita responsabilidade pelo desmatamento da Amazônia, tanto ao governo federal quanto ao Congresso, ficam acima da média os homens (em média 66%, em relação a ambos os atores políticos), os que declaram intenção de voto em Dilma Roussef para presidente (67%), os que têm maior renda familiar (no mínimo 75% atribuem-lhes muita responsabilidade), os brasileiros com curso superior (77%, no mínimo), os que moram em Porto Alegre (78% ao governo federal e 73% aos deputados e senadores), além dos que residem em regiões metropolitanas e capitais (69% aos primeiros, e 66% aos últimos).

Os entrevistados também foram questionados sobre a responsabilidade dos índios e de ONG’s pelo desmatamento.

Os nativos têm muita responsabilidade segundo 38%, ante 26% que acham que eles têm pouca responsabilidade, e outros 29%, que os consideram sem responsabilidade nenhuma pelo fato. Já, em relação às ONG’s, 40% acham que elas têm muita responsabilidade, outros 28% consideram que elas são um pouco responsáveis pelo que ocorre na Amazônia, e 21% acham que não têm nenhuma participação.

No geral, o desempenho do presidente Lula em relação ao meio-ambiente é ótimo ou bom para 47%, regular para pouco mais de um terço (36%), e ruim ou péssima na opinião de 13%.

Os mais escolarizados (22%) e os que têm renda familiar acima de dez salários mínimos (27%) destacam-se entre os críticos da atuação de Lula nessa área. Não sabem avaliá-lo, 3%.


São Paulo, 1 de junho de 2009.


fonte:http://datafolha.folha.uol.com.br/po/ver_po.php?session=891

"Pare de tentar salvar o planeta!"

Quantas naturezas?
O planeta que tantos querem salvar tem sido usado pelas sociedades há milênios e, se há salvação, ela virá de administrar nossa presença na Terra

Por Flavia Pardini


"Pare de tentar salvar o planeta!", foi o grito que se ouviu recentemente na blogosfera. Veio de Erle Ellis, ecólogo da Universidade de Maryland, Baltimore County. "A natureza não existe. Deixou de existir antes que você nascesse, que seus pais nascessem, antes que os primeiros colonizadores chegassem, antes que as pirâmides fossem construídas. Você vive em um planeta usado", disparou em artigo na revista Wired.

Faz sentido para quem conhece um pouco do trabalho de Ellis, um dos autores do mapa que redesenha os biomas do mundo de acordo com a densidade populacional e o uso da terra (mais na edição 18 de Página22), e adepto da ideia de que vivemos no Antropoceno - época geológica marcada pelos impactos do homem sobre o planeta e os ecossistemas. As evidências, cita Ellis, incluem o desaparecimento de espécies animais importantes em todos os continentes há mais de 5 mil anos, a queima ou o corte pré-histórico de florestas hoje consideradas intocadas, como a Amazônia, e alterações provocadas no clima desde o início da agricultura, há mais de 7 mil anos.

"Para o Bem ou para o Mal, a natureza há tempos é aquilo que fizemos dela e o que vamos fazer", escreve Ellis, frisando que é preciso engavetar o bordão sobre salvar o planeta. Salvá-lo de quem? "Ao contrário, é mais do que tempo de salvar a nós mesmos - mas não da natureza." Ele defende o que chama de "pós-naturalismo", um ambientalismo otimista, que se desacopla da ideia da natureza intocada e aceita não só a influência humana, mas a noção de que o Homo sapiens não vai desaparecer tão cedo do planeta. Se há algo a salvar, parece dizer Ellis, é a boa vida que levamos no planeta hoje - ou pelo menos alguns de nós.

As opiniões do ecólogo - ele recomenda que os leitores visitem o zoológico, "o lugar mais diverso que já existiu na Terra" - provocaram uma chuva de comentários nos sites da Wired e do grupo de pesquisa coordenado por ele. Talvez as tintas com que Ellis pintou seu pós-naturalismo sejam pós-modernamente exageradas - seguindo a linha de que o ambientalismo morreu -, mas seu grito reflete a compreensão em certos círculos acadêmicos de que a via a seguir é "administrar" as interferências humanas na natureza - tarefa não só para as ciências naturais, mas principalmente para as ciências humanas.

Nos últimos 50 anos, o ritmo de mudança- com o crescimento da população, diversos usos do solo e as alterações climáticas - acelerou-se a ponto de que hoje estamos em "território desconhecido", diz o ecólogo australiano Richard Hobbs. No passado, a ecologia estudava como as coisas funcionavam na natureza e a conservação tentava mantê-las como eram. "É cada vez mais impossível manter as coisas como são", afirma. Em 2006, Hobbs cunhou o termo "novos ecossistemas" para designar sistemas naturais em que novas combinações de espécies animais ou vegetais surgem como consequência da ação humana, da mudança ambiental e da introdução de espécies de outras regiões. Hoje ele e outros pesquisadores dedicam-se a estabelecer princípios para manejar os "novos ecossistemas". "A primeira coisa é preservar os ecossistemas 'selvagens', da melhor maneira possível", diz. "Mas há a questão de como preservar estas áreas com toda a mudança que ocorre em volta."

Em algumas searas da vida humana, entretanto, parece haver imunidade à mudança. O exemplo mais gritante são os economistas, seu apego ao growth as usual e à falácia de usar o PIB para medir o bem-estar humano. Não é possível, aponta o economista Frank Ackerman, que as mudanças climáticas sejam ameaça fundamental às condições que sustentam a vida humana - como percebem os cientistas naturais - e, ao mesmo tempo, um pequeno enigma de política econômica a ser solucionado com um ajuste nos impostos - como defendem os economistas.

O físico Hans Joachim Schellnhuber, do Instituto para Pesquisa dos Impactos Climáticos em Potsdam, Alemanha, estimou recentemente que 90% da pesquisa necessária terá de vir das áreas sociais, pois, enquanto os cientistas naturais podem descrever as conseqüências das mudanças globais e apontar soluções tecnológicas, não são capazes de provocar a transformação social e econômica necessária em um curto espaço de tempo.

Além do econômico, há desafios a serem enfrentados em vários outros campos, da política à comunicação e à psicologia, além de quebrar as amarras que mantêm estanques as disciplinas "humanas" e "naturais". Se o pós-naturalismo de Erle Ellis é mais um alerta de que é impossível manter a natureza separada do homem, o próximo passo talvez seja esquadrinhar o homem, sua mente, suas sociedades e as naturezas que cria.

Fonte:
http://www.pagina22.com.br/index.cfm?fuseaction=artigoEnsaio&id=578

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Biodiesel de abacate

Por Jussara Mangini

Agência FAPESP – O abacateiro pode ser uma nova alternativa para a
produção de biodiesel, de acordo com estudo realizado por
pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Segundo eles, o abacate apresenta vantagem em relação a outras
oleaginosas estudadas ou usadas para a produção de biocombustível,
como a soja. O motivo é que do mesmo fruto é possível extrair as duas
principais matérias-primas do biodiesel: óleo (da polpa) e álcool
etílico (do caroço).

“O objetivo principal da pesquisa era a extração do óleo para produção
de biodiesel. Mas, ao tratarmos o resíduo, que é o caroço, conseguimos
obter álcool etílico. Isso, por si só, é uma grande vantagem, já que
da soja é extraído somente o óleo e a ele é adicionado o álcool
anidro”, explicou Manoel Lima de Menezes, professor do Departamento de
Química da Faculdade de Ciências da Unesp, em Bauru, e coordenador da
pesquisa que teve apoio da FAPESP na modalidade Auxílio a Pesquisa –
Regular.

O Brasil é o terceiro produtor mundial de abacate, com cerca de 500
milhões de unidades produzidas por ano. Cultivado em quase todos os
estados, mesmo em terrenos acidentados, a produção se dá o ano todo,
com 24 espécies que frutificam a cada três meses.

Não são todos os óleos vegetais que podem ser utilizados como
matéria-prima para produção de biodiesel, pois alguns apresentam
propriedades não ideais, como alta viscosidade ou quantias elevadas de
iodo, que são transferidas para o biocombustível e o tornam inadequado
para o uso direto em motor de ciclo diesel.

Segundo Menezes, o teor de óleo do abacate varia de 5% a 30%. As
amostras coletadas na região de Bauru (SP) apresentaram, no máximo,
16% de teor de óleo. “Esse índice é similar ao teor de óleo da soja
que, na mesma região, é de 18%”, comparou.

“Teoricamente, é possível extrair de 2,2 mil litros a 2,8 mil litros
de óleo por hectare de abacate”, disse. O número é considerado por ele
elevado quando comparado com a extração de outros óleos: soja (440 a
550 litros/hectare), mamoma (740 a 1 mil litros/hectare), girassol
(720 a 940 litros/hectare) e algodão (280 a 340 litros/hectare).

Já o caroço do abacate tem 20% de amido. Com base nesse percentual,
estima-se que seja possível extrair 74 litros de álcool por tonelada
de caroço de abacate. Valor próximo ao da cana-de-açúcar, que
possibilita a extração de 85 litros por tonelada, enquanto a mandioca
fornece 104 litros por tonelada.

Apesar da enorme disponibilidade do fruto no Brasil, o óleo do abacate
ainda é importado, pela falta de tecnologias adequadas para o
processamento. O principal obstáculo para obtenção do óleo é o alto
teor de umidade – o abacate tem 75% de água, em média –, que afeta o
rendimento da extração. Esse foi um dos desafios que a pesquisa se
propôs solucionar: aperfeiçoar as metodologias de extração para obter
melhor rendimento.

Extração do óleo

De todos os métodos estudados pelo grupo orientado por Menezes, o
melhor resultado foi obtido com a desidratação. Foi desenvolvido um
forno rotativo, com ar quente e, após a secagem, a polpa foi moída e
colocada na prensa, seguida do processo de suspensão com solvente. A
partir desse momento, foi transferida para uma centrífuga de cesto,
desenvolvida pelo grupo. “Com a força centrífuga, a polpa fica bem
seca e o rendimento melhora”, observou Menezes.

Da extração do óleo, passou-se para a produção do biodiesel, o que
inclui uma etapa de purificação. Uma vez purificado, foi feita a
síntese do biodiesel, já com o método tradicional utilizado
atualmente, que é a reação por transesterificação (conhecido como
método Ferrari), seguido pela caracterização por cromatografia gasosa.

Essa é a técnica exigida pela ANP 42, regulamentação da Agência
Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis que define a
caracterização e avaliação da qualidade do produto obtido e deve ser
seguida pelos mercados comprador e fornecedor.

O primeiro estudo feito com o caroço foi a hidrólise enzimática, com a
qual se obteve rendimento baixo, de cerca de 24 litros por tonelada.
Agora, os pesquisadores estão iniciando uma nova etapa, que é a
hidrólise alcalina e/ou ácida sob pressão, seguida por hidrólise
enzimática para melhorar o rendimento.

Grande parte dos parâmetros físico-químicos está de acordo com as
exigências da regulamentação ANP 42, com exceção do teor de glicerina
total e acidez, que ficaram um pouco acima, segundo Menezes.

Os teores de enxofre, fósforo e sódio não foram determinados nessa
etapa do projeto devido à dificuldade em encontrar laboratórios para
executar os ensaios. Esses são aspectos que a pesquisa continuará
analisando para que fiquem totalmente compatíveis com os parâmetros da
ANP 42.

“Nosso objetivo é propor o emprego da técnica de espectrofotometria de
absorção atômica, empregada na determinação de metais e desenvolver
uma nova metodologia que possa ser adaptada para análise do fósforo”,
disse.

Como os demais resultados obtidos estão em conformidade com a
regulamentação, os pesquisadores consideram que a metodologia
empregada é adequada para realizar a síntese do produto.

Viabilidade econômica

Segundo o estudo feito na Unesp, as características do biodiesel do
óleo de abacate são bastante semelhantes às verificadas com o
biodiesel de soja, com exceção da coloração, que é esverdeada,
diferente do amarelo no caso da soja. Mas isso não afetaria a
qualidade.

“Na análise de carbono, a clorofila não alterou o resíduo de carbono
que a norma estabelece. Ficou abaixo. Portanto, nesse caso, a cor não
interfere na qualidade, é mais uma questão de aparência. Clarificar,
portanto, é opcional, diferentemente da aplicação medicinal, em que
clarificar levaria à perda de propriedades medicinais, ao passo que a
coloração escura não tem apelo comercial na produção de cosméticos”,
disse Menezes.

A viabilidade econômica do biodiesel de abacate não foi foco dessa
etapa do estudo nem é a especialidade desse grupo de pesquisa, segundo
o coordenador. O custo do biodiesel ainda é alto. Produz-se óleo de
soja a um custo de R$ 1,20 o litro. O álcool anidro para adicionar é
comprado a R$ 0,74 o litro. O abacate tem a vantagem de oferecer as
duas matérias-primas e, por enquanto, a um custo mais baixo que o da
soja, segundo Menezes.

A extração do óleo e álcool do abacate ainda demanda investimentos em
equipamentos. De acordo com o professor da Unesp, é necessário estudar
o desenvolvimento de um despolpador – para separar a polpa do caroço –
e produzir a centrífuga para obter máximo rendimento. O estudo
resultou na apresentação de quatro trabalhos em congressos nacionais.

Medidas do governo garantem proteção ao meio ambiente

Ricardo Stuckert /PR

05/06/2009

Decretos criando quatro unidades de conservação, mensagem ao Congresso
Nacional do projeto de lei sobre a Política Nacional de Pagamento por
Serviços Ambientais e instituição do Programa de Manejo Florestal
Comunitário e Familiar, marcaram as comemorações do Dia Mundial do
Meio Ambiente (5 de junho). Os atos foram assinados nesta sexta-feira
(5) pelo presidente Lula no município de Caravelas, na Bahia, com a
presença do ministro Carlos Minc.

O Programa de Manejo Florestal Comunitário e Familiar visa ao
fortalecimento da atividade em todos os biomas brasileiros. O manejo
florestal tem sido uma promissora alternativa de renda para as
comunidades rurais, ao mesmo tempo em que alia o uso eficiente e
racional das florestas ao desenvolvimento sustentável local, regional
e de todo o país.

O pagamento por serviços ambientais é uma solução viável para a
recuperação de áreas degradadas, segundo o ministro Minc. Com essa
nova engenharia, as populações envolvidas na ilegalidade dos crimes
ambientais passam a conhecer uma outra forma de assegurar seu
sustento, sem ter de degradar o ambiente, disse o ministro.

A Resex de Cassurubá, na Bahia, com área aproximada de 100,6 mil
hectares, nos municípios de Caravelas, Alcobaça e Nova Viçosa, é
destinada à conservação do ecossistema de mangue na costa nordestina.
A UC será fundamental para proteger as populações extrativistas
tradicionais, cerca de 300 famílias, cuja subsistência é baseada no
manejo sustentável dos recursos naturais dos manguezais, restingas,
rios, estuários e área marinha rasa da Ilha de Cassurubá e seu
entorno.

As Resex Prainha do Canto Verde, em Beberibe (CE), e Renascer (PA) e
Cassurubá (BA) foram criadas a partir de demandas de comunidades
locais e manifestação popular. A unidade de conservação Monumento
Natural do Rio São Francisco vai proteger e preservar 30,5 mil
hectares de paredões e de biodiversidade da caatinga. É o primeiro
Monumento Natural Federal do Brasil.

Na Resex Renascer (PA) vivem cerca de 600 famílias, em uma área de
211.741 hectares. A produção extrativista é bastante diversificada,
tendo sido registradas 44 espécies extraídas, destacando-se a
castanha, o açaí, bacaba e cupuaçu, além de muitas espécies medicinais
e oleaginosas.

Sobre as novas Resex

Cassurubá - Desde 2005, os pescadores de Cassurubá vêm pleiteando a
criação da Reserva Extrativista (Resex). Localizada no município de
Caravelas (BA), a destinação de cerca de 100 mil hectares em área
protegida significa medida fundamental para defender os meios de vida
e a cultura das populações extrativistas tradicionais, cuja
subsistência baseia-se no manejo sustentável dos recursos naturais dos
manguezais, restingas, rios, estuários e área marinha rasa da Ilha de
Cassurubá e seu entorno.

Estudos técnicos e laudo socioeconômico da região atestam ser o
extrativismo a principal ocupação da população e os relatórios
mencionam as atividades relacionadas com a mariscagem como o carro
-chefe da economia familiar, com especial destaque para a captura de
espécies como guaiamum, aratu, siri, sururu. A pesca artesanal também
representa importante fonte de recurso para os habitantes locais.

Atualmente, cerca de 300 famílias dependem e vivem em harmonia com o
ecossistema existente no local, trabalhando como marisqueiros. A
região apresenta grande biodiversidade e alto grau de conservação, com
inestimável valor paisagístico, biológico, histórico e cultural, sendo
de fundamental importância para a conservação do Banco dos Abrolhos,
uma das áreas marinhas mais importantes do Atlântico Sul.

Além das famílias que dependem diretamente do uso sustentável dos
recursos naturais, outros três mil pescadores artesanais de Caravelas
e Nova Viçosa se mantêm por meio da pesca de camarões e peixes criados
no manguezal. Eles são capturados na área marinha contígua ao
manguezal, que abriga o maior banco de camarão da Bahia, hoje
degradado pela pesca descontrolada.

Os manguezais de Cassurubá, em excelente estado de conservação,
fornecem abrigo e área de reprodução e crescimento a várias espécies
marinhas, tanto dos recifes de corais quanto dos ambientes marinhos
rasos mais próximos à costa. Dos manguezais dependem a vida dos
recifes de corais, a pesca do camarão e peixes costeiros, a coleta de
caranguejo, ostra sururu e de milhares de pessoas que se utilizam
desses recursos naturais para sua sobrevivência.

Prainha do Canto Verde - Cerca de 200 famílias habitam hoje a área de
aproximadamente 30 mil hectares da Reserva Extrativista Prainha do
Canto Verde, no município de Beberibe, no Ceará. A luta pela criação
da reserva vem desde 2001. Os trabalhos técnicos tiveram início com a
elaboração de relatórios destinados a avaliar a real importância do
ecossistema litorâneo no modo de vida, na cultura e na geração de
renda das populações locais.

Além de grande importância para o desenvolvimento socioeconômico para
o estado do Ceará, a criação da Resex vai permitir a conservação dos
recursos naturais renováveis, a preservação da cultural tradicional e
o resgate da cidadania das populações extrativistas, dando condições
de sustentabilidade e uma melhor qualidade de vida aos habitantes
locais.

A Resex está localizada próxima aos principais estuários da região e é
submetida a constante aporte de nutrientes e matérias orgânicas,
constituindo significativo banco de recursos biológicos para os
moradores locais. Segundo o laudo socioeconômico feito na região, o
extrativismo é a principal ocupação da população. A pesca típica do
litoral nordestino, realizada com paquetes, jangadas e catamarãs, é a
atividade básica do local.

A Resex da Prainha do Canto Verde vai garantir a proteção de
importante área marinha que ainda se apresenta em bom estado de
conservação, possuindo fundamental importância para a conservação dos
recursos vivos da plataforma continental do Ceará e do nordeste
setentrional, caracterizada pela presença de recifes de corais e de
algas calcárias, ambientes que possuem a maior biodiversidade marinha
do Brasil e do Atlântico Sul. A criação da unidade de conservação
reforça o compromisso do Brasil em ampliar sua área marinha protegida,
de acordo com disposto na Convenção da Biodiversidade.

Renascer - Há seis anos, o Conselho Nacional de Seringueiros vem
reivindicando a criação da Reserva Extrativista (Resex) Renascer em
Prainha, no Pará. Essa também é a luta de 600 famílias que vivem no
local, uma área de 211.741 hectares de floresta com árvores nobres
como castanheiras, mogno, ipê, jacarandá e cedro, sobrevivendo da
pesca de espécies como surubim, filhote, pirarucu entre outros. A
resex está localizada na área de influência da BR-163, que liga Cuiabá
(MT) a Santarém (PA).

A criação da unidade de conservação é de grande relevância ambiental,
pois é composta de ecossistemas de várzea, extremamente vulneráveis e
de grande importância para a subsistência das comunidades locais. Área
cobiçada pelos exploradores de madeira e de minérios, vem sendo objeto
de disputa e enfrentamento direto entre as comunidades locais e os
exploradores de madeira.

De acordo com informações do Ibama, os primeiros habitantes do local,
ancestrais dos atuais moradores da área, habitam a região desde 1880.

Primeiro Monumento Natural do Brasil - Iniciativa vai proteger 30,5
mil hectares de paredões e de biodiversidade da caatinga. Situado no
estuário do Rio São Francisco, entre os estados de Alagoas, Bahia e
Sergipe, o primeiro Monumento Natural Federal do Brasil tem como
objetivo proteger a diversidade biológica da caatinga.

A criação da unidade de conservação nasceu como medida compensatória
pela construção da Usina Hidrelétrica de Xingó. A compensação
ambiental está definida em Resolução do Conselho Nacional de Meio
Ambiente (Conama), que determina que o licenciamento de uma obra de
grande porte- como a construção de uma hidrelétrica -, tem de ser
compensada com a implantação de uma unidade de conservação de proteção
integral.

A criação do Monumento Natural do Cânion do Rio São Francisco irá
preservar um dos últimos teritórios de caatinga com bom tamanho e
estado de conservação, além de garantir o estado de conservação e
promover o desenvolvimento sustentável da região. Além da caatinga
muito preservada, a região possui a maior formação de cânions do
Nordeste, com mais de 100 metros de altura.

Dentro de seus limites estarão protegidos sítios arqueológicos muito
importantes, próximos aos povoados de Malhada Grande e Lagoa das
Pedras, em Paulo Afonso (BA).


Pagamento por serviços ambientais

Preservar e conservar os recursos naturais pode, a partir de agora,
render benefícios econômicos e sociais às populações brasileiras. Este
é o principal objetivo da Mensagem Presidencial enviada nesta
sexta-feira (5) ao Congresso Nacional. O substitutivo de autoria do
Executivo Federal institui a Política Nacional de Gestão dos Serviços
Ambientais e cria o Programa Nacional de Pagamento por Serviços
Ambientais. A previsão é de que a matéria entre em votação e seja
aprovada ainda este mês pelo Legislativo, pois conta com apoio das
bancadas ambientalista e ruralista, principais interessadas no
assunto.

Para o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o pagamento por
serviços ambientais é uma solução viável para a recuperação de áreas
degradadas. Segundo ele, com essa nova engenharia, as populações
envolvidas na ilegalidade dos crimes ambientais passam a conhecer uma
outra forma de assegurar seu sustento, sem ter de degradar o ambiente.

A prioridade de pagamento para projetos localizados em áreas sob maior
risco socioambiental está entre as principais diretrizes da nova
política. As outras prioridades são: escolha de projetos que seguem
critérios estabelecidos para a gestão das Áreas Prioritárias para
Conservação, Uso e Repartição de Benefícios da Biodiversidade; e a
promoção de alternativas de geração de trabalho e renda para as
populações rurais e urbanas em situação de vulnerabilidade social.

A criação do Programa Nacional de Pagamentos por Serviços Ambientais
tem como proposta implementar a Política Nacional de Serviços
Ambientais. A finalidade é a de atender os objetivos e diretrizes de
demandas regionais de restabelecimento, recuperação, manutenção e
melhoria dos ecossistemas em todos os biomas brasileiros.

Bolsa Verde - Para melhor gerir o novo programa, estão sendo criados
os subprogramas - Bolsa Verde; Unidades de Conservação; e o Produtor
de Águas. O Bolsa Verde terá como finalidade operacionalizar ações de
pagamento por serviços ambientais aos agricultores familiares,
assentados de reforma agrária e aos povos e comunidades tradicionais.

O subprograma Unidades de Conservação vai gerir ações de pagamento aos
provedores residentes em unidades de conservação e aos proprietários
rurais com Reserva Particular do Patrimônio Natural - RPPN. O
subprograma Produtor de Águas vai garantir incentivos econômicos e
financeiros, como forma de compensação, aos produtores rurais que
contribuam para a proteção e recuperação de mananciais e corpos
hídricos.

De acordo com o texto da nova lei, serão passíveis de pagamento as
seguintes iniciativas: Conservação e recuperação de florestas
degradadas em áreas de preservação permanente, em áreas de reserva
legal do próprio imóvel rural ou da área de domínio público e uso
coletivo e a recuperação de áreas de uso agrícola degradadas, por meio
da conversão ao sistema de manejo agroecológico do solo.

De acordo com a lei, o valor do serviço a ser pago ao provedor dos
recursos naturais será definido para cada projeto pelo Ministério da
Fazenda com base em tabela de valor de referência do serviço
ambiental. O reivindicador de pagamento deverá comprovar ter seu
imóvel ou posse inscrito no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

terça-feira, 19 de maio de 2009

Polistes dominulus


Uma jovem rainha da família das vespas sociais (Polistes dominulus), fundando uma nova colmeia.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Para a preservação da água

Agência FAPESP – A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio) publicaram a cartilha O uso racional da água no comércio, que está disponível para livre consulta na internet.

A publicação traz informações para ajudar no combate ao desperdício da água. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cada pessoa necessita de cerca de 110 litros de água por dia para atender suas necessidades de consumo e higiene, sendo que no Brasil esse consumo quase dobra: 200 litros por pessoa.

O livreto é dividido em categorias como “Dicas de economia”, “Soluções ambientais”, “Caixa d’água”, “Recebimento de esgotos não domésticos”, “Medição individualizada”, “Como calcular o seu consumo” e “Entenda a sua conta de água”.

Um dos pontos destacados pela obra é o fato de que combater o desperdício e dar o destino correto à água deixaram de ser questões econômicas, passando a também ser um diferencial competitivo para as empresas modernas.

Nesse propósito, a cartilha aponta que, para atender empresas que buscam utilizar melhor a água em seus processos, reduzir custos e preservar o meio ambiente, a Sabesp lançou o Programa Sabesp Soluções Ambientais e o Programa de Uso Racional da Água (Pura) para o incentivo ao consumo consciente por meio de ações tecnológicas e mudanças culturais.

Na terça-feira (12/5), a Sabesp e a FAPESP assinaram um acordo de cooperação para desenvolvimento de pesquisas aplicadas no setor de recursos hídricos e saneamento.

A cartilha está disponível em: www.sabesp.com.br
Fonte:
http://www.agencia.fapesp.br/materia/10492/para-a-preservacao-da-agua.htm

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Santa Catarina apóia catastrofes ambientais.

O Governo de Santa Catarina está prestes a sancionar uma lei que vai
autorizar a derrubada de matas nas margens de rios e córregos.

A cada 100 km de rio desaparecerá uma área equivalente a 370 campos de
futebol.

Hoje em dia é obrigatório que se deixe uma faixa de mata com 30m de largura
de cada lado do rio, por todo o seu curso. Essa é a famosa “Mata Ciliar”
que tem a função de proteger os corpos d‘água. Ela é essencial porque
impede a erosão das margens, protege o fundo do rio contra o assoreamento e
ajuda a manter as águas limpas. Além disso, protege os pássaros e outros
animais que usam o rio, ajuda contra o aquecimento global, além de fazer
com que as águas da chuva penetrem melhor no solo.

Com o sancionamento da nova lei a obrigatoriedade da faixa de mata será de
apenas 10 metros ao invés de 30. Ou seja, 20 metros poderão ser derrubados.


FAZENDO AS CONTAS

Considerando os dois lados do rio, a cada 1 km será derrubada uma faixa de
mata de 40.000 m2 (40m x 1000m).

Um campo de futebol dos grandes tem 10.800 m2 (90m x 120m).

Assim, 40.000m2 equivalem a 3,7 campos de futebol.

Com isso, a cada 100 km de curso d’água será derrubada uma área de mata do
tamanho de 370 campos de futebol.

A justificativa para isso é que aumentarão as áreas de plantio.

Isso é fácil de entender, afinal: “O Meio Ambiente não pode impedir o
Desenvolvimento.” e “Quem gosta de mato é coelho.”, não é mesmo?

Parabéns, Santa Catarina!!!


Leia mais 1:
http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=6&i=3768


Leia mais 2:
http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default.jsp?newsID=a2469462.xml&tab=00085&uf=2

DINAMARCA - é uma vergonha!!!







Não há duvida que somos seres desprezíveis.

"Por que é que a União Européia está tão calada?
Onde está o "GreenPeace" que tanto barulho faz em outros Países?
Isto só acontece na incivilizada Dinamarca...
Dinamarca: Que vergonha esta triste cena.

Esta mensagem tem de circular. Não há pior fera que o Homem!

Por incrível que pareça, este "espectáculo" acontece em Dantesque,
Ilhas Faroe (Dinamarca). Um país supostamente civilizado e, ainda
por cima, membro da União Europeia. Para muita gente, este ataque à
vida passa desapercebido, como um costume para "demonstrar" a
passagem à idade adulta. É de uma atrocidade absoluta. Ninguém mexe
uma palha para acabar com esta barbaridade contra os Calderon, um
golfinho inteligente e tranqulo que se aproxima dos homens
demonstrando amizade.
Temos que fazer com que esta atrocidade seja conhecida e que, como é
desejável, acabe de vez.



Recebi por emial hoje.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Primavera Silenciosa , a saga continua

Mais uma vez venho postar um endereço para download desta obra prima, é só entrar nos links divulgados e baixar, o link é da minha conta no 4shared (http://www.4shared.com/)
é só pesquisar que iram achar.
Se não acharem minha conta procure pelo nome do livro , no campo de pesquisa
Porem acabei de postar o site informa que os arquivos iram estar disponível em 48 horas
mas estaram.
Postarei varias outras coisas sempre que puder, outros livros , musicas e outro

Obrigado por visitarem meu blog
Abração
Paz para todos na Terra


http://www.4shared.com/
http://www.4shared.com/
http://www.4shared.com/

domingo, 5 de abril de 2009

Muita água, pouca água

1/4/2009

Agência FAPESP – No encerramento do mês em que se comemorou o Dia Mundial da Água (22/3), a Agência Nacional de Águas (ANA) apresentou a primeira edição do Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil.

A quantidade e a qualidade das águas brasileiras e a situação da gestão desses recursos até 2007 estão detalhadas na publicação, que deverá ser atualizada anualmente.

São apresentados dados e informações sobre precipitação, disponibilidade de águas superficiais e subterrâneas, eventos críticos, saneamento ambiental, irrigação, hidroenergia, navegação, evolução de aspectos legais e institucionais e recursos e aplicação financeira do setor.

O relatório destaca que a produção de energia elétrica instalada no Brasil cresceu pouco mais de 4% entre 2006 e 2007 e que o país conta com 28.834 quilômetros de águas navegáveis, sendo que desses apenas 8,5 mil quilômetros são navegáveis durante todo o ano – dos quais cerca de 5 mil estão na bacia Amazônica.

Estima-se que a área irrigada no Brasil seja de 4,6 milhões de hectares, o que representaria um crescimento de 50% em dez anos, a uma taxa de cerca de 150 mil hectares por ano. O país está em 16º lugar no ranking mundial, detendo pouco mais de 1% da área total irrigada no mundo.

A vazão de retirada para usos que consomem água, em 2006, foi de 1.841m³/s. Comparando esse valor com a estimativa feita para o ano de 2000 (1.592m³/s), identificou-se um acréscimo de 16% na vazão de retirada total no país.

O setor de irrigação é o que conta com a maior parcela de vazão de retirada (cerca de 47% do total). Para o abastecimento urbano são reservados 26% do total, 17% para indústria, 8% para pecuária e apenas 2% para abastecimento rural.

As regiões Amazônica, do Paraguai, do Tocantins-Araguaia e Atlântico Nordeste Ocidental apresentam situações bastante confortáveis quanto a demanda e disponibilidade, com mais de 88% de seus principais rios classificados como “excelente” e “confortável”. Na região do São Francisco, 44% dos principais rios estão na categoria “muito crítica”, “crítica” ou “preocupante”.

Dos 5.564 municípios brasileiros, 788 (14%) tiveram decretada situação de emergência devido à estiagem ou seca em 2007. De todos os municípios, 176 (3%) tiveram decretada situação de emergência devido a enchentes, inundação ou alagamentos.

Para o total de pontos em que foi feito o monitoramento com o Índice de Qualidade da Água (IQA) em 2006, observou-se uma condição ótima em 9% dos pontos, boa em 70%, razoável em 14%, ruim em 5% e péssima em 2%.

Com relação à assimilação de carga orgânica, as principais áreas críticas se localizam nas bacias do Nordeste, rios Tietê e Piracicaba (São Paulo), rio das Velhas e rio Verde Grande (Minas Gerais), rio Iguaçu (Paraná), rio Meia Ponte (Goiás), rio dos Sinos (Rio Grande do Sul) e rio Anhanduí (Mato Grosso do Sul).

O relatório está disponível em: http://conjuntura.ana.gov.br).
Fonte:
http://www.agencia.fapesp.br/materia/10304/noticias/muita-agua-pouca-agua.htm

segunda-feira, 30 de março de 2009

Mudança do Código Florestal

A bancada ruralista fechou ontem um acordo para votar, na Câmara dos
Deputados, o projeto de lei que altera o Código Florestal, em vigor desde
1965. A proposta, em tramitação na Comissão de Meio Ambiente, teria apoio
irrestrito do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), em razão da
ampla votação a ele dada pelos ruralistas na recente disputa pelo comando
da Casa.


O projeto de lei, de autoria do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), contém
pontos altamente polêmicos nos debates com os ambientalistas. Entre os
mais discutíveis, estão a permissão para o plantio de espécies exóticas com
viabilidade comercial em metade das áreas devastadas da Amazônia. Culturas
como dendê e eucalipto seriam uma opção no reflorestamento das
propriedades.


Outro ponto delicado é a soma de de Áreas de Preservação Permanente (APP)
às áreas de reserva legal. Na Amazônia, a lei exige 80% de reserva legal.
Nos Cerrados de Estados da Amazônia Legal, são 35%. Nas demais regiões do
País, a exigência é de 20%. O texto do projeto também prevê a anistia de
passivos ambientais e a blindagem da produção em áreas com declividade
acima de 45 graus, desde que consolidadas há mais de dez anos. Isso
garantiria as lavouras de maçã, arroz, café e outras culturas hoje em
situação irregular.


A votação do novo texto do Código Florestal será um teste para a
apresentação de um projeto de lei mais abrangente. Os ruralistas preparam
uma proposta para o Código Ambiental, um "guarda-chuva" que condensaria
16.450 instrumentos legais em vigor no âmbito federal na área ambiental.
"São leis, portarias, normativos, decretos que ninguém conhece a
totalidade", diz o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária,
deputado Valdir Colatto (PMDB-SC). "Imagine o trabalho que é para quem
aplica e para quem tem que cumprir isso no dia-a-dia". Até meados de
abril, a proposta deve vir a público. "Temos que mexer com a área urbana,
tratar da ocupação do solo e de planos diretores"


A bancada ruralista afirma que o objetivo da nova lei, que deve abrir um
ampla discussão nacional, é "limpar" as legislações e reduzir a "alguns
poucos artigos" um código que serviria para a área rural e também urbana.
"Os detalhes restantes seriam regulamentados por decretos específicos e
portarias ministeriais", diz Colatto. Para ele, o mais importante nessa
discussão sobre as leis ambientais do país é "definir conceitos", como da
reserva legal, passando a imposição da obrigação da propriedade para a
bacia hidrográfica. "No caso das APPs, tudo teria que ser feito com base
em orientação técnica de entidades reconhecidas e respeitadas, como a
Embrapa", afirma o deputado.


O desenho da nova lei dispensa uma importância fundamental à
Embrapa. "Temos que usar os princípios e estudos técnicos realizados pela
Embrapa para definir essas questões", defende Colatto. O Código Ambiental
trataria, em linhas gerais, do crédito ambiental a produtores e
apresentaria espécies de premiações pela preservação do ambiente. Teria,
ainda, conceitos de pagamento por serviços ambientais e mudaria o atual
sistema de fiscalização, passando da imposição de multas pecuniárias para a
"orientação" dos produtores.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Número de municípios que mais desmatam sobe para 43

Lígia Formenti

Subiu para 43 o número de municípios que mais desmatam na Amazônia. A
primeira versão da lista de maiores responsáveis por desmatamentos,
preparada ano passado, era integrada por 36 cidades. O ministro do Meio
Ambiente, Carlos Minc, afirma que o ranking com maior número de integrantes
não é sinônimo de aumento de atividade ilegal na região. De acordo com ele,
a inclusão de novos municípios é fruto de critérios mais rigorosos usados
para preparar a relação. Na nova lista, foram incluídos os municípios de
Marabá (PA), Pacajá (PA), Itupiranga (PA), Mucajaí (RR), Feliz Natal (MT),
Tailândia (PA) e Amarante do Maranhão (MA). Três municípios devem sair da
lista: Alta Floresta (MT), Porto dos Gaúchos (MT) e Nova Maringá (MT). Para
isso, será preciso a comprovação da inscrição no Cadastro Ambiental Rural.

No ano passado, a lista foi formulada a partir de um único critério: eram
incluídas as cidades que, reunidas, eram responsáveis por 50% do
desmatamento na região. Hoje, Minc assinou uma portaria com critérios
definidos para que municípios sejam incluídos na lista e outra com os
requisitos para que cidades passem a ser consideradas com desmatamento
monitorado e sob controle.

Entre os critérios para o município ser excluído da lista estão: o
desmatamento em 2008 menor do que 40 quilômetros quadrados, 80% do
território com imóveis rurais monitorados por meio do Cadastro Ambiental
Rural e uma média de desmatamento em 2007-2008 igual ou inferior a 60% do
que havia sido registrado na média de 2004-2006. De acordo com a nova
portaria, para ser incluído na lista são observadas as seguintes variáveis:
área total de floresta desmatada, área de floresta desmatada nos últimos
três anos, aumento da taxa de desmatamento em pelo menos 3 dos últimos
cinco anos e desmatamento em 2008 igual ou superior a 200 quilômetros
quadrados. (AE)

terça-feira, 24 de março de 2009

Nível do mar e ação do homem ameaçam populações costeiras



Nível do mar e ação do homem ameaçam populações costeiras
Estudo ajudará a combater os efeitos das mudanças climáticas no litoral
Usinas termelétricas terão que compensar emissões de CO2
Piauí ganha primeiro comitê de bacia hidrográfica de afluentes do rio Parnaíba
Notas


Nível do mar e ação do homem ameaçam populações costeiras
Mesmo que não se confirmem, previsões de Macrodiagnóstico exigem intervenção imediata

Estudo do Ministério do Meio Ambiente, lançado na segunda-feira (20) no Rio, pelo ministro Carlos Minc, traz à tona, desta vez com dados concretos, o alerta de que o aumento do nível do mar e a ocupação desordenada já ameaçam as populações e a biodiversidade em várias regiões da costa brasileira.

O cruzamento de informações obtidas pelo estudo, que recebe o nome de Macrodiagnóstico da Zona Costeira e Marinha do Brasil, permitiu aos organizadores obter e analisar dados que poderão ser utilizados em casos de ações imediatas de intervenção, visando o planejamento e ordenamento dos espaços mais vulneráveis, mesmo que previsões não se confirmem.

O documento, elaborado pela Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, mapeia as localidades que apresentam os maiores potenciais de risco natural, social e tecnológico, em graus de vulnerabilidade que vão de muito baixo a muito elevado. Entre os segmentos costeiros da região Norte, por exemplo, são apontados como de elevado risco natural a Foz do Rio Parnaíba, sujeita a inundações. À questão do risco natural, soma-se a densidade populacional o que transforma quase todos os aglomerados urbanos da zona costeira em localidades propensas aos grandes riscos naturais. Entre elas, regiões densamente povoadas como a Grande Salvador, as cidades de Valença, Ilhéus, Porto Seguro, na Bahia.

A erosão costeira é outro risco natural que coloca o litoral capixaba e o norte fluminense entre locais de grande risco. Na região de Macaé, no estado do Rio, elementos naturais de risco somam-se à um acentuado desenvolvimento urbano e à exploração petrolífera. Outra situação de risco em grau elevado é a de Marambaia, também no litoral fluminense, com baixa altitude, situações climáticas e oceanográficas adversas, que podem ocasionar grandes inundações. Em São Paulo, a Baixada Santista também é área de elevado risco natural devido ao alto índice populacional e industrial. Segue na mesma circunstância os núcleos urbanos o litoral sul. São todas elas localidades com alto grau de vulnerabilidade e que necessitam de uma intervenção imediata.

Todas as capitais estaduais litorâneas apresentam grau elevado de risco social devido à ausência de esgotamento sanitário e de coleta de resíduos sólidos. A começar por Macapá (AP) no extremo Norte. À exceção das capitais estão entre as localidades com elevado risco social: Ananindeua (PA), Ubatuba (SP), São Vicente (SP), Joinville (SC) entre outras.

Já o risco tecnológico determina o potencial poluidor de atividades industriais que podem causar eventos danosos à vida, em curto, médio e longo prazos.

Estudo ajudará a combater os efeitos das mudanças climáticas no litoral
O Macrodiagnóstico da Zona Costeira e Marinha é um estudo fundamental para que se tenha uma dimensão da realidade do litoral brasileiro e será muito útil para orientar na implementação de ações de mitigação dos efeitos das mudanças climátias, como o inevitável aumento do nível do mar. A avaliação é do ministro Carlos Minc. Segundo ele, "vamos garantir que o desenvolvimento necessário não justifique a destruição ambiental".

Para Suzana Kahn, secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental (SMCQ), as informações contidas no documento poderão ser utilizadas como instrumentos de gestão do território, reunindo em escala nacional as características físico-naturais e socioeconômicas da costa. "O macrodiagnóstico vai orientar ações de planejamento territorial, conservação, regulamentação e controle dos patrimônios natural e cultural e passa a ser um referencial teórico para diferentes segmentos da sociedade que atuam na zona costeira, além de apoio para elaboração de estudos e pesquisas", explicou .

Destinado a estados e municípios, a universidades e centros de pesquisa, a setores do petróleo e da pesca, entre outros, o macrodiagnóstico traz informações sobre geomorfologia, dinâmica populacional, potencial de risco natural, social e tecnológico. E ainda sobre a Zona Econômica Exclusiva (óleo e gás), e sobre a biodiversidade costeira e marinha.

A publicação contém oito conjuntos completos de cartogramas que abrangem a costa brasileira do Oiapoque ao Chuí. "Cada um destes conjuntos traz um diagnóstico com cruzamento de informações, onde se apontam áreas prioritárias para atuação setorial, áreas suscetíveis a inundações e com potencial de risco natural, informações que poderão ser úteis no processo de adaptação às mudanças o clima", explica o diretor do Deprtamento de Qualidade Ambiental do MMA, Rudolf de Noronha.

Usinas termelétricas terão que compensar emissões de CO2
Os procedimentos para licenciamento de usinas termelétricas serão alterados. O ministro Carlos Minc disse que assinará, em abril, portaria conjunta com o Ibama obrigando esses empreendimentos a compensar as emissões de CO2.

"O Ibama só vai conceder licença de instalação das térmicas de óleo e carvão se o empreendedor fizer abatimento das emissões", disse Minc durante solenidade de lançamento do Macrodiagnóstico da Zona Costeira e Marinha Brasileira, na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Segundo o ministro, a portaria vai definir as formas de compensação a serem adotadas que poderão se dar, por exemplo, a partir do plantio de árvores, de investimentos em energias alternativas como a eólica e a solar, sistemas de captura de carbono na atmosfera, entre outras. "Com a portaria os empreendedores terão que internalizar em seus custos os danos ambientais que provocam", defendeu Minc.

Para ele, hoje o país está muito atrasado em relação ao uso de energias eólica e solar. Ele defende que sejam adotadas medidas para aumentar a competitividade da energia limpa para "torná-la mais acessível e mais barata", como onerar o custo das fontes de energia poluentes.

No dia 15 de abril o ministro pretende apresentar na reunião plenária do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) uma proposta de resolução sobre o tema. Com ela, o conselho poderá estender a estados e municípios a obrigatoriedade de compensação do gás carbônico emitido pelas térmicas.

Piauí ganha primeiro comitê de bacia hidrográfica de afluentes do rio Parnaíba
A instalação do primeiro Comitê de Bacia Hidrográfica do Piauí dos Rios Canindé e Piauí, afluentes do Parnaíba, na sexta-feira, em Teresina, marcou as comemorações do Dia Mundial da Água, celebrado no dia 22 de março. Referindo-se ao tema dedicado à data Água compartilhada - Oportunidades compartilhadas, o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SHRU) do MMA, Vicente Andreu, lembrou que o Brasil tem grandes bacias hidrográficas compartilhadas, como a Bacia Amazônica e a Bacia do Prata.

O secretário Vicente Andreu, que participou da solenidade de instalação na capital piauiense, destacou a importância da gestão compartilhada, lembrando que ela se dá até em nível internacional. O Brasil compartilha com a Argentina, Paraguai e Uruguai da gestão do Aquífero Guarani, a principal reserva de água doce subterrânea da América do Sul. O reservatório natural de água doce é um dos maiores do mundo, com mais de um milhão de cem mil quilômetros quadrados. Na parte brasileira estende-se por oito estados: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

As águas do Aquífero Guarani têm qualidade para consumo doméstico, industrial e irrigação. Mais de 500 cidades são abastecidas, total ou parcialmente, com suas águas. De acordo com o secretário, o principal desafio da gestão compartilhada é a utilização sustentável dos recursos, e que sua utilização consciente só será possível com informação. "O Aquífero Guarani é mais famoso do que conhecido", disse referindo-se ao fato de que ainda faltam dados importantes para viabilizar sua total utilização.

Notas
Mudanças Climáticas - O Plano Nacional sobre Mudanças do Clima é antes de tudo um plano de metas, com ações, projetos e cronogramas que serão cumpridos pelo governo e pelo setor produtivo para que se chegue em 2017 a uma redução expressiva nas emissões de gases estufa. Foi isso que o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, destacou na sexta-feira (20), durante debate no Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele classificou as ações voltadas para o combate ao desmatamento, não só na Amazônia, mas também no cerrado e na caatinga, como prioridades estratégicas para diminuir os efeitos do aquecimento global, reforçando o papel do Fundo Amazônia como fonte de recursos para a implementação das medidas. Minc lembrou, também, que o ministério enviará à Casa Civil sugestão para que o Programa de Aceleração do Crescimento na área da Habitação adote a energia solar térmica em substituição aos chuveiros elétricos nas construções de casas populares previstas. A medida visa reduzir a demanda por energia elétrica, o que significa menos emissões de gases estufa. O debate foi organizado pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. A secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Suzana Kahn, também participou do evento.

Seminário - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participa hoje (23), às 10h, do seminário De Poznan a Copenhagen: desafios para o Brasil no combate às mudanças climáticas, promovido pelo Greenpeace. O encontro será realizado no navio Arctic Sunrise, no Píer Mauá, no Rio de Janeiro. O objetivo do evento é debater a agenda brasileira de combate aos efeitos das mudanças climáticas para 2009 com vistas à Conferência sobre Mudança do Clima no final deste ano, em Copenhagen.

Antártica - O Ministério do Meio Ambiente lança no dia 1º de abril, às 10h, no auditório Guimarães Rosa, térreo do MMA, a publicação Antártica Bem Comum do Homem, que faz parte do Programa Antártico (Proantar) do MMA. Na ocasião haverá o lançamento pelos Correios do Selo Comemorativo ao Ano Polar Internacional.

sábado, 21 de março de 2009

Diga não ao bloqueio de blogs!


Diga não ao bloqueio de blogs!
Vira e mexe quem é da área de educação ambiental e trabalha para alguma instituição pública ou empresa me avisa que não pode promover um trabalho de educomunicação utilizando um blog - simplesmente porque a instituição proibe o acesso a blogs nos computadores internos.
Isso vai contra um dos preceitos da educomunicação, que é o da difusão e democratização dos meios de informação. e preocupa os blogueiros sérios, que utilizam a ferramenta blog como meio de trabalho, de interatividade, ou finalidade educativa.

Segundo o site Informação Virtual, que está encabeçando a campanha Diga Não ao Bloqueio de Blogs, muitos empresários e profissionais de TI justificam a proibição por acreditar que "a função dos blogs é disponibilizar downloads de programas e filmes piratas, que geralmente trazem junto com eles algum vírus ou código malicioso que infecta a rede corporativa". Outros, em "off", informam que simplesmente restringem tudo que distraia o funcionário.

Será que o universo corporativo poderia ser mais flexível, especialmente entre quem trabalha com educação e comunicação? Será que os especialistas já não têm formas de bloquear sites e blogs de conteúdo realmente negativo e prejudicial ao ambiente corporativo? E mais: se a empresa acha que todo esse universo virtual distrai, que tal promover uma mudança de postura dos funcionários, criando palestras, códigos internos de netiqueta, entre outros?

Se você tiver algum relato sobre como a sua empresa encara as ferramentas de interatividade pela internet, deixe seu comentário. E participe da campanha, postando sobre o tema em seu blog, disparando e-mails sobre o tema ou educamente sugerindo ao seu chefe que reveja os seus conceitos...
Boa sorte!

visitem
http://educomverde.blogspot.com/2009/03/diga-nao-ao-bloqueio-de-blogs.html
http://informacaovirtual.com/iv/
http://informacaovirtual.com/iv/internet/campanha-diga-nao-ao-bloqueio-de-blogs

quarta-feira, 18 de março de 2009

Relatório mostra que 42% de matas perdidas em cinco anos no planeta são do Brasil

Da Agência Estado
Em Genebra

O Brasil registrou a maior perda absoluta de floresta no mundo entre
2000 e 2005 e 42% de hectares de mata cortada no planeta nesses anos
ocorreu dentro do território nacional. A conclusão é da Organização
das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), que destaca
que os lucros com a expansão da agricultura e do etanol continuarão a
predominar nos próximos anos sobre a tentativa de frear o desmatamento
e toda a América do Sul continuará a perder sua cobertura florestal.

No mundo, a FAO alerta que a crise internacional deve aumentar a
vulnerabilidade das florestas e secar os financiamentos para projetos
ambientais.

200 km² a menos por dia

Entre 2000 e 2005, 200 quilômetros quadrados de florestas foram
perdidos no mundo a cada dia e o temor é de que os investimentos em
manejo sustentável sejam substituídos por uma exploração ilegal de
madeira.

Segundo a FAO, o Brasil perdeu 3,1 milhões de hectares de florestas
por ano no período. Isso significou uma redução anual de 0,6% na
cobertura florestal. O órgão da ONU informou que o País observou uma
aceleração no desmatamento em comparação ao período entre 1995 e 2000.
Naqueles anos, a perda de floresta foi de 2,6 milhões de hectares por
ano, 0,5% da cobertura.

No mundo, a perda florestal chegou a 7,3 milhões por ano, 200
quilômetros quadrados por dia. Isso representou 0,18% do território
por ano.

O ritmo de desmatamento no Brasil, portanto, foi seis vezes superior à
média mundial e o crescimento das exportações de grande escala de
soja, biocombustíveis e carnes é considerada pela entidade como
"responsável pela grande parte do desmatamento da região". O
levantamento conclui ainda que 75% do desmatamento na América do Sul
ocorreu no Brasil.

Em comparação a outros países, o Brasil lidera amplamente com a maior
área desmatada no planeta, mesmo que seu território ainda esteja
coberto por floresta em 57,2%.

terça-feira, 17 de março de 2009

MMA propõe energia solar para casas do PAC da Habitação

Gerusa Barbosa

O Ministério do Meio Ambiente vai propor à Casa Civil a utilização de energia solar nas casas populares construídas pelo PAC da Habitação em substituição ao chuveiro elétrico. A idéia foi lançada durante oficina de trabalho, promovida pelo MMA no último dia 10, com o objetivo de discutir a elaboração do programa do governo para desenvolvimento e disseminação de ações na área de aquecimento solar de água. A primeira versão do plano deverá ser encaminhada ao Planalto até o final da próxima semana.

Participaram do encontro técnicos da Secretaria de Mudanças Climáticas/MMA, do Ministério do Minas e Energia (parceiro da iniciativa) e de outros setores do governo e agentes internacionais. Com apoio do Ministério Alemão de Meio Ambiente, Proteção Ambiental e Segurança Nuclear, por meio da Cooperação Técnica Alemã (GTZ), a oficina teve como finalidade compartilhar as experiências dos diversos agentes que atuam na área, de modo a incrementar a utilização do aquecedor solar no mercado nacional de maneira ampla e eficiente, reduzindo seus custos de instalação.

A viabilização de um programa de incentivo da energia solar térmica poderá auxiliar na implementação do Plano Nacional sobre Mudança do Clima, que prevê o uso de aquecimento solar de água para mitigação dos efeitos climáticos. A energia solar é superior a qualquer outra forma de captação de energia convencional por tratar-se de uma fonte totalmente natural, ecológica, gratuita, inesgotável e que não agride o meio ambiente.

O chuveiro é responsável por um terço da energia elétrica consumida em uma residência, por isso é considerado o grande vilão do uso eficiente de energia. O aquecimento de água para banho é responsável por 5% do consumo de energia elétrica no País. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro- Oeste, sua participação é de respectivamente 24%, 26% e 26% do total da energia gerada. Já no Norte e Nordeste, esses percentuais são bem mais baixos, da ordem de 2% e 14%, respectivamente. Esse fato é responsável por aproximadamente 18% do pico de demanda do sistema elétrico nacional.

Os chuveiros elétricos são grandes consumidores de energia e, apesar de eficientes do ponto de vista de conversão de energia elétrica em térmica, seu uso não é considerado eficiente sob o ponto de vista da utilização da eletricidade. Assim, um sistema misto elétrico-solar torna possível obter até 80% da energia renovável e usar apenas 20% de energia elétrica.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Nova tecnologia elimina poluentes dos motores diesel

Redação do Site Inovação Tecnológica
06/03/2009

Protótipo da unidade de purificação eletroquímica dos gases de escapamento,
instalado em um motor diesel de 0,5 l.[Imagem: Risø National Laboratory for
Sustainable Energy]

Na teoria, os motores a diesel podem se tornar muito mais econômicos e
ambientalmente corretos do que os motores a gasolina, graças ao seu
princípio de funcionamento.

Mas isso é só na teoria, e virtualmente todos os motores diesel que equipam

os caminhões atuais causam sérios problemas de poluição, inclusive com a
emissão de nanopartículas danosas ao sistema respiratório humano,
hidrocarbonetos não queimados e óxidos de nitrogênio (NOx).

Purificação eletroquímica dos gases de escapamento

Agora, engenheiros da Universidade Riso, na Dinamarca, desenvolveram um
novo
sistema de purificação para os gases exauridos pelo escapamento dos motores

a diesel que é mais eficiente e mais barato do que os atuais filtros para
retenção de particulados e tecnologias deNOx - que capturam os óxidos de
nitrogênio.

A técnica, chamada purificação eletroquímica dos gases de escapamento, tem
várias vantagens sobre os atuais filtros e catalisadores, tornando-a
atrativa para uso a curto prazo pela indústria automotiva.

A purificação das partículas de carbono, dos óxidos de nitrogênio tóxicos e

dos hidrocarbonetos não queimados acontece integralmente dentro de uma
única
unidade filtrante.

Diesel sem aditivos

As soluções atualmente disponíveis exigem a instalação de um filtro para
retenção dos particulados e de um catalisador SCR (Selective Catalytic
Reduction) ou de de um absorvedor de NOX ou, ainda, de um recirculador dos
gases exauridos. A adoção dessas tecnologias exige alterações
significativas
no projeto dos veículos, além de impor aumentos de custos significativos.

Outra vantagem da utilização da purificação eletroquímica é que ela
dispensa
a adição de substâncias ao diesel. O filtro também dispensa os metais
preciosos, como a platina, normalmente utilizados nos catalisadores.

A purificação eletroquímica dos gases de escapamento opera de forma
independente da operação do motor, podendo também ser utilizada em motores
estacionários, como os utilizados em geradores elétricos.

Os pesquisadores esperam que sua nova tecnologia esteja pronta para
utilização comercial nos próximos 4 anos.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Cobertura sobre mudanças climáticas diminui, mas se qualifica

02/03/09
fonte GIFE

Pesquisa realizada pela Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi) constatou que o número de reportagens sobre mudanças climáticas publicadas na imprensa no ano passado foi menor do que nos últimos anos. No entanto, uma análise acurada sobre o material mostrou que o conteúdo editorial melhorou.

De acordo com o levantamento, as reportagens sobre a alteração do clima publicadas no primeiro semestre de 2008 caíram, em relação ao mesmo período de 2005 a 2007. Entre julho de 2005 e junho de 2007, foi publicada uma matéria sobre o tema a cada quatro dias. Já nos seis primeiros meses do ano passado, a média foi uma notícia a cada sete dias.

“Os resultados apresentados no estudo indicam que o agendamento das mudanças climáticas ainda não pode ser considerado uma prioridade pela imprensa brasileira de forma geral. Após um período de pico, entre o último semestre de 2006 e início de 2007, proporcionado pelo lançamento de pesquisas importantes sobre o impacto deste fenômeno, a cobertura assumiu uma tendência decrescente”, explica o documento.

Uma das razões apontadas pela Agência para a diminuição da discussão é o fato da cobertura ainda ser, em grande medida, pautada pela agenda internacional. E no primeiro semestre de 2008, poucos foram os destaques internacionais da agenda climática.

“A calmaria do cenário externo teve um desdobramento positivo: no período analisado, a produção editorial se caracterizou por uma valorização da esfera interna. O foco central dos textos, por exemplo, passou a se concentrar no governo brasileiro, e não mais nos governos estrangeiros”, aponta o texto do levantamento.

As mudanças climáticas estiveram mais presentes nas páginas dos veículos de abrangência nacional (Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e Correio Braziliense) e econômicos (Valor e Gazeta Mercantil). É possível constatar pelas conclusões do estudo que eles foram responsáveis por quase metade (48%) da cobertura. No primeiro estudo, respondiam por 37% do total de textos.

A análise aponta que, embora o volume de textos tenha sido menor, em relação ao período anterior, é possível identificar alguns avanços na qualidade do material publicado. “Houve aumento significativo na quantidade de textos que mencionaram questões relacionadas ao desenvolvimento e que apresentaram causas ou soluções para o fenômeno”.

Outro ponto importante diagnosticado pela nova análise é a mudança no enquadramento do tema. Se em 2005/2007, a grande preocupação era com as conseqüências do fenômeno, os dados do primeiro semestre de 2008 indicam uma valorização das estratégias de enfrentamento.

“Essa mudança no tipo de abordagem pode ser um reflexo dos debates registrados no nível internacional. Os governos e especialistas têm avançado, ainda que lentamente, na formulação de potenciais soluções, como metas de redução de emissões de carbono e utilização de energias renováveis”, explica o secretário-executivo da ANDI, Veet Vivarta.

Segundo o secretário-executivo, entre as limitações verificadas na pesquisa, encontra-se, novamente, a ausência de uma discussão mais aprofundada sobre políticas públicas. “Essa é uma falha que deve ser trabalhada pelas redações. Cabe à imprensa, como ocorre em relação a outros setores, cobrar um posicionamento mais efetivo dos poderes públicos diante da agenda climática”.

O principal desafio para o aprimoramento da cobertura, tal como mostra o estudo, é a necessidade de que a temática deixe as páginas especializadas e assuma um caráter transversal. “É fundamental que o fenômeno não seja concebido apenas como uma questão de interesse ambiental, e sim, como um problema que atinge as mais diversas áreas, como a política e a economia”, conclui Vivarta.

link da pesquisa http://www.mudancasclimaticas.andi.org.br/node/945

novos números do desmatamento na Amazônia

Com relação ao concurso do ministério, Minc disse que o edital já está
sendo preparado e destinará 550 vagas para o Ibama e 450 para o Instituto
Chico Mendes. "Este pessoal vai trabalhar para a logística e ações de
inteligência. Vamos acabar com essa história de fazenda com grandes áreas e
pouca fiscalização", disse.

O ministério também prevê a contratação de quatro aeronaves para
monitoramento da região amazônica. Os aviões de pequeno porte servirão para
confirmar as informações captadas por satélite.

Sobre o relatório do Inpe divulgado nesta manhã, que apontou uma queda de
mais de 70,2% com relação ao mesmo período do ano passado, Minc disse "é
uma queda muito expressiva, mas insuficiente. Queremos o desmatamento
ilegal zero".

Entre novembro de 2008 e janeiro de 2009, a Amazônia perdeu 754,3 km² de
florestas, o equivalente à metade do município de São Paulo. Na comparação
com o mesmo trimestre (novembro-janeiro) do período anterior (2007/2008),
quando o Inpe registrou 2.527 km² de desmatamento, houve queda de 70,2%. No
entanto, esse período havia sido atípico, o que levou inclusive ao
desencadeamento da Operação Arco de Fogo, da Polícia Federal e do Instituto
Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Além
disso, os números não são precisos, pois a cada mês varia a cobertura de
nuvens sobre a região.

O ministro citou algumas ações que devem ser adotadas para manter a queda.
"Ainda neste mês de março, vamos fazer um acordo com o setor da pecuária
para moratória da carne ilegal e também com os bancos privados por meio da
Febraban (Federação Brasileira de Bancos) para que só financiem projetos
sustentáveis".

terça-feira, 3 de março de 2009

Governo estuda ampliar crédito para tratamento do lixo

02/03/2009

Suelene Gusmão
Os ministérios do Meio Ambiente e das Cidades, a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) estão estudando a abertura de novas linhas de crédito para a gestão de resíduos sólidos pelos consórciios intermunicipais. O anúncio foi feito na última sexta-feira (27) pelo secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Vicente Andreu, do Ministério do Meio Ambiente, durante reunião com seis prefeitos da região metropolitana de Campinas (SP). Vicente Andreu propôs a implantação pelos municípios do Plano de Gestão Integrada de Manejo de Resíduos Sólidos. "Com o plano, podemos definir melhor as soluções a serem utilizadas", destacou.

Os seis municípios, Nova Odessa, Americana, Santa Bárbara d'Oeste, Sumaré, Hortolândia e Monte Mor, são integrantes do Consórcio Intermunicipal de Manejo de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Campinas. Vicente Andreu informou que o MMA já está investindo entre R$ 350 mil e R$ 400 mil na realização de arranjos regionais para indicar soluções para o meio ambiente, como o consórcio regional do lixo. Ele ressaltou que a construção de aterros sanitários controlados ainda é a melhor solução para a redução dos impactos ambientais na realidade brasileira. Além disso, a gestão em parceria diminui consideravelmente os custos, que são rateados entre os participantes do consórcio, cabendo ao governo entrar com parte dos recursos pela suas linhas de crédito.

Uma das estratégias que tem merecido especial atenção do governo federal na gestão dos resíduos sólidos é o incentivo às cooperativas de catadores e recicladores. Eles são fundamentais no processo de diminuição da quantidade de resíduos sólidos efetivamente destinados a aterros ou usinas.