segunda-feira, 16 de maio de 2011

Essa madeira é feita de plástico



Isso mesmo: Essas caixas aí na foto não são de madeira. São produzidas com plástico sujo, sem valor comercial, que iria se tornar lixo não fosse por uma parceria da cidade de Estância Velha, no Rio Grande Do Sul.
A parceria firmada pela prefeitura, com a Braskem e a Suzuki Recicladora visa reciclar as duas toneladas de plástico sujo que são descartadas diariamente na cidade.
A tábua ecológica será utilizada na construção e reforma dos pontos de ônibus da cidade e, como mostra a imagem, também nas floreiras e lixeiras dos pontos.
O plástico nessa forma pode durar até 400 anos.  No centro da cidade já existem dois protótipos.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

CARTA ABERTA À SOCIEDADE EM DEFESA DA RECUPERAÇÃO DA QUALIDADE SOCIOAMBIENTAL

DA BACIA HIDROGRÁFICA DO ALTO TIETÊ CABECEIRAS 

“Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que, nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida e com as futuras gerações.”
 


PREÂMBULO DA CARTA DA TERRA
 

Nós, VOLUNTÁRIOS DO PROTOCOLO EM DEFESA DA RECUPERAÇÃO DA QUALIDADE SOCIOAMBIENTAL DA BACIA HIDROGRÁFICA DO ALTO TIETÊ CABECEIRAS, reforçamos, enquanto habitantes da Terra, nosso compromisso com toda a vida do Planeta.
 

Nestes tempos em que ouvimos a todo o momento a palavra meio ambiente e sustentabilidade na mídia. Em que cientificamente já comprovamos a relação do surgimento e/ou o aumento de diversas doenças associadas ao desequilíbrio ambiental. Em que desgraças “naturais” ocorrem e matam tantos seres, humanos e não humanos. Em que a escassez da água potável é anunciada em alto e bom som... Também deveríamos avaliar o empenho da sociedade e do Poder Público em prol da resolução destes conflitos.
 

É tempo de assumir responsabilidades e incorporar nossos sonhos de um mundo melhor, mais justo, mais agradável de viver, para nós humanos e para todos os outros seres que compartilham conosco esta Casa que chamamos de Planeta Terra. Chegamos ao limite de nossa arrogância, ignorância, dominação e acomodação, o qual nos impõe hoje, e não amanhã, a responsabilidade de rever, transformar, reinventar nosso modo de viver. E por acreditar que, apesar da crítica situação em que nos encontramos, ainda somos capazes de sonhar, sentir e amar é que buscamos o apoio e o envolvimento de diferentes grupos formadores da sociedade para fortalecer nossa luta pela qualidade Socioambiental da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê Cabeceiras.
 

Nossa bacia possui uma beleza particular, única. E por suas características, possui também um importante papel na conservação ambiental da região. Grande parte do seu território encontra-se em áreas de proteção de mananciais, seus municípios possuem importantes fragmentos de Mata Atlântica e fazem parte da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo. É importante lembrar que fazemos parte, também, da Região Metropolitana de São Paulo, e por isso temos presentes os conflitos decorrentes dessa grande aglomeração de pessoas, o que resulta em maior demanda por recursos naturais.
 

Esse contexto exige administrações públicas competentes, justas, com foco na sustentabilidade, para compatibilizar os interesses sociais e econômicos e a conservação das características naturais locais, importantes para a qualidade de vida dos cidadãos. Torna-se necessária também uma sociedade civil participativa, sensibilizada e fiscalizadora, que também chame para si a responsabilidade pela sustentabilidade.
 


Durante a construção do Protocolo em Defesa da Qualidade Socioambiental da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê Cabeceiras foi possível diagnosticar a fragilidade ambiental e social em que se encontra nossa região. Diagnosticaram-se, inclusive em saídas a campo, os mais diversos problemas: abastecimento de água precário nas áreas mais afastadas, falta de esgotamento sanitário, disposição inadequada de resíduos sólidos, loteamentos irregulares, construções em áreas de proteção (APR, APA, APP), desmatamento de florestas, deficiência na fiscalização ambiental, falta de recursos humanos e financeiros em departamentos públicos (o que retarda o andamento de diversos processos). Problemas esses que afligem e distanciam o bem-estar e a qualidade de vida da população local, já dramaticamente desinformada e descrente do poder público.
 
O Protocolo é um instrumento político com bases técnicas e populares, construído de forma participativa e democrática. Possui, além do panorama atual, uma série de ações a serem colocadas em prática, divididas em cada eixo temático com metas de curto, médio e longo prazo. Pode ser uma ótima ferramenta para a gestão pública, desde que seja realmente efetivado e não visto apenas como mais um documento, engavetado e esquecido. Muitas destas propostas/ações dependem apenas de vontade política, assim como a nossa qualidade de vida de cada dia também depende de tomadas de decisão.
 

É neste contexto que devemos perceber nosso potencial enquanto cidadãos e cidadãs. Somos indivíduos capazes de transformar realidades. Fomos capazes de trazer estes problemas para o nosso dia a dia, mas também somos capazes de minimizá-los ou eliminá-los. Nesta carta aberta à sociedade tornamos público nosso desejo de que todos os gestores públicos dos municípios do Alto Tietê considerem o Protocolo como um instrumento de apoio à gestão e que reconheçam a legitimidade da construção participativa deste instrumento.
 

Chamamos todos os que sonham e que amam a vida para somar forças ao nosso grupo de voluntários, e para que, cada um dentro das suas possibilidades, também se responsabilize pelas metas elencadas naquele documento. Afinal, o Protocolo dever ser um compromisso de todos. O meio ambiente começa no meio da gente. Deixar sentir o que diz a nossa essência é deixar surgir um ser sustentável que se preocupa e exige mudanças reais, pois em cada um de nós existem sementes de amor, solidariedade e justiça. Basta semeá-las para que brotem.
 


Leila Maria Vendrametto
Instituto 5 Elementos - Educação para a Sustentabilidade
11 3871 1944

Para um trânsito mais sustentável

Volta e meia a gente sempre fala sobre o futuro elétrico dos carros. Não dá pra ficar só pensando no futuro, não é mesmo? Quais são os melhores hábitos para ser sustentável quando você estiver dentro da sua caranga?
Essa foi a pergunta que a revista Super Interessante se fez. Como resultado, algumas dicas foram feitas.
  1. Dê carona. Todo mundo sabe que levar amigos para o mesmo lado que você vai, faz com que se tenha pelo menos um carro a menos nas ruas.
  2. Faça revisões, inclusive dos pneus. Carro que tem troca de óleo em dia e pneus bem calibrados, garantem uma boa vida útil do carro.
  3. Tome cuidado com o ar condicionado. Ele pode fazer o consumo de combustível ficar 20% maior.
  4. Não force o motor. Quanto mais estável você ficar na estrada, menos ele gasta. Saltar de velocidades rápidas (de 90 km/h para 120 km/h, por exemplo) oide fazer o gasto subir para 30%.
E você, leitor, tem alguma dica que usa para fazer o trânsito ficar mais tranquilo? Use os comentários para nos falar o que você faz.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Em dia com meu publico

Pessoal gostaria de agradecer a visita de todos 
e me retratar, como percebido tenho demorado para fazer novos posts.
Hoje eu fiz um, e a explicação para a demora é a seguinte, este ano estou iniciando uma nova
faze na minha carreira profissional, estou indo dar aulas na Fundação Casa Tanabi 
E eston preparando uma oficina de Educação Ambiental para os adolescentes de la
mas logo estarei mais disponivel por aqui, ate breve e obrigado.
Paz para todos





Menos de 1% das multas do Ibama são pagas, informa relatório do órgão

Relatório do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) assinala que apenas 0,75% do total de multas aplicadas pelo órgão são pagas pelos infratores. O documento, acessado pelo grupo Estado, aponta que o número de multas do instituto vem caindo desde 2005.

O relatório produzido este ano traz os números de autuações de 2005 a 2010. Em 2005, foram aplicadas 32.577 multas enquanto que no ano passado este dado caiu 42%, chegando a 18.686 de infrações ambientais.
As infrações, que são neste caso em grande parte relacionadas a queimadas, desmatamentos e venda de madeira ilegal, apesar dos números alarmantes, pelo menos tiveram um maior valor de pagamento do que em 2010, quando atingiram apenas 0,2% do total. Só o Pará, maior recordista de autuações, e o Mato Grosso somam cerca de R$ 1, 400 bilhão de todo o montante de multas.
Segundo o Ibama, “O processo administrativo de apuração de infração ambiental não tem o poder de, per si, garantir o pagamento de multa” e que a tramitação dos processos de apuração são um grande problema para a efetiva cobrança das autuações.
Depois de aplicada a multa, os devedores são inscritos no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e a inscrição desses débitos vão para Dívida Ativa da União, para execução fiscal da Advocacia-Geral da União. Antes disso, o processo ainda passa por duas instâncias de julgamento.
Outro problema de acordo com o órgão são as autuações em relação ao desmatamento, já que estas multas são mais caras, e por isso tornam-se frequentemente contestadas.
Mudança estratégica
Em sua defesa, o Ibama relatou que houve uma mudança de estratégia entre 2005 e 2010, por isso o número de multas diminuiu.”O Ibama deixou a rotina de fiscalizar cada localidade para concentrar energia no combate a grandes desmatadores e a ilícitos ambientais de maior abrangência identificados por meio do cruzamento de imagens de satélite com informações sobre as frentes de desmatamento na Amazônia e demais biomas.”, informou a autarquia em nota.
Para a pesquisadora do Imazon ( Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia), Brenda Brito, a nova forma de fiscalização é boa porque dá um enfoque maior aos grandes infratores, porém ela discorda da forma com que o instituto lida com os problemas ambientais. “Emitir multa é importante, mas não deve ser a principal estratégia de combate aos crimes ambientais. É preciso investir mais em prevenção do desmatamento e em medidas como embargo das áreas onde ocorreram as infrações e sanções de crédito aos desmatadores”, afirma.
Outro embate que dificulta a fiscalização do órgão é o alto grau que algumas empresas de informalidade que algumas empresas adotam para frear as autuações. “Em estados como o Pará, é comum empresas serem abertas por “laranjas”. Uma vez multadas, essas pessoas jurídicas não possuem bens nem recursos, então a multa nunca chega a ser paga”, afirmou Ubiratan Cazetta, procurador do Ministério Público Federal (MPF) do Pará.
Mercado contra o desmate
Para o procurador do Pará, uma solução eficaz contra os crimes ambientais seria o aumento da participação do mercado na questão, como ocorreu no próprio Pará com os pecuaristas em 2009.
Um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) foi assinado entre supermercados, frigoríficos e pecuaristas à época, quando a atividade pecuária foi apontada como a principal causa do desmatamento na região. Os mercados começaram a comprar gado apenas dos pecuaristas cadastrados no CAR ( Cadastro Ambiental Rural), o que motivou um boom no cadastramento de propriedades rurais, de dez áreas para 52 mil propriedades regularizadas.

Via EcoD

quinta-feira, 10 de março de 2011

Sagan: A Fronteira estava em toda parte

Trecho da narração de Carl Sagan para Cosmos, renovada com uma série de cenas de tirar o fôlego.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Brasil se torna membro de painel da ONU

A ministra do meio ambiente, Izabella Teixeira (foto), aceitou o convite de Ban Ki-moon (secretário-geral da ONU) para compor o Painel de Alto Nível sobre Sustentabilidade Global.
O Brasil não foi o único novo membro, pois Barbados também passou a integrar o painel. A próxima reunião do colegiado, que será a primeira com os novos membros, está marcada para os dias 24 e 25 na Cidade do Cabo (África do Sul).
O painel foi criado em agosto de 2010 e é focado na discussão de oportunidades e desafios do desenvolvimento sustentável. Personalidades do eco-desenvolvimento se encontram lá para discutir novas ideias para nosso planeta.
O objetivo principal é discutir uma economia “verde”, com baixas emissões de carbono e capaz de erradicar a pobreza no mundo.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

É possível comprar com consciência. Veja dicas

Um dos principais hábitos modernos do ser humano, o consumo, bate de frente com os hábitos mais novos baseados na sustentabilidade. Mas tem como equilibrar as duas coisas. A gente explica.

É claro que não estamos falando do consumismo doentio que, infelizmente, muitas pessoas fazem. Mas o ato de comprar coisas novas não precisa ser considerado uma traição ao meio ambiente, ideias simples sobre como escolher os novos itens e boas decisões sobre o que fazer com os itens antigos são a chave para o consumo equilibrado.
Você pode comprar móveis novos, por exemplo, que tenham o selo que garante o uso de madeira reflorestada. Dessa forma terá um móvel do seu gosto e contribuirá com uma empresa que renova nossas reservas florestais. O móvel antigo você pode vender em sites, ou ainda clicar aqui e se informar sobre doações para o exército da salvação. Só não pense em descartar móveis em qualquer lugar, lembre-se que um sofá velho é muito melhor do que dormir no chão, para quem não tem opção.
Quanto aos aparelhos que consomem energia elétrica, sempre é melhor escolher os que fazem mais usando menos. Com isso, além de ajudar o planeta você vai ter uma boa economia na conta no fim do mês. E a regra quanto ao descarte também vale, quase sempre é possível vender o aparelho antigo e quando o valor de mercado for baixo demais, doar ou enviar para reciclagem de eletrônicos é a melhor solução.
Existem também as pilhas e baterias. Nesse caso as melhores são as alcalinas, que não levam metais pesado em sua fórmula, e acima de tudo prefira as recarregáveis. E para o descarte procure sempre uma loja que faça a coleta (o fabricante deve passar a localização via SAC) – geralmente hipermercados e bancos tem recipientes para isso.
Essas precauções na hora de comprar (e descartar) produtos ajudam o ambiente e você não precisa parar de comprar, o que é preciso é consciência. Nós também damos uma dica por dia via twitter (já está seguindo @eco4planet?)
E então, você tem alguma outra dica?

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

As belezas de Foz do Iguaçu em 360 graus

Um dos locais mais lindos do mundo. São várias fotos HD e em 360 graus tiradas de vários ângulos.

Entre no link abaixo
http://www.airpano.ru/files/brasil/iguasu/iguasu_eng.html

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Brasileiro cria plástico a partir de bactérias da Amazônia

Aldo Procópio é um pesquisador de Ciências Médicas da USP, mas está no estado do Amazonas há dois anos. Lá ele estuda uma nova forma de criar plástico sem depender do petróleo. 
Essa forma tem nome: Biopolímero. Enquanto o plástico a base de petróleo, grande vilão do meio ambiente, demora cerca de 400 anos pra se degradar, o Biopolímero desaparece em 6 meses.
O material é feito com o isolamento de bactérias coletadas nos rios da Amazônia. O pesquisador diz que no período da seca e baixa dos rios, os nutrientes ficam escassos, e por conta disso aparecem vários microorganismos com potencial para estocar fonte de carbono em seu interior e, dessa forma, fornecer o biopolímero.
Segundo os pesquisadores, o novo plástico não deve ficar só nas sacolas: Produtos como remédios, fio de sutura, pinos de sustentação de ossos (usados em cirurgias ortopédicas), cápsulas que envolvem medicamentos e embalagens de descarte rápido também devem ganhar “atualização” para o biopolímero.
A pesquisa faz parte do Programa de Desenvolvimento Regional (DCR) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado Do Amazonas (Fapeam).

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Despoluindo água com casca de banana

A pesquisa da doutorando em química Milena Boniolo levantou dados mostrando que, só na Grande São Paulo, os restaurantes jogam cerca de 4 toneladas de cascas no lixo, por semana. A partir disso ela procurou algo que poderia ser feito com essas cascas e viu a possibilidade delas serem utilizadas para despoluir a água que contenha metais pesados.
Como? Simples: Aprendemos que, ao menos na química, os opostos se atraem e a casca possui moléculas carregadas negativamente, já os metais pesados tem carga positiva. Então, quando a casca é colocada na água os metais são atraídos pra junto dela.
Pra isso acontecer a casca precisa passar por um processo preparador: Em uma assadeira, as cascas ficam expostas ao sol por, mais ou menos, uma semana. Depois são trituradas e, aí sim, essa “farofa” é jogada na água.
A pesquisadora diz que são necessárias 5 mg da tal “farofa” pra despoluir 100 ml de água. O processo deve ser repetido algumas vezes para chegar ao nível mais alto de limpeza.
Essa pesquisa está procurando patrocínio para ser produzida em grande escala.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Mudança climática faz cadáveres serem descobertos em montanhas

Imagine que você é alpinista e enquanto sobe uma montanha encontra um homem sentado num banco de avião, com o cinto de segurança afivelado e ar de quem está dormindo. O que faria? Pegaria o sujeito e levaria até a base da montanha, é claro.
Isso aconteceu, e o homem sentado era Rafael Benjamín Pabón, piloto de avião que colidiu com a Huayana Potosí (uma montanha na Bolívia com mais de 6 quilômetros de altura).
O acidente aconteceu em 1990, quando ele tinha 27 anos e desde então seu corpo estava ali, congelado. Agora que foi encontrado, sua mãe poderá enterrar o corpo do filho.

Esse fato não é isolado: a foto aí em cima é de uma das três crianças incas que foram encontradas nas montanhas da Argentina. E ainda existem casos de soldados na Europa, entre outros até mais antigos num ótimo estado de preservação.
Os corpos, que foram “mumificados” pela neve e frio extremo, começam a aparecer na superfície por conta do processo de aquecimento que o planeta está passando. Pois é, encontrar os corpos para um enterro digno parece bom, mas a razão disto estar ocorrendo não é nada agradável.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Gelo do Ártico perdeu área maior que Estado de SP em 2010, revela estudo

A camada de gelo que cobre o Pólo Norte, no Ártico, nunca foi tão pequena para o mês de dezembro desde que as medições começaram em 1979, segundo estudo do Centro Nacional de Gelo e Neve (NSIDC, na sigla em inglês), a agência do governo norte-americano que monitora a região.
Em dezembro de 2010, a superfície média de gelo no Pólo Norte foi de 12 milhões de quilômetros quadrados – 270 mil quilômetros quadrados a menos do que o recorde de menor área anterior, registrado em 2006. É o equivalente a perder uma área de gelo maior do que a do Estado de São Paulo.

O derretimento do gelo coincide com temperaturas altas consideradas anormais nos últimos anos. Embora a onda de frio deste inverno tenha sido intensa na Europa, o resto do Hemisfério Norte viu um calor extraordinário. As temperaturas do ar na Sibéria estavam de 6 a 10 graus Celsius acima do normal em dezembro. No Ártico canadense e na Baía de Hudson, as temperaturas também estavam 6 graus acima do normal. No Alasca e na Escandinávia, as temperaturas de dezembro ficaram entre 7 e 13 graus acima da média.
O ano de 2010 foi um dos mais quentes já medidos pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) desde 1850 (quando o monitoramento da agência da ONU teve início), e um dos três mais efervescentes registrados pela Nasa (Agência Espacial Americana) nos últimos 131 anos. Os termômetros de nove países chegaram a registrar entre 47ºC e 54ºC. [Blog do Planeta/EcoD]

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

É um pôr-do-sol marciano

É um pôr-do-sol marciano, capturado pelas lentes de nossa valente sonda robótica Opportunity.
Enquanto na Terra o céu é azul e o Sol ao fim do dia toma tons avermelhados, em Marte ocorre exatamente o oposto. O Sol é, claro, o mesmo, o que muda é a atmosfera, que no planeta azul absorve e então irradia tons azulados, e no planeta vermelho… tons avermelhados. Ao vermos o Sol próximo do horizonte, os raios de luz passam por um caminho mais longo através da atmosfera e esse efeito se intensifica. Seu tom aparente será o do espectro de cores complementares àquelas absorvidas pelo próprio céu: vermelho na Terra, azul em Marte.
Motivo pelo qual Luke Skywalker vendo dois sóis se ponto em Tatooine pode parecer muito bacana, mas uma pequena sonda robótica bem real e mais próxima de R2D2 já assiste a um Sol poente ainda mais interessante.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Desmatamento na Amazônia cai e atinge a menor taxa da história

Desmatamento na Amazônia cai e atinge a menor taxa da história
Ambiente. Número que será anunciado hoje pelo presidente Lula ficará próximo de 6 mil m2 - equivalente a 4 vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Governo esperava redução ainda maior neste ano, mas isso não ocorreu por causa do desmate em áreas pequenas
01 de dezembro de 2010 | 0h 00

Marta Salomon - O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA
A taxa oficial de desmatamento da Amazônia em 2010 será a menor da história, mas o ritmo de queda caiu em relação ao ano anterior, contrariando expectativa do governo e projeções do sistema de alerta. O número a ser anunciado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo apurou o Estado, ficará próximo de 6 mil quilômetros quadrados. A devastação medida equivale a quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo.
Entretanto, a cúpula do governo federal apostava que a taxa oficial deste ano seria ainda menor, ficando próxima de 5 mil quilômetros quadrados.

Essa expectativa mais otimista do Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) era baseada em uma projeção do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Esse sistema apontou queda de 48% na ação das motosserras no período de coleta da taxa oficial, que foi de agosto de 2009 a julho de 2010, comparado ao período anterior equivalente.
A expectativa do governo foi frustrada por causa do agravamento de um fenômeno que os satélites do Inpe já vinham captando nos últimos anos, mesmo que em escala menor. O desmatamento na Amazônia mudou de padrão e se concentra cada vez mais em pequenas áreas - menores de 50 hectares ou 500 metros quadrados -, que não são alcançadas pelos satélites mais rápidos e menos precisos.
Essa nova lógica de destruição florestal teria por objetivo justamente escapar dos satélites do sistema de alerta ao desmatamento, que aciona a ação de fiscais. Em outras palavras, o objetivo do novo padrão de abate é driblar a fiscalização.
Apesar da expectativa frustrada em relação ao tamanho da queda do desmatamento em 2010, de cerca de 20% em relação ao ano anterior, a taxa deste ano ainda assim será a menor dos 23 anos da série histórica, desde que o Inpe passou a monitorar a ação das motosserras na Amazônia.
Em 2009, o governo já havia registrado um recorde, após obter uma redução de 42% do desmatamento. Em 2010, será o segundo recorde consecutivo.
O número representa também a retomada de uma tendência iniciada em 2004, de redução no ritmo da devastação da Amazônia, interrompida em 2008, em meio às pressões que levaram ao pedido de demissão da então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
Metas climáticas. Com o desmatamento próximo de 6 mil quilômetros quadrados, o governo se aproxima das metas de combate ao aquecimento global definidas no final do ano passado. Na ocasião, o governo se comprometeu a reduzir em 80% o ritmo das motosserras previsto para 2020, na Amazônia. Até lá, o desmatamento deverá ficar próximo de 4 mil quilômetros quadrados por ano.
A queda no ritmo de abate da floresta amazônica ainda é o principal trunfo no corte das emissões de gases de efeito estufa, e o resultado a ser anunciado hoje por Lula será motivo de ostentação na Conferência do Clima de Cancún, no México.
Os números registrados pelos satélites do Inpe mostram que o maior desafio do governo, além de manter o desmatamento da Amazônia sob controle e em queda, é conter o desmatamento do Cerrado, visto ainda como a principal fronteira para o agronegócio. No Cerrado, o ritmo de corte da vegetação nativa é mais acelerado e a meta é cortar o desmatamento ali em 40% até 2020.
Os Estados do Pará e de Mato Grosso ainda lideram o ranking dos que mais desmatam. Mas, em termos relativos, chama a atenção a movimentação das motosserras no Amazonas, único Estado em que o desmatamento cresceu entre agosto de 2009 e julho de 2010.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Pesquisa revela percepção dos brasileiros sobre práticas sustentáveis




O que o Brasileiro pensa a respeito das práticas sustentáveis?
A pesquisa Sustentabilidade: Aqui e Agora realizada pelo Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Instituto Synovate e o Wal-Mart Brasil,  divulgada no dia 25 de novembro, revela uma lista das ações que o brasileiro está disposto a fazer para adotar práticas mais sustentáveis no seu dia a dia. Separar lixo para a reciclagem (66%), eliminar o desperdício de água (63%) e participar de campanhas de redução de energia (46%) são algumas das práticas citadas na pesquisa.

Porém, a população brasileira não acredita que os problemas ambientais podem ser solucionados com pequenas mudanças de comportamento. Para 59% da sociedade, só grandes mudanças nos hábitos de consumo, transporte e alimentação podem realmente ajudar a manter um ambiente saudável no futuro.
O desejo de 74% dos cidadãos é encontrar nas prateleiras dos mercados produtos ambientalmente responsáveis, porém 90% não está disposto a pagar mais por isso, afirma o site EcoD.
O estudo foi feito para identificar comportamentos, opiniões e atitudes dos brasileiros que demonstrassem maior adesão e maior proatividade no que se refere à proteção do meio ambiente e à adoção de hábitos de consumo mais responsáveis. De forma geral, a percepção dos brasileiros está mais positiva em relação ao meio ambiente, aos hábitos de consumo e às principais formas de contribuição para um futuro mais sustentável.
O perfil do cidadão brasileiro traçado pela pesquisa mostra que a informação ainda é um dos quesitos mais relevantes na hora da decisão. De acordo com o documento, 50% dos entrevistados disseram ser “mais ou menos” informados sobre meio ambiente e ecologia, enquanto 22% sentem-se mal informados e 26% com o nível de informação bom.
Segundo a pesquisa, 60% dos brasileiros são a favor de uma lei que proíba o uso de sacolas plásticas. Cinquenta e nove por cento afirmam que o meio ambiente deve ter prioridade sobre o crescimento econômico – em Brasília esse número chegou a 81%. Oitenta e cinco por cento dizem que qualquer mudança que o ser humano cause na natureza provavelmente vai piorar as coisas e 59% acreditam que só com grandes mudanças de hábito e de consumo será possível conservar os recursos naturais.
Segundo o relatório, as pessoas se mostram muito mais dispostas a doar tempo e trabalho comunitário, do que comprar produtos mais caros, ainda que mais ecoeficientes, ou contribuir com dinheiro para fundos ou organizações ecológicas.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Brasileiro diz que não paga mais por produto ‘verde’

Rejeição a custo maior por mercadorias sustentáveis atinge mais de 90% da população, segundo pesquisa feita em 11 capitais

Andrea Vialli

A população brasileira está atenta às questões ambientais, mas tem dificuldade de colocar isso em prática no dia a dia. Especialmente se para isso tiver de gastar – mais de 90% dos brasileiros não estão dispostos a desembolsar mais para comprar produtos ecologicamente corretos, como eletrodomésticos mais econômicos e alimentos orgânicos.
Por outro lado, há disposição para economizar água (63% da população) e energia elétrica (48%) e para deixar de usar sacolas plásticas (40%).

Esses são alguns resultados da pesquisa Sustentabilidade: Aqui e Agora, encomendada pelo Ministério do Meio Ambiente e pela rede de supermercados Walmart, que será apresentada hoje em São Paulo. Foram ouvidas 1,1 mi pessoas em 11 capitais. O objetivo do estudo, realizado pela empresa de pesquisas Synovate, é entender os hábitos dos brasileiros em relação a temas como consumo verde, lixo, reciclagem e sua percepção em relação aos problemas ambientais.

Embora 74% das pessoas se digam motivadas a comprar produtos que tenham sido produzidos com menor impacto ambiental, o fator custo é um limitante na hora de tomar a decisão. Segundo a pesquisa, 93% dos entrevistados não estão dispostos a comprar eletrodomésticos mais econômicos se eles custarem mais caro. Em relação a alimentos, 91% não aceitam pagar mais por produtos cultivados sem produtos químicos e apenas 27% compraram produtos orgânicos nos últimos 12 meses.

Outro dado que merece atenção é o de que 59% das pessoas acreditam que a preservação dos recursos naturais deve estar acima das questões relacionadas à economia. “Isso mostra que os brasileiros querem desenvolvimento, mas com atenção às questões ambientais e que é um falso dilema contrapor economia e ecologia”, diz a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Em relação aos resíduos, 53% dos brasileiros ainda não separam o lixo entre seco e úmido para encaminhar à reciclagem. Mas nas capitais que investiram em programas estruturados de coleta seletiva, como Curitiba, o porcentual sobe para 82%, o mais alto do País.

Mesmo com a falta de estrutura, o brasileiro está disposto a reciclar mais. Segundo o estudo, 66% dos entrevistados aceitariam separar o lixo.

Apesar da disposição para dar destino correto ao lixo, ainda falta informação aos brasileiros sobre como descartar certos tipos de resíduo. Os dados dão conta de que 70% dos consumidores jogam pilhas e baterias no lixo comum; 66% descartam remédios também no lixo comum e 39% jogam óleo usado na pia da cozinha.

Sacolas plásticas. O consumidor tem predisposição a reduzir e até eliminar o uso de sacolas plásticas no seu cotidiano. Embora 90% dos brasileiros façam uso constante das sacolas quando vão às compras, 60% apoiaria uma lei que proibisse o material.

“Há uma ampla inclinação da sociedade para programas e políticas públicas que inibam o uso das sacolas plásticas” afirma Daniela di Fiori, vice-presidente de e sustentabilidade da rede Walmart. Segundo ela, o caminho para reduzir o consumo das sacolas passa por dar mais incentivos ao consumidor.

“Retirar a sacola das lojas foi muito mal-recebido pelo cliente. As pessoas começaram a aderir ao programa de redução de embalagens quando foi ofertado um desconto nas compras por cada sacola recusada”, diz Daniela. A rede concede descontos de R$ 0,03 para cada sacola não utilizada, valor que representa o custo da embalagem.

A pesquisa apontou ainda que é baixo o porcentual de brasileiros dispostos a reduzir os deslocamentos por automóvel particular. Nos últimos 12 meses, apenas 13% dos pesquisados buscou reduzir o uso do automóvel no dia a dia. Em São Paulo, esse número sobe para 18%.

Adriana Charoux, pesquisadora de sustentabilidade do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), avalia que ainda faltam condições para que a população exerça atitudes mais sustentáveis no seu dia a dia. “Cabe ao governo prover a estrutura de serviços como coleta seletiva e transporte público eficientes”, diz. Segundo ela, é necessário que as empresas incorporem os custos de produzir com padrões mais altos de sustentabilidade. “O consumidor está certo em não aceitar pagar a mais por produtos verdes. Faz parte da realidade a percepção de que já pagamos caro pelos produtos.”

terça-feira, 9 de novembro de 2010